No início deste ano, a IAI (Israel Aerospace Industry) e a FAC (Fuerza Aerea Colombiana) renovaram o acordo para a manutenção da frota de caças Kfir C10/C12/TC12 para 2017.

Mas o novo acordo, no valor de US$ 4,5 milhões pode ser o canto do cisne para o velhor guerreio israelense. A frota colombiana, composta por 20 caças Kfir (dos 24 originais, 4 foram perdidos), foi construída na década de 1970. Equipados com motores General Electric J-79, estão se aproximando do fim de sua vida útil em 2019, e sem um substituto à vista.

O grande problema que a FAC vem enfrentando com essas aeronaves é a falta de confiabilidade. A Força Aérea enfrentou uma crise durante a maior parte de 2015, quando, após uma série de acidentes, toda a frota foi aterrada.

A situação foi resolvida mais tarde naquele ano, depois que um contrato de apoio com a IAI foi urgentemente assinado, o que recolocou parte da frota de volta ao serviço, porém, sob restrições de manobras em voo.

Uma planejada reforma, de US$ 300 milhões, deveria permitir que eles operasse m satisfatoriamente até 2025, mas agora, ao que parece, os caças serão desativados em 2019, a menos que novos motores sejam adquiridos. E a probabilidade de isso ocorrer é mínima.

Mas os problemas não atingem só o Kfir, os caças-bombardeiros subsônicos A-37 já passaram do limite da sua vida operacional.

Estranhamente, para um país tecnicamente em guerra, parece não haver interesse do governo na aviação de caça. Por mais de uma vez foram feitas previsões orçamentárias e aeronaves como o Alenia Aermacchi M-346 e o F-16 C/D foram consideradas, mas nada avançou.

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15 COMENTÁRIOS

  1. O Chile tem um conjunto de 24 caças Mirage, entre Elkan e Panteras, com um bom remanescente de horas. Tal vez seja uma alternativa a curto prazo pra canibalizar e manter parte da frota colombiana operativa até 2022 (precisa verificar a compatibilidade das unidades motrizes . Desta forma, os vetores da FAC ganhariam uma sobrevida até definir o a substituição dos mesmos.

  2. A Colômbia irá buscar uns F-16 MLU ou se quiser algo novo terá que ir Na Rússia ou China. Porque a America Latina será povoada de Mig-35 a partir de 2020.

  3. Acho muito difícil que o Peru venha a adquirir MIG 35 no curto prazo. Se vier comprar algumas unidades acredito que não serão mais do que 15 (já acho muito) e só lá pra 2025.

    • Pode haver algum negócio conta gotas, tipo 4 agora e 4 daqui alguns anos.

      Entendendo agora como curto prazo (dois anos).

      • Mas daqui a dois anos o fornecimento do vetor ainda não estará aberto pra América do Sul.

  4. Até a FAC …. Mas uma para entrar no bloco das forças aéreas de mentirinha ….

    • É, tá ficando feia a coisa. Poucas são as Forças Aéreas de fato, na região.

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