Concepção artística do Bombardier CSeries CS100 nas cores da Delta - Delta encomenda 75 aeronaves CSeries 100 da canadense Bombardier e 37 aeronaves A321 da europeia Airbus
Concepção artística do Bombardier CSeries CS100 nas cores da Delta / © Bombardier

A Delta Air Lines, segunda maior companhia aérea dos Estados Unidos, anunciou no dia 28 de abril a encomenda de 75 aviões CSeries CS100 da Bombardier no valor de 5,6 bilhões de dólares, dando fôlego ao novo programa de aeronaves da canadense, que está anos atrasado e bilhões de dólares acima do orçamento. Já no dia 29 de abril, foi anunciada a encomenda de 37 aeronaves A321 fabricadas pela Airbus, em um negócio que pode atingir US$ 4,3 bilhões a preço de tabela.

Com a encomenda da CSeries, a Delta disse que não vai introduzir o E190 da brasileira Embraer à frota como planejado. A Delta tinha dito que adicionaria até 20 aviões E190 da Embraer e 20 novos jatos 737-900ER, da Boeing, à frota.

A esperada encomenda marca um ponto de virada para a Bombardier, conforme a empresa realiza grandes esforços para entrar nas frotas das principais aéreas globais e atender o mercado de nicho para aviões de 100 assentos que as rivais maiores Boeing e Airbus negligenciaram.

A Bombardier disse separadamente nesta quinta-feira que o acordo inclui uma opção para que a Delta compre 50 aeronaves CS100 adicionais.

Para a Delta, o acordo permite a retirada da frota de jatos de 50 assentos usados por aéreas regionais contratadas para realizar voos sob sua marca Delta Connection.

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Bombardier CSeries CS100 / © Bombardier

Com relação à encomenda junto à Airbus, os A321 adicionais serão entregues até o final de 2019, e irão se juntar a 126 aviões do modelo A320 que já estão operando na frota da companhia. A empresa recebeu o primeiro A321 em março, e o voo inaugural está previsto para decolar no dia 2 de maio, segunda-feira, entre Atlanta e Orlando, na Flórida. Esta é a terceira encomenda feita pela Delta para o A321 em três anos.

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Primeiro Airbus A321 da Delta Air Lines / © Benjamin Bearup

Essa compra é parte dos planos da Delta de renovar a frota de aviões menores, de um corredor, substituindo os jatos mais antigos que a companhia possui, como os modelos McDonnell Douglas MD-88.

A Delta Air Lines, principal sócia minoritária no Brasil da Gol, está renovando toda a fatia de modelos McDonnell Douglas da companhia — 116 MD-88 e 65 MD-90 — numa frota total do grupo que é composta por 809 aviões.

“A encomenda dos A321 é uma operação oportuna que nos permite produzir sólidos retornos e acelerar economicamente a aposentadoria das 116 aeronaves MD-88 da Delta em uma forma eficiente de capital”, disse o presidente da Delta, Ed Bastian.

Os Airbus A321 adicionais, que estão sendo adquiridos próximos ao fim do ciclo de produção do modelo, aumentam a frota de A321 da Delta para 82 e é consistente com o plano de frota doméstica anunciado anteriormente pela companhia aérea.

Segundo a Delta, essas encomendas são parte da estratégia da empresa de atualizar 20% da frota de aviões de um corredor em cinco anos. Esse é um dos instrumentos usados para alcançar os objetivos financeiros de longo prazo, incluindo a meta de 15% de crescimento do lucro líquido por ação e geração de US$ 4 bilhões a US$ 5 bilhões em fluxo de caixa livre anualmente.

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O segundo Airbus A321 da Delta Air Lines visto no dia 16 de abril durante a realização de ensaios de voo em Bremen, na Alemanha / © Andreas Fietz

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FONTE: Reuters, Valor Econômico, Bombardier, Airbus

EDIÇÃO: Cavok

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7 COMENTÁRIOS

  1. Se isso não fizer o programa deslanchar de vez, não sei mais o que será preciso. Acho que o pecado desse programa foi ficar muito "no meio termo", no meio do caminho para não bater de frente com ninguém de modo direto (um receio justificável até, na minha opinião): quiseram concorrer com uma fatia do nicho de Boeing e Airbus e também de Embraer e Sukhoi Superjet. Aí o produto final ficou complexo/caro demais para desbancar os jatos regionais e aquém em tamanho/capacidade/versatilidade para ameaçar as famílias 737 e A320.
    Detalhe interessante é que as encomendas são do modelo CS100, que estava vendendo muito menos do que o CS300.
    No final das contas, trata-se de uma bela aeronave.

  2. Já agora deixo uma pergunta, estes CSeries são melhores que os Embraer?

  3. Eh… será mesmo que pesou apenas o aspecto técnico na escolha?
    Não vejo onde nesse campo o produto da Embraer seja menos capaz, para não dizer que trata-se de um programa sólido ao passo que o da Bombardier tem tido alguns problemas de prazo.
    Mas faz parte né?
    Mas que é um belo adversário é, e com um desgoverno como temos aqui , vamos torcer para nossa Embraer manter sua liderança, justa diga-se de passagem…

    • O governo canadense no começo do ano ofereceu uma ajuda financeira para salvar a CSeries e está participando ativamente de negociações para ajudar a Bombardier a vender o avião, pessoal da Embraer até externou essa desconfiança com essa negociação, o que pode ser o recomeço da guerra de subsídios entre Embraer e Bombardier do final dos anos 90.

      E o governo aqui ignorando a questão, talvez ainda bravinho com a Embraer por não ter recebido aquele ministro russo sancionado pelos EUA (pra não atrapalhar o programa LAS). Provavelmente esse envolvimento resultará em novas disputas judiciais.

  4. Fácil explicar… cada avião entregue neste contrato vai gerar um prejuízo de 4 mi para a Bombardier. Estão vendendo com margem negativa… para ver se alavanca o programa.

    E para esclarecer o negrito da reportagem… os 20 Embraer 190 que a Delta pretendia adquirir eram usados, ex-Air Canadá, e que hoje pertencem a Boeing.

    • Só os "mais antigos" (como eu) para entenderem essa sua frase rsrsrs.
      Concordo com você.

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