O programa do novo caça conjunto europeu, em desenvolvimento entre a Airbus e a Dassault, deve começar oficialmente o trabalho de P&D em junho de 2019.

As ministras da Defesa da França e Alemanha (respectivamente Florence Parly e Ursula von der Leyen) anunciaram no dia 20 de novembro de 2018, em Meseberg, a data prevista para o início dos estudos industriais do Sistema Futuro de Combate Aéreo (SCAF, Système de Combat Aérien Futur), o programa de caça executado conjuntamente pelos dois países.

Depois de formalizar o projeto durante o ILA Berlin Air Show, em abril de 2018, o primeiro objetivo foi estabelecer a organização industrial do programa. “As duas ministras concordaram em uma liderança conjunta entre a Dassault e a Airbus para conduzir um estudo conjunto de conceitos e arquitetura (incluindo conectividade) para o SCAF, com base nos termos de referência”, disse Florence Parly, Ministra dos Exércitos da França, em seu comunicado oficial.

Enquanto um primeiro contrato relativo à arquitetura da aeronave, incluindo sua conectividade, deve ser assinado entre os dois países em torno do início de 2019, a primeira fase de pesquisa e desenvolvimento e a elaboração de um demonstrador de tecnologia para a aeronave e seu motor serão lançados durante o Paris Air Show no Le Bourget Airport (LBG) entre 17 e 23 de junho de 2019. O desenvolvimento do demonstrador deve ser liderado pela Dassault Aviation em colaboração com a Airbus, enquanto o estudo do motor deve considerar a Safran como sua contratada principal, com a MTU como subcontratada.

O programa SCAF visa substituir o Eurofighter Typhoon e o Dassault Rafale nas forças aéreas alemãs e francesas. A Bélgica recusou um convite potencial para o programa no mês passado, escolhendo o F-35 sobre o Rafale e o Typhoon para renovar sua frota de caças. No entanto, outros países europeus também poderão ser convidados no futuro.

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14 COMENTÁRIOS

  1. Os europeus, que a despeito de há 30 anos possuírem uma plataforma (A320) e há 15 um sistema de gerenciamento (FITS), se mostraram incapazes de desenvolver uma aeronave de patrulha marítima, o que dirá um caça furtivo…

    Qual a experiência de franceses e alemães com tecnologia furtiva? Fora o Neuron, que ainda está atrás do BAe Taranis, nada! Terão de partir do zero! Nesse cenário não vislumbro um caminho fácil e tampouco curto até chegar a um caça 6G agravado pelo de que salvo se a Luftwaffe efetivamente vir a comprar o F-35 não operarão aparelhos de 5G.

    Nesse aspectos os britânicos, que contruíram uma série de protótipos e participaram ativamente do
    programa JSF sendo responsáveis por 15% do projeto, estão inegavelmente à frente.

    • Gosto de alguns comentários seus. Mas tem alguns, que… Dá vergonha alheia.
      Que raios de tecnologia sobrenatural ou alienígena é essa stealth que só os americanos são capazes de ter?
      Será que é de alguma nave alienígena que caiu no deserto e a NASA dissecou e agora mantém em segredo?
      Será mesmo que tecnologia, pesquisa e desenvolvimento tecnológico é algo só pode existir nos EUA?
      E qual experiência o Brasil tem ou tinha com tecnologia de caças 4,5°G como o Gripen?
      Ou aviões de transporte como o KC-390?
      Mas claro que aqui vai dar tudo certo e perfeito.
      Só não dá certo se for com russos, chineses, franceses..??

      • Não se trata de tecnologia mas de anos de desenvolvimento e investimento que os norte-americanos têm em furtividade que os outros países não têm! Isso é um fato, ou você irá negá-lo?

        E ao falar do KC-390 você esqueceu do longo percurso da EMBRAER, que começou lá atrás com o Bandeirante e passou pelo Brasília, pelos ERJ até chegar nos E-jets.

      • Realmente alguns comentários são de fanboys que não podem ser contrariados.
        O EUA lideram no setor Stealth, pois estão na segunda geração da tecnologia, tendo em vista o F-117 como marco inicial, e F-22, B-2 e sendo que o F-35 está colhendo todos os frutos do amadurecimento das tecnologias das outras aeronaves em questão. No que o F-35 se destaca, não é nada de novo, mais é melhor entendimento e aplicação da tecnologia e o barateamento da mesma.
        Os Russos estão atrás, sim, mais é só comparar o valor e o tempo que cada um tem investido, e está a resposta do atraso Russo.
        Os chineses podem ter dinheiro, mais ainda estão na fase de cópias, sem conseguir ter o mesmo resultado do original, se em projetos 4G+ não estão nem perto dos originais, imagine dos 5G. Mais o tempo e o dinheiro investido vai resultar em amadurecimento de sua indústria, mais até isso pode levar mais tempo que desenvolver novas tecnologias.

    • Não é o que estamos vendo pois o F-35 cada vez vende mais! Foi selecionado pela Bélgica (que esnobou a oferta francesa de participar do desenvolvimento desse caça) e está na iminência de ser escolhido pelos alemães ainda que em uma compra dividida com o Typhoon.

      Aceite a realidade Xings!

  2. Faz me lembrar aquela cena de filme, onde foi proferida a seguinte frase:
    "Vai dar merda!"
    "Vai dar merda!"
    Os franceses vão querer empurrar uma Jaca para os alemães pagarem, assim como os Russos fizeram com os indianos, e depois da desistências dos alemães, os franceses vão apresentar o verdadeiro avião, assim como fizeram com a parceria do Eurofight. Onde só pegaram o que interessaram para o desenvolvimento do seu Rafale. Já dizia o Pedro: "Foge que é cilada, Bino!"

    • Se os alemães tiverem juízo vão mandar os franceses passearem, afinal estes querem apenas que a turma do chucrute pague por um avião que atenda apenas aos seus requisitos, pegar os italianos a tiracolo e bater na porta dos britânicos, com quem desenvolveram duas aeronaves de combate extremamente bem sucedidas.

      • Bem por aí. Creio que os franceses querem dos alemães somente euros para viabilizarem suas necessidades técnicas! E como é uma empreitada cara, haja dinheiro.

      • Que tontice, como se a França fosse pobre, um país de terceiro mundo que não tem como pagar as suas contas. O acordo de desenvolvimento militar franco alemão é mais amplo que esse caça e inclui o desenvolvimento de um novo MBT, avião de patrulha marítima, MALE e munições (mísseis). Fala sério como disse o amigo aí em cima, chega a dar vergonha alheia. Só porque você acha que os EUA e o Reino Unido são o máximo, não significa que franceses e alemães sejam idiotas e incompetentes.

        • Amigo Marcelo, a questão não é ser ou não incompetente e sim cultural! Infelizmente os franceses são um poço de arrogância, vaidade e empáfia o que torna qualquer forma de cooperação muito complicada. Esse acordo que você citou é apenas um pedaço, na prática é muito diferente senão vejamos:

          A) os dois países tentaram desenvolver um MBT nos anos 60 e não deu certo! Separaram-se e enquanto os franceses desenvolveram o AMX-30 os alemães o Leopard 1;

          B) Há mais de 30 anos falam em desenvolver um avião de patrulha marítima e nada a despeito de terem a plataforma e o sistema de processamento. E nada! Vão acabar comprando o P-8 via FMS.

  3. Merkel mordeu a isca do Macron. Vai levar uns 20 anos ter um stealth da Airbus. como o Tireless digitou nem versão do A300 naval conseguem, sem esquecer o fracasso da A380 e o A400. Helicópteros o caracal idem. Françã achar outro país otário só se foi a Espanha ou Suécia.

  4. Pelo menos desta vez os europeus continentais não terão os traidores insulares by HMS enfiados no projeto para fazer o serviço sujo yankee para explodi-lo por dentro.

    Só com franceses e alemães a chance de sucesso deste novo EURO projeto é bem maior que o anterior.

    Futuros parceiros extras europeus dependerão basicamente do grau do sucesso ou insucesso da implantação do F-35 na Europa e o cumprimento operacional (ou não) das propaladas virtudes Super Trunfo do F-35 na versão que efetivamente será disponibilizada aos aliados europeus…

    Temos um longo caminho a percorrer quando este projeto começar a ser desenhado nas pranchetas e monitores de engenharia…

    Mas não faltarão jagunços a serviço dos EUA, Lockheed Martin e USAF a tentar convencer os europeus que eles não tem CAPACIDADE para fazer como eles….

    Quem sabe assim os europeus fiquem mais parecidos com os brasileiros…

    AQUI não falta quem diga mais ou menos o mesmo do Brasil, da nossa ex-Embraer e da FAB…

    Esta treta vai looonge…

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