Aeronave AF-1B N-1013 da Marinha do Brasil em fase final de Modernização na empresa Embraer.

No dia 16 de janeiro, foi realizada uma reunião da Diretoria de Aeronáutica da Marinha com a Embraer.

Na ocasião, foi apresentado o andamento do programa de modernização e realizada visita à linha de montagem das aeronaves na unidade fabril da Embraer Defesa e Segurança, em Gavião Peixoto–SP.

A Embraer desenvolveu tecnologia nacional para integração de sistemas embarcados para combate e criou integralmente o software embarcado de missão das aeronaves modernizadas (Operational Flight Program), o que permite maior independência nacional.

Todas as aeronaves modernizadas receberam o radar israelense EL/M 2032, que possui os seguintes modos de operação: ar-ar, ar-mar, ar-solo e navegação, e tem como principal tarefa detectar e rastrear alvos aéreos e de superfície, além de fornecer medida de distância ar-solo para o subsistema de pontaria de armas.

O radar, no sub-modo TWS (Tracking While Scan), possui capacidade de localizar e rastrear automaticamente 64 alvos, simultaneamente, marítimos ou terrestres.

No modo SAR (Abertura Sintética), é possível fazer o mapeamento terrestre em operações de esclarecimento (reconhecimento). Com a incorporação do Porta Helicópteros Multipropósito (PHM) “Atlântico” e seu Radar 3D 997, será possível realizar o vetoramento das aeronaves decolando a partir de terra, para conduzir operações de guerra naval em apoio à Força Naval.

Entrega da quarta aeronave AF-1 modernizada, em agosto de 2018.

Será igualmente possível realizar ações de defesa aeroespacial, ativa e passiva, da Força Naval ou de Fuzileiros Navais, garantindo um nível de proteção e ações em oposição à ameaça aérea inimiga.

Ao verificar a obsolescência dos sistemas de combate das suas aeronaves de asa fixa e objetivando fomentar a indústria nacional, a Marinha celebrou em 2009, contrato exclusivo com a EMBRAER Defesa e Segurança, escolhida para ser a Primer Contractor para a modernização de suas aeronaves de asa fixa.

Desde de então, a Embraer iniciou projetos mediante requisitos diferentes daquelas aeronaves que operam apenas a partir de terra. O projeto de modernização objetivou atender a requisitos de um avião que operasse com capacidade de alinhamento do sistema inercial sob plataforma móvel e que precisasse operar em ambiente com alta emissividade eletromagnética.

Estas características são um marco no contrato que elevam o know how em projetos, tanto para a Marinha do Brasil quanto para a EMBRAER.

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13 COMENTÁRIOS

  1. Esse projeto deveria ser abandonado em prol da operação dos Gripen em terra, nas voltados à operação com perfis navais.
    O AF-1 modernizado, segundo um programa de 2009, não é mais relevante.

  2. Se for para operar o AF-1 sem usar mísseis anti-navio ou algum ar-ar BVR, essa modernização só serviu para torrar $.

    • Realmente, no BVR falaram no Derby que a FAB já opera. Mas até então nenhum míssil BVR foi integrado. Na questão míssil Anti-Navio, falou-se no Harpoon que já operou no A-4 com a US Navy e hoje equipa os P-3AM, o Exocet do qual possuímos experiência e o futuro MAN-1 (baseado no Exocet) que ainda nem está operacional.
      Realmente sem esses itens que são bem significantes aqui na América do Sul, não faz sentido a modernização. Porque os aviadores podem fazer estágios na própria FAB pra manter a proficiência.

  3. A MB deveria doar essas aeronaves para fab para a criação de um esquadrão de aviões agressores para o F-39
    E daí falar com o tio Sam e encomendar F-35B

  4. O problema é a falta de peças. As revisões do motor são um pesadelo.

  5. Importante para a manutenção da "Doutrina Operacional", isso já justifica o projeto.

  6. Concordo, mas penso que a MB poderia vir a adquirir o Gripen também. Mas não a versão naval que nem sequer existe, mas a versão comum da FAB, o Gripen E. Quem sabe associar-se a FAB no uso dos simuladores e dos Gripen F.
    Operando seus Gripen com vista a defesa da esquadra e ataque a navios e ameaças que venham do mar, através de bombas e mísseis guiados e anti-navio.
    Porta Aviões pra MB não tão cedo.

  7. Espere, essa brincadeira ainda está ativa? Como a Marinha gosta de gastar dinheiro em projetos obsoletos. Está sobrando, não. Eles deveriam acabar com este esquadrão de asas fixa. Não temos masi porta aviões. Dê um playstation para cada oficial que vale mais a pena do que estas porcarias de A4. Temos forças armadas de brincadeira. Se forem chamados para atuar na Venezuela, contra mercenarios russos, será um massacre.

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