SpaceX colocou no Espaço a nave autônoma e secreta X-37B.

No vasto arsenal do Pentágono, a naveta é única: um drone espacial super secreto que parece uma versão em miniatura do Ônibus Espacial, mas que pode orbitar a Terra por meses, até anos. Mas fazendo o que? A Força Aérea dos EUA simplesmente não diz.

Na pista, o X-37B, como se chama, parece minúsculo, não muito mais alto do que uma pessoa. A envergadura mede menos de 4,57 m e pesa apenas 4.989 kg. Mas a máquina no decorrer de seis vôos provou ser uma pequena e robusta nave espacial robótica, passando um total de quase seis anos no Espaço.

Na quinta-feira o X-37B voltou ao Espaço e desta vez pelas mãos da SpaceX. A missão está prevista para durar 270 dias, mas a USAF revelou que a duração real depende dos objetivos do teste, do desempenho do veículo em órbita e das condições nas instalações de pouso. Em outras palavras, não há como dizer o tempo que o X-37B permanecerá na órbita baixa da Terra.

Por quase uma década, a ULA (United Launch Alliance), uma joint venture entre a Lockheed e a Boeing deteve o monopólio dos lançamentos do Pentágono. A SpaceX apresentou ação contra a Força Aérea pelo direito de competir. Em 2015, as partes chegaram a um acordo e a SpaceX foi finalmente habilitada a competir contra a ULA, abrindo uma fonte de receita potencialmente lucrativa.

Também não há como dizer o que o avião espacial estará fazendo.

A Força Aérea dos EUA disse que os principais objetivos do X-37B são: tecnologias de nave espacial reutilizáveis e experiências operacionais que podem ser retornadas e examinadas na Terra.

No momento em que o Espaço está se tornando um ambiente contestado, ter um veículo espacial em órbita com potencial para manter a “os olhos” voltados para a Terra em tempo integral do inimigo ou de outros satélites, parece algo bem prudente.

A missão também é significativa porque marcou a primeira vez que a SpaceX realiza um lançamento para a Força Aérea dos EUA.

O lançamento ocorre num momento em que o Pentágono soa o alarme sobre a importância de defender o último teatro de operações. Já surgem idéias e rumores sobre a criação de um braço armado voltado para operações espaciais dentro da Força Aérea, projetado para se concentrar exclusivamente no além.

A preocupação dá-se ao fato de que Rússia e China estão rapidamente conquistando terreno sobre a vantagem que os Estados Unidos mantiveram em órbita há anos.

O espaço tornou-se tão crítico para a forma como lutamos e ganhamos guerras que já não pode ser ignorado“, disse o deputado Mike D. Rogers, que faz parte do Comitê dos Serviços Militares no Congresso dos EUA. O “Space Corps” se concentraria na “dominação espacial”, disse ele. Com uma liderança e recursos próprios, o Corpo ganharia agilidade e não dependeria da lenta burocracia do Pentágono.

A Força Aérea é tão rápida quanto um rebanho de tartarugas no que diz respeito ao Espaço“, disse ele. “O que a Rússia e a China estão fazendo é surpreendente“.

Enquanto a maioria concorda que o Espaço é um domínio militar cada vez mais importante, o apoio no Senado para um novo ramo militar separado está longe de ser assegurado. E muitos nos confins do Pentágono também se opõem a isso.


FONTE: NZ Herald

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