O custo para desmantelar e descartar o primeiro porta-aviões movido a energia nuclear do mundo pode exceder US$ 1 bilhão.

O valor ficou bem acima das estimativas anteriores, de acordo com um novo relatório do órgão de fiscalização do governo.

Para melhor acompanhar esses custos, o GAO (Government Accountability Office) recomenda que a Marinha forneça mais dados orçamentários ao Congresso e desenvolva uma estimativa de custos independente, um plano de gerenciamento de riscos e um cronograma.

Duas opções de descarte para o ex-USS Enterprise CVN-65 estão na mesa. O relatório não recomendou nenhum deles.

Uma delas envolve o uso do Estaleiro Naval de Puget Sound e da Instalação de Manutenção Intermediária em Bremerton, Washington, que foi o destino final de submarinos e cruzadores mais antigos, movidos a energia nuclear.

De acordo com esse plano, o estaleiro desmontaria uma seção do Enterprise que contivesse o material nuclear e o enviaria para um local de descarte do Departamento de Energia no estado de Washington. O resto do navio seria comercialmente reciclado.

A outra opção envolve a indústria comercial cuidando de todo o trabalho.

O navio em plena crise dos mísseis em 1962

O GAO diz que a opção comercial pode beneficiar a Marinha, mas um desacordo entre duas Agências reguladoras está dificultando a avaliação.

O Enterprise foi aposentado em 2012, depois de cinco décadas de serviço, passando por grandes momentos da história, como a crise dos mísseis cubanos de 1962 até as guerras no Iraque e no Afeganistão.

Qualquer que seja a opção escolhida pela Marinha, a parte nuclear do Enterprise será descartada enquanto as seções não nucleares serão recicladas.

Capaz de deslocar 76.000 toneladas, o navio “exigirá um nível de trabalho sem precedentes para desmontar e descartar em comparação com os navios anteriores“, afirma o relatório do GAO.

A forma como o trabalho será tratado definirá diretrizes para o descarte de outros porta-aviões da classe Nimitz, que serão aposentadas à medida que mais porta-aviões da classe Ford se juntarem à frota.

Respondendo ao relatório, o Departamento de Defesa concordou em fornecer mais informações sobre custo, cronograma e contratos à medida que avança na empresa.

O desacordo da Agência é entre o Programa de Propulsão Nuclear Naval – também conhecido como Reatores Navais – e a Comissão Reguladora Nuclear (Nuclear Regulatory Commission – NRC).

Uma questão importante sobre a disposição do reator nuclear do navio é quem supervisionará o descarte. O Programa de Propulsão Nuclear Naval ou a Comissão Reguladora Nuclear (Nuclear Regulatory Commission – NRC), o primeiro diz que a NRC poderia supervisionar a opção comercial de desmantelar o reator, mas a NRC respondeu que não tem o poder de fazê-lo.

Inicialmente a USN decidira enviar o Enterprise para Puget Sound. No entanto, em 2013, a estimativa para o estaleiro para lidar com o desmanche do Enterprise aumentou primeiro de US$ 500 milhões para US$ 750 milhões e agora para mais de US$ 1 bilhão, segundo o relatório do GAO.

Buscando alternativas, a Marinha em 2016 solicitou propostas de empresas comerciais para reciclar partes não nucleares do navio. Também buscou informações de interesses comerciais sobre o desmantelamento e a eliminação de todo o navio.

Em fevereiro de 2017, a Marinha decidiu reavaliar suas opções.

A opção Puget Sound é mais bem definida do que a opção comercial, diz o GAO, mas enviar o Enterprise para Puget Sound aumentaria os atrasos de trabalho e prejudicaria a capacidade do estaleiro de manter a frota ativa, que é uma prioridade máxima.

Os dados mostram que a Puget Sound opera consistentemente em sua carga máxima de trabalho, e isso sem assumir o Enterprise. Adicionando o porta-aviões, sobrecarregaria o estaleiro com a atual de carga de trabalho, afirma o relatório.


FONTE: Daily Press

21 COMENTÁRIOS

  1. QUando eu vejo esse tipo e notícia eu já imagino o custo que teremos para desmontar o nosso sub nuc espero que até lá a marinha já tenha feito as reformas necessárias para não ter 80% de sua receita comprometida com folha de pagamento, senãoooooo rsrs vai ter muito navio atracado no porto sem manutenção em dia para poder desmanchar submarino obsoleto.

  2. O custo de desmantelar é enorme e esse é só o 1ª da lista. os navios da URSs nucleares estão encalhados na base russa nem Kola. Usar o estaleiro da marinha esta fora de cogitação que tem que manter os navios que tem. Privado nunca fez isso com navio tão grande. Uma dilema caro em mortal o que fazer depois de usar suas belonaves nucleares. Como o PROSUB vai falir ainda esse ano o Brasil não vai ter esse problema