Aeronave Airbus A220-300.

A companhia aérea de bandeira da Etiópia, a Ethiopian Airlines, e a operadora mexicana low cost Interjet estão em negociações com a Airbus para a compra de aeronaves A220.

A transportadora regional do México, Interjet, anunciou recentemente que encerraria suas operações com os SSJ100 fabricados na Rússia devido à falta de peças de reposição e motores de substituição.

A companhia aérea está em negociações com a fabricante europeia de aeronaves para 12 jatos Airbus A220 visando substituir sua frota de Sukhoi Superjet 100 parcialmente aterrada. A Interjet é um dos primeiros clientes da aeronave russa que entrou em serviço em 2011.

Porém, devido a aterramento prolongado e problemas técnicos, como falhas no motor e falta de peças de reposição, apenas cinco aviões SSJ100 dos 22 da Interjet estão com condições de voo.

A Airbus e a Interjet não confirmaram oficialmente as negociações para a venda dos 12 jatos A220, que segundo preços de tabela estaria avaliado em cerca de US$ 1 bilhão.

Outro operador, a Ethiopian Airlines, também estaria perto de fazer um pedido ao fabricante europeu para 20 aeronaves Airbus A220, avaliado em cerca de US$ 1,6 bilhão.

Segundo fontes que conversaram com a Bloomberg, as negociações entre a Airbus e a Ethiopian Airlines estão na fase final e devem ser finalizadas até o final deste ano.

“É um bom avião e estamos estudando há bastante tempo”, disse o executivo-chefe da transportadora africana Tewolde GebreMariam.

O A220 seria o primeiro pedido da companhia aérea de bandeira etíope desde o fatal acidente do 737 MAX em 10 de março, que matou 157 pessoas.

A Ethiopian é a maior companhia aérea da África, com 120 aeronaves em sua frota. A companhia também possui 53 aviões mais modernos, incluindo 11 Airbus A350-900, nove De Havilland Dash-8, seis Boeing 787-900 e 27 Boeing 737 MAX 8.

O CEO da Ethiopian, no entanto, disse que a Ethiopian Airlines seria a última a retomar as operações com os 737 MAXs que foram suspensos após o segundo acidente fatal.

“É natural que sejamos os últimos a decidir sobre o MAX, disse o executivo-chefe. “Se estivermos convencidos de que os problemas são totalmente resolvidos e que a recertificação foi feita de maneira colaborativa com todos os reguladores, dedicaremos tempo, esforço e energia para convencer nossos pilotos, tripulação e passageiros de que a aeronave está segura para voltar a voar”.

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