A Dassault entregou nove novos caças Rafale em 2016, de acordo com uma atualização financeira divulgada pela empresa em 5 de janeiro. O total está de acordo com os planos para o ano de 2016, e representa um aumento de uma unidade em relação aos oito entregues em 2015.

Seis unidades do Rafale foram entregues à França, e os outros três entregues ao cliente de exportação, Egito, que até agora recebeu seis aeronaves de sua encomenda de 24 unidades.

A Força Aérea e Marinha francesa e a Força Aérea Egípcia são os atuais operadores do Rafale, com a encomenda de 2015 do Qatar para 24 Rafales, que foi seguida por uma indiana indiana para 36 unidades, assinada no ano passado.

Concluído após um longo processo de negociação com Nova Delhi, o acordo avaliado em 7,75 bilhões de euros (US$ 8,1 bilhões), “demonstra mais uma vez o desempenho do Rafale“, diz a empresa.

Linha de montagem do Dassault Rafale.

Além de produzir os nove novos Rafales, a Dassault também em 2016 devolveu dois novos Rafales M para a Marinha Francesa, depois de atualizá-los para o padrão operacional F3.

Os caças de ataque da Marinha Francesa são agora inteiramente Rafale Ms, devido a aposentadoria no ano passado do Dassault Super Etendard.


FONTE: FlightGlobal

26 COMENTÁRIOS

    • Podiam ser os Rafales brasileiros mas certos jornalistas especializados e a FAB não ajudam…
      Preferiram comprar um avião que não existia…e quando construíram, fizeram um de madeira para entregar aos otários da América do Sul e outro de restos e sobras de aviões usados mas que não voa de jeito nenhum!
      O tal do primeiro protótipo já foi construído há uns quase oito meses…e nada de voar! O KC-390 da FAB já está com o terceiro protótipo no forno e dois construídos, o primeiro voou em 102 dias de construído!
      O Gripen E já fez roll out, roll in, rolê pelo pátio a ufa! O motor só pega no tranco! Nos avionicos instalaram o windows vista pelo jeito! Enfim um tremendo mico!

        • Gaiwan,

          csarpararescue,

          O Rafale, se contarmos desde a sua entrada em serviço, levou 16 anos para chegar ao atual estágio… O 'Gripen NG', desde o demonstrador de conceito, está entrando no seu nono ano de existência. A origem do 'Gripen C' ( antecessor do NG ) também remonta a uma aeronave de metas algo distintas em relação a do Rafale. Não há, portanto, padrões para uma comparação…

          Se tem alguém que está atrasadinho nessa história, esse alguém é o 'Typhoon', só agora adentrando um nível de desenvolvimento que o Rafale já havia conquistado no começo da década…

      • O Gripen ficou pela metade do preço do Rafale, sem falar no custo operacional de ambos que são gritantes. Enquanto o modelo sueco gasta US$5.000/hora, o francês consome US$25.000/hora. A FAB não teria condições de arcar com tanto custo.

  1. As vezes quando leio certos comentários me dá vontade de sumir do Brasil, é só reclamação e nada serve, se fosse F18 tinha um monte de reclamação por que são americanos e tem muitas restrições e blá blá blá se fosse rafale seria ridículo comprar um avião destes pelo alto custo de manutenção e se compra o gripen ficam falando que o avião é de papel e nem existe ainda, quem sabe vocês param de reclamar a constroem um pra vender pra FAB ai sim vamos ter um vetor moderno de última geração capaz de fazer frente até ao império galático.

      • Regi eu duvido muito e poderia dizer que tenho certeza que quando o Gripen começar a chegar e tiver os esquadrões ficando operacional vamos ter outro pedido que poder ser grande ou então dividido em 2 que será feito a Embraer, mas como é Brasil né meu amigo a dúvida sempre fica no ar.
        Eu leio muitos sites diferentes sobre o assunto mais pelo prazer da leitura de um assunto que gosto e vejo que temos algumas tendências muito curiosas na FAB que pode se concretizar no futuro, coisas que não valem a pena nem comentar pois se já detonam algo que é real como o Gripen NG imagina um comentário/opinião baseado em inúmeras leituras de um simples amante da aviação militar como eu, grande abraço.

  2. A Dassault nunca vai dar jeito nessa sonda de reabastecimento?

    Em uma ironia do destino, foram tantos atrasos no FX-2 que atualmente o Rafale já apresenta ótimas soluções em suas antigas deficiências, alardeadas pelos que não apoiavam suas escolhas. Hoje tem radar AESA, motores mais potentes, Meteor, etc. Mas deixem pra lá, tenho ojeriza em discutir esse programa de reequipamento e modernização.

    • Rafael PP,

      Até onde sei, os trabalhos ECO e TCO, que verificaram a possibilidade do aumento de potencia e durabilidade nos motores, não foram implementados… Aparentemente, os franceses não se interessaram.

      No que tange a motorização mais potente, haveria provavelmente a necessidade de se refazer o desenho das entradas de ar, para adequá-las ao fluxo necessário para equilibrar o aumento de desempenho.

      Era uma exigência dos EAU uma potencia extra para suas condições insalubres, além de, salvo melhor juízo, maior capacidade de geração de energia.

        • Esquenta não… 🙂

          Também acho o Rafale uma baita de uma aeronave… Tá certo que tudo depende de uma negociação bem conduzida, mas é inegável que o caça francês tem se mostrado uma aeronave cara para adquirir; logo a um ponto onde o custo/benefício em relação ao F-35A pode não compensar para quem tem a oportunidade de pleitear essa ultima opção…

          • Na verdade não estou entre os maiores fãs do jato gaulês.

            Adquiri certa má vontade com ele em razão de seus defensores nas esferas governamentais, os quais nutria – e ainda nutro – grandes asco. Também não concordava com os critérios usados para promovê-lo, desde a famigerada transferência irrestrita de tecnologia até a propalada capacidade nuclear, que também foi amplamente utilizada na Índia. Quanto á esta última, chega a ser ofensa a inteligência alheia, uma vez que esta capacidade passa pela utilização do ASPM-A, produto este tão sensível que a França não irá e, tampouco deveria, exportar. Capacidade nuclear o A-4 também tem…

            Porém, a despeito de meus sentimentos, o Rafale possui muitas qualidades e levaremos pelo menos mais 15 anos para conseguirmos analisar de forma embasada se foi um sucesso ou um erro estratégico.

            Ps: RR, havia deixado um comentário longo e com alguns links em uma discussão nossa de abrigos para os vetores. Estava com vários links. Acho que ocorreu uma falha no sistema e acabou não sendo postado :/

  3. Enquanto isso, a linha do F-35 deve estar entregando uns 25 caças por ano…

    Não tem jeito… Sem caças adicionais, não haverá como baixar o valor de aquisição do Rafale…

    Interessante que a Dassault está com capacidade ociosa. Poderia facilmente entregar 1/3 a mais que isso por ano…

  4. Pessoal, uma produção de apenas 9 por ano, não está muito baixa ? Nem um por mês, alguém sabe os motivos ?

    Em relação as conversas dos amigos postadas acima, é totalmente compreensível, todos somos amantes de aviões, queríamos os aviões agora em nossos hangares, então ficamos frustados e falando de valores, e se isso e se aquilo.

    Todos nós queremos aviões ótimos em nossa força aérea e naval porque não. A verdade é que estamos sem paciência.