A Dinamarca vai adquirir 27 aeronaves F-35A. (Foto: Lockheed Martin)
A Dinamarca vai adquirir 27 aeronaves F-35A. (Foto: Lockheed Martin)

Nessa quinta-feira (9), o caça F-35 foi selecionado oficialmente como futuro avião de caça da Dinamarca. O anúncio foi feito pelo Ministro de Defesa dinamarquês, que também declarou que a Dinamarca irá adquirir 27 aeronaves F-35A Lightning II fabricados pela norte americana Lockheed Martin. A Dinamarca torna-se a 7ª nação parceira do programa JSF e a 11ª nação a operar o F-35.

A decisão a favor foi votada pelo parlamento da Dinamarca, de onde 139 de 179 membros votaram a favor da aquisição do novo caça F-35, que visa substituir os antigos jatos de combate F-16, em operação desde 1980.

A seleção põe fim a decisão atrasada de modernização dos caças da Dinamarca, que estava em seus estágios iniciais em 2010, antes que questões econômicas forçassem Copenhague a pausar o programa. A concorrência foi oficialmente relançada em 2013, desta vez visando apenas 30 caças, em vez dos 48 inicialmente planejados.

O caça F-35A na Dinamarca visa substituir os antigos F-16s em operação desde o início da década de 80. (Foto: Ministério de Defesa da Dinamarca)
O caça F-35A na Dinamarca visa substituir os antigos F-16s em operação desde o início da década de 80. (Foto: Ministério de Defesa da Holanda)

O acordo para aquisição de 27 caças F-35 prevê o financiamento dentro do orçamento de aquisição já previsto no atual quadro de Defesa – desde que não exceda a capacidade operacional. O pacote de 27 aeronaves está orçado em cerca de US$ 3,04 bilhões (20 bilhões de Coroas Dinamarquesas), e as aeronaves tem previsão de entrega entre 2021 e 2026.

Na Dinamarca está localizada a empresa Terma, uma fornecedora para o programa F-35 desde 2004, que atualmente está produzindo aeroestruturas de materiais compostos e produtos eletrônicos do radar para o programa.

O caça F-35 da Lockheed Martin foi escolhido numa concorrência com o F-18 Super Hornet da Boeing e o Eurofighter Typhoon da Airbus.

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10 COMENTÁRIOS

  1. Quanto saiu mesmo, 36 Gripen? kkkk

    Mas é a Dinamarca, não tem o que comparar.

    ps* Olhe lá se quando o ultimo Gripen chegar, o primeiro não estará sendo encostado.

  2. Deu a lógica, no final… Todos os parâmetros da concorrência dinamarquesa apontavam pro F-35, além da própria Dinamarca já ser participante de nível 3 do programa JSF…

  3. É aquela famosa tran$ferencia de tecnologia que o pessoal da defesa ama!

    Brasileiro é um bicho curioso sabe, ele quer saber como fazer, não necessariamente ele vai fazer, mas ele quer saber né, então ele paga mais caro mesmo só pra ter o gosto de apertar parafuso!

  4. Rapaz….. tem nada de errado nisso não??? É em dólar mesmo?? Porquê se for, acho que saimos perdendo. Os 36 Gripens + a "transferência de tecnologia" saiu por US$ 4,5 bilhões, não foi?

  5. Pessoal, sobre o valor, pelo o que li, isso está relacionado com peças de reparo e suporte na Dinamarca, que já é alto para p F-35.
    Inclusive o SH ia sair mais de 100 milhões p/unidade por causa de peças adicionais de reparo e pacote de armamento. Depois posto mais sobre isso.

  6. Fazendo uma regra de três limpa e seca…
    Se 27 Lightning II equivalem a US$3,04Bi, então com US$4,5Bi poderiam comprar quantos F-35?: 39 unidades e ainda sobrariam um trocado para o pixuleco.
    Não estou desmerecendo o GRIPEN NG que certamente será um ótimo caça, mas 4,5G não é a mesma coisa de 5G, tem um abismo de distância, mas sei la… Fazer o que, né….. A FAB sabe o que faz.

    • Caro FkausPD,

      Acredito que a FAB adoraria ter o F-35 em suas fileiras. Mas a LM nem ofertou o caça. Ofereceu um F-16 Block50, o mesmo que Chile possui. Talvez a idéia deles era vender o F-16 agora e daqui uns 20 anos, o F-35.

      []'s

      • Correto! Algo como o F16 Block 50 tá bom pra vocês. Quem sabe daqui a uns (20) anos sobrem uns F35, se vocês se comportarem como esperado.
        A FAB decidiu baseado no que tinha sobre a mesa após negociações políticas. Se fosse ap gosto dos pilotos….

  7. 111 milhões por unidade, somando ainda pacote de suporte? Tá ótimo, e confirma a expectativa de queda de preços, quando entrar na Full Rate Production (FRP) lá pra 2020 o preço deve cair realmente pra 80 ou menos apesar da desconfiança que tantos tiveram.

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