O turboélice de ataque leve/treinamento armado B-250 da Calidus exposto no Dubai Airshow. A aeronave tem a matrículoa brasileira PR-ZNU.

A empresa Calidus, dos Emirados Árabes Unidos, está expondo durante o Dubai Airshow a sua nova aeronave turboélice de ataque leve/treinamento armado B-250. O novo avião tem participação brasileira no projeto.

A aeronave B-250, que faz parte do programa Bader (o nome árabe de uma espécie de falcão) que se originou em 2015, também será batizada formalmente, provavelmente por um membro sênior do partido real, embora o novo nome ainda não seja conhecido. Calidus é o nome do gênero de um tipo de falcão peregrino, então pode ser escolhido o nome de um falcão relacionado.

Para esta segunda feira, a Calidus apresentou uma contagem regressiva em seu site, prometendo que a empresa teria “algo impressionante” para mostrar em Dubai, quando apresentaria o que chamou de “nova aeronave de ataque leve”.

O B-250 foi projetado desde o início para atender aos requisitos modernos em termos de capacidade e custos operacionais.

Na verdade, existem dois protótipos B-250 em Dubai, um em exibição no parque de aeronaves estáticas, ao lado da barraca de demonstração da Calidus e simuladores, e outro que aparece na escala diária de voos de demonstração.

O B-250 é considerado “o primeiro caça militar já desenvolvido nos Emirados Árabes Unidos”, mas foi co-desenvolvido com a empresa brasileira Novaer, com projeto do designer-chefe Joseph Kovács.

Kovács liderou anteriormente o projeto do Embraer T-27 Tucano e esteve envolvido no redesenho da aeronave de ataque leve Dragon Aviation A-67 Dragon (originalmente projetada por David Goldsmith, da empresa especializada em restauração warbird especializada em Ohio) em uma aeronave com assentos em tandem , que depois apresentou uma semelhança impressionante com o Tucano.

Considerando que o Dragon usou toda uma construção em tubo metálico, o B-250 compreende compósitos de fibra de carbono, tecnologia emprestadas do treinador brasileiro T-Xc Sovi.

O T-Xc Sovi, de quatro lugares, apresentado em Dubai na forma de protótipo, vem da empresa brasileira Novaer e, embora projetado para substituir os treinadores Neiva T-25 Universal da FAB, tem aplicações óbvias como utilitário e voo de passeio.

Ambos os aviões foram transportados para o show aéreo por um Boeing C-17 Globemaster III da Força Aérea dos Emirados Árabes Unidos, mas a Calidus deve anunciar planos para a produção futura nos Emirados Árabes Unidos.

O treinador T-Xc Sovi da Novaer, também exposto no Dubai Airshow 2017.

O B-250 será construído nos Emirados Árabes Unidos e a Calidus já iniciou o desenvolvimento de um complexo de produção em Al Ain, que a empresa afirma ser um centro regional para a excelência da indústria aeroespacial.

“Hoje estamos apresentando nosso projeto o B-250. Tem uma aviônica de ponta muito forte para permitir que a aeronave faça suas missões com precisão”, disse Hamdan Abdulla Al Shkeili, engenheiro-chefe de software da Calidus.

A aeronave é projetada para operações de apoio aéreo (CAS), inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR) e missões de treinamento, e está otimizada para a guerra assimétrica. Com a sua frota de aviões de ataque leve Iomax Archangel, a Força Aérea e Defesa Aérea dos Emirados Árabes Unidos não parece ter um requisito óbvio para o B-250, embora as perspectivas de exportação possam ser boas na região MENA. A fabricante diz que a entrega da primeira aeronave é iminente.

De configuração semelhante ao Super Tucano, o B-250 possui grandes asas com oito pontos fixos para o transporte de armas. A aeronave é maior que o A-29 Super Tucano e estima ter um desempenho superior. O B-250 também possui um cockpit mais confortável e avançado em sua categoria, com aviônica Pro Line Fusion, da parceira do projeto Rockwell Collins.

O primeiro protótipo acionou seu motor pela primeira vez no final de junho de 2016 nas instalações da Novaer em São José dos Campos, mas o programa de teste de voo subsequente foi mantido em segredo, embora estima-se que já tenha registrado cerca de 50 horas de voo.

O B-250 utiliza um motor PT6A-68 de 1.600shp da Pratt & Whitney Canada e tem uma carga útil máxima de 1.796kg. O teto do serviço da aeronave é de 30.000 pés com um alcance de 2.400 nm em 301 kts.

9 COMENTÁRIOS

    • Asas e cauda bem diferentes e feito com fibra de carbono, não é uma cópia do ST.
      Usa o motor P&W Canada de 1600 shp do ST, AT-6, Hurkus e PC-21 mas com hélice do AT-6 com 4 pás, o ST, Hurkus e PC-21 optaram pela de 5 pás.
      Usa aviônica Pro Line Fusion da Rockwell Collins usada no Beech King Air e KC-390 de linha civil que pode ser usada em aeronaves militares e não está sujeita a embargos da linha Elbit que usa componentes militares americanos classificados como restritos que dependem de autorização.
      Quanto a aparencia, é a mesma de todos os treinadores e aviões de ataque leve turbohélices da atualidade, o fato de ser projeto da Novaer onde está o Kovacs atualmente como consultor faz com que seja visto como uma evolução do T-27.

      • Pois é WRStrobel ,de fato todos os treinadores turbohelices da atualidade são muito semelhantes na aparencia ,quanto a avionica , motorização e configuração das helices , cada usa o que é melhor para seu projeto e se a Embraer achar que foi plagio , ela que tome as medidas cabiveis. Com certeza não seremos nós leitores do Cavok que faremos isso.

  1. Acho muito engraçado pessoal falar que tudo que é parecido com Tucano é cópia. Se fosse assim o T-27 seria uma copia descarada do PC-7, apesar de serem aviões consideravelmente diferentes. Se é produto brasileiro, tem que ser cópia, agora se for estrangeiro não falam uma palavra.

    Acontece que esse design do Tucano já está prevalecido desde 1980, existe uma tendencia a criar-se aeronaves com designs semelhante para propositos e missões semelhantes ao do Tucano e Super Tucano.. Isso é uma tendencia e não cópia. Até para que o custo seja menor.

  2. Também foi apresentado na feira o TAI Hurkus, este turco já voa desde 2013 e foi desenvolvido com tecnologia adquirida com a compra do KAI KT-1T que teve as ultimas unidades produzidas pela TAI com kits da KAI.
    É baseado no KT-1, porem anabolizado e com as devidas alterações para receber o motor de 1600 shp e bem armado.
    Agora ja são o ST, PC-21, Hurkus, AT-6 e B-250 usando o P&W Canada de 1600shp.
    . http://r1.aviationpros.com/files/base/CAVC/image/

  3. Este que está sendo apresentado na feira como o Novaer T-Xc é na verdade o protótipo do U-Xc, a versão utilitária.
    Eu li que cancelaram em 2014 o Novaer U-Xc para dar continuidade ao T-Xc, a versão de instrução.
    Mas o protótipo que está voando é do U-Xc, da versão utilitária para piloto mais 3 passageiros.
    A Grob também cancelou a versão utilitária do G-120TP de instrução, o G140, pois chegou a conclusão de que um utilitário aproveitado de um avião de instrução com reforço estrutural para acrobacias e pousos duros de alunos não pode concorrer no mercado com os aviões desenvolvidos para ser uutilitáriosrápidos e econômicos como os Cirrus e Diamond. Curiosamente os Cirrus e Diamond estão sendo usados como aeronaves de instrução militar primária e básica por vários países como EUA e França.
    . http://www.airventure.de/ila2004/ILA_04_Grob_140_TP.jpg
    .
    O desenho com as diferenças externas do U-Xc e T-Xc.
    . http://aeromagazine.uol.com.br/media/uploads/tx_(
    .
    Mas o manche do protótipo é do tipo stick adequado para instrução militar primária e básica.
    . https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:A

  4. É inegável que o bicho é bonito. Brasileiro sabe fazer avião, desde sempre!

  5. Teto de 30,000 pés, tem OBOGS (On-Board Oxygen Generating System) para ser concorrente do ST? Se for oxigênio gasoso ou líquido, já largou dos boxes.

Comments are closed.