O novo caça de sexta geração Tempest da RAF será acelerado através do uso do Eurofighter como ‘testbed’.

A Real Força Aérea do Reino Unido (RAF) pretende usar o Eurofighter Typhoon como uma “plataforma de testes” para novos métodos e tecnologias de desenvolvimento que serão empregados no próximo caça de sexta geração Tempest.

Se a RAF vai encarar o Tempest em 2035, precisará reduzir o tempo de desenvolvimento adicionando novas tecnologias ao Typhoon, disse o chefe da RAF, marechal Michael Winston, na conferência Dubai International Air Chiefs, no dia 16 de novembro.

O Typhoon não pode sofrer atrasos nas atualizações, já que a RAF agora é pressionada por adversários, como China, Irã, Coreia do Norte e Rússia, que cada vez mais têm e estão prontos para usar armas avançadas, diz Wigston.

A RAF quer avançar no desenvolvimento do Eurofighter para enfrentar novas ameaças de países como Rússia, China e Irã.

“O ritmo do desenvolvimento será vital. E esse é o princípio fundador da nossa estratégia aérea de combate”, diz ele. “Não podemos aceitar longos tempos de desenvolvimento para novos equipamentos. Também não podemos aceitar um sistema em que até a definição dos requisitos exceda o ciclo da Lei de Moore, condenando-nos a ficar ainda mais atrás da tecnologia”.

Em vez disso, Wigston diz que quer que a RAF encontre maneiras de desenvolver o Tempest de maneira mais rápida e econômica, além de deixar em aberto meios para adaptar a aeronave ao que o futuro possa oferecer.

“O desenvolvimento do Typhoon desempenha um papel crítico nisso”, diz ele. “Nosso compromisso de atualizar a tecnologia Typhoon, incluindo armas, sensores e dispositivos de defesa, será a tecnologia testada para o Tempest e garantirá que o Typhoon continue sendo a espinha dorsal de nossa força aérea de combate até a década de 2040”.

O Tempest deve chegar na linha de frente da RAF em 2035.

Em particular, a joint venture Eurofighter que constrói o Typhoon vai praticar a atualização da aeronave com um novo radar digitalizado eletronicamente, o Saab Smart Dispenser System e o designador de alvo Rafael Litening 5, ele diz.

Wigston também observou o papel da RAF como o primeiro operador do Typhoon a colocar o míssil MBDA Meteor além do alcance visual, o míssil ar-solo Brimstone e o míssil Storm Shadow. O serviço visa usar a rápida integração dessas armas como um exemplo de como desenvolveria rapidamente a Tempest, diz ele.


Fonte: Flightglobal

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1 COMENTÁRIO

  1. Infelizmente, por não termos recursos e vontade política, sei que estaria longe das nossas possibilidades. Mas esta seria, sem dúvidas, uma ótima oportunidade (não só para o Brasil, mas para qualquer nação) industrial/científica/militar.

    Pena estarmos de fora! 🙁