A Draken International adquiriu oito jato A-4K que eram da Real Força Aérea da Nova Zelândia. (Foto: Draken)

A empresa privada Draken Internacional assinou um acordo com o governo da Nova Zelândia para comprar os oito (8) McDonnell Douglas A-4K Skyhawk, bem como diversos outros equipamentos e acessórios. Esta operação bem-sucedida marca o fim de um grande capítulo na história da aviação Nova Zelândia e o início de uma grande base para Draken Internacional.

A Draken International já opera com jatos A-4L Skyhawk. (Foto: Draken)

A Draken, reconhecendo a crescente demanda da indústria de segurança privada, pretende operar as aeronaves em apoio as iniciativas de treinamento do Departamento de Defesa. A aeronave traz recursos exclusivos para a indústria de Contratos de Serviços Aéreos (CAS), com recursos como um radar APG-66, Heads-Up Display, HOTAS, Multi-Function Display e o bus 1553 padrão da OTAN.

A Draken também vai operar até 6 sistemas de reabastecimento em voo nos A-4, permitindo que a frota Draken possa fornecer trenamento de reabastecimento aéreo ou de apoio às outras aeronaves de sua frota equipadas com sonda. Dadas essas capacidades, os aviões serão capazes de proporcionar uma formação mais realista e um ambiente de simulação de ameaça para uma variedade de papéis, incluindo o combate ar-ar, ar-solo, busca, “Red-Air” JTAC/CAS, reabastecimento aéreo e outras missões conjuntas que exigem a mais recente tecnologia nas aeronaves.

O painel dos jatos A-4K permite um avanço nas capacidades de treinamento da Draken International.

O CEO da Draken Internacional Jared Isaacman afirma: “Essas aeronaves representam a evolução final e mais capaz da plataforma A-4 Skyhawk. Estamos todos muito confiantes na capacidade de apoio de longo prazo, nas capacidades de aviônicos e nas eficiências econômicas que essas aeronaves trarão para o Departamento de Defesa e para indústria global contratante de defesa.”

Além dos Douglas A-4K Skyhawk, a transação inclui mais de 20 motores de reposição, e um extenso inventário de peças sobressalentes, publicações, equipamentos de suporte de vida e aviônicos suficientes para suportar a frota pelas próximas décadas. Também estão incluídos os dois simuladores de vôo para treinamento de cabine e familiarização do sistema de ataque/navegação.

A Draken já recebeu a aprovação necessária do Departamento de Estado dos EUA e espera ter as aeronaves operacionais no primeiro trimestre de 2013.

A Draken International é uma fornecedora de contratos de serviços aéreos baseada no Aeroporto Regional Linder Lakeland, em Lakeland, Florida. A prestação de serviços aéreos estabelece um novo padrão no apoio de tarefas de adversários aéreos, treinamento de vôo, na simulação de ameaças, suporte de guerra eletrônica, reabastecimento aéreo, buscas, testes, bem como outras missões exclusivamente adequadas à sua frota de aeronaves, que conta com jatos A-4, MB339, MiG-21, L-39C, e outras aeronaves. O site da empresa pode ser acessado aqui.

Anúncios

9 COMENTÁRIOS

  1. Gostei do Cokcpit dos jatos A-4K, Achei bem interessante o portfólio dessa empresa assusta mais que muitas forças aéreas!!! =)

  2. A muitos anos a NZ tenta vender estes A-4, quando aparecia um comprador o Gov americano não deixava vender por causa do radar APG-66 do F-16.
    A Nova Zelândia renunciou a caça e preferiu usar os P-3 para patrulhar os mares, sendo defendida pela Austrália e Reino Unido em caso de necessidade.
    Esta empresa ja tinha comprado os MB-339CB que disparavam sidewinder e maverick da NZ.
    http://www.youtube.com/watch?v=38G9ZIBZzkk

  3. Em 1998, a RNZAF tinha 14 desses A-4K e 6 dos TA-4K. Interessante é que alguns dos monoplaces foram A-4G australianos no passado, operados embarcados no então porta-aviões daquele país, o HMAS Melbourne — o que, de acordo com alguns, exigiu bem mais trabalho da modernizadora Singapore Aerospace Industries na avaliação da vida útil antes dos trabalhos. Mas, ao final, todas essas belezinhas foram habilitadas para disparar os AGM-65 Maverick e tem os F-404 a empurrá-las! Ah, MB, se os teus Bantan tivessem essa sorte…

    • A Nova Zelândia não trocou os motores, quem trocou foi Singapura.

      O A-4K usa a P&W J52-P-8A de 9.300 lbf e o AF-1 usa a P&W J-52-P-408 de 11.200 lbf.

  4. Caro W.Strobel, o sr. está certo quanto aos motores. O hoje premiado jornalista Marcelo Cardoso Mendonça publicou na RFA de no. 11, de jun/jul 1998, extensa reportagem sobre os A-4. Quanto aos da RNZAF, ele afirmou ter havido a troca dos motores originais pelos F404, a exemplo dos de Cingapura. Em agosto 1998, sabe-se lá porque, enviei fax à revista perguntando se essa informação estava correta. O profissional, free-lancer, me respondeu que houve sim a intenção de trocar os motores, primeiro dos 10 ex-Austrália, depois dos outros, mas não coube no orçamento vigente e foi abandonada em favor dos radares. A revista não publicou errata, mas eu tenho cópia do fax. E como eu confio é em papel, não no Wikipedia (só falta organizá-los)… 🙂

  5. Ta me lembrando o filme do Robocop : Armas modernas nas mãos da Mega-corporações…

    Decadencia dos estados nacionais…

    Mas esses Skyhawk estao lindos…

  6. Quem sabe a FAB contrata essa Draken para fazer um teste.Manda vir os mig-21 para ver se ficou boa a modernização dos F-5.

    Achei muito bonita a pintura dos A-4.

  7. A MB perdeu essa oportunidade de completar sua frota no SP, rsss….

Comments are closed.