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Foguete Shepard

Quando a ficção se torna realidade.

thunderbird 1Quem tem mais de 35 anos vai lembrar do seriado britânico Thunderbirds. Lá, o Thunderbird #1 era um grande foguete, que decolava e pousava da mesma forma, ou seja, na vertical. E para o amigo leitor, que tem um pouco mais de idade, pouca coisa, é verdade, vai lembrar dos clássicos filmes dos saudosos anos 50 sobre naves espaciais, ou melhor, sobre foguetes espaciais que decolavam e pousavam na vertical!

Uma coisa que o povo dos EUA tem e que o Brasil deveria se espelhar, é o fato de sempre explorarem uma ideia ao máximo, até sentenciar que aquilo não é possível. O V-22 Osprey não foi projetado ontem. Ele é o resultado de mais de 40 anos de pesquisa. O motor de elevação do F-35B foi proposto na década de 1970, enquanto os americanos investiam milhões de dólares no fracassado XFV-12A.

Anos depois, na década de 1990, os EUA testaram o conceito de um foguete reutilizavel, capaz de decolar, voar e pousar. Era o McDonnell Douglas DC-X Delta Clipper. A ideia era criar uma nave capaz de alcançar a órbita baixa da Terra. O que parecia promissor, acabou se mostrando aquém da tecnologia da época e o programa foi encerrado.

McDonnell Douglas Delta Clipper
McDonnell Douglas Delta Clipper

Acontece que nos EUA, encerrado não quer dizer esquecido. A empresa Blue Origin contratou vários dos engenheiros que trabalharam no DC-X e o vídeo a seguir mostra o resultado.

Um fato histórico! A Blue Origin conseguiu fazer o seu foguete, denominado “Shepard”, após alcançar 100 km de altitude, pousar a poucos metros de onde decolou.

capsule_side_whiteOito grandes freios aerodinâmicos reduziram a velocidade terminal do veículo a 387 mph (620 km/h); barbatanas de comando acionadas hidraulicamente, dirigiram o veículo através de ventos de até 119 mph (191 km/h) a grande altitude para um local precisamente acima do local de decolagem. A 5000 pés (1.500 m) o motor BE-3 re-acendeu para retardar a queda e o trem de pouso foi estendido. O veículo então desceu os últimos 100 pés (30 m) a meros 4,4 mph (7 km/h) e aterrou perfeitamente, marcando o fim dos foguetes descartáveis.

A ideia da Blue Origin é a de construir uma nave capaz de levar passageiros para o espaço.

blue origin

– CAVOK –

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29 COMENTÁRIOS

  1. …e eu dei a dica do foguetinho ontem… 🙁

    Mas é uma pérola da técnica. A NASA tá sem grana? deixa a iniciativa privada opressora e exploradora fazer o serviço – decentemente! Agora se vê claramente quem é tratante e quem é profisisonal no esquema. A Virgin vai ter de rebolar muito pr apor de pé seu projeto novamente!

  2. Que coisa linda de se ver, incrível, mas como eles fazem para o foguete ficar estável e não ir para os lados?

    • Ao longo da fuselagem do veículo, existem vários retrofoguetes que o estabilizam, assim como o bocal do motor que é móvel.

  3. Que projeto interessante… Muito promissor mesmo!
    E olha que é uma Startup.

    Enquanto isso, nossos foguetes aqui no Brasil….

    • Se as coisas continuarem do jeito que estão, em 50 anos as pessoas vão estar indo pra lua passear em veículos americanos, russos, chineses, e aqui no nosso país estaremos plantando mandioca na Av. Paulista.

  4. Os caras fazem brincando……

    Brasileiros Amadores……

    Alguém ai sabe fazer um planador bem simplesinho só pra zuar ( eu não disse que Brasileiros eram amadores ?)?

  5. Os caras fazem isto parecer facil , os tecnicos se vestiram a carater para a ocasiao , espumante e alguns salgadinhos , mais um dia no laboratorio , eficciencia,foco e diversao , ja na republica sulina ………..

  6. Mais um feito "dus americanus opressoris tiranicus" e etc!!!!!!!!!!!!

  7. Hoje é um importante feriado nos EUA (Thanksgiving, dia de ação de graças) que pra eles é tão grande quanto o Natal pra nós brasileiros. Pois hoje estive em um almoço numa igreja do bairro pra celebrar a data e um dos discursos me chamou a atenção, onde um senhor frizava que os EUA é a 'terra dos sonhos', lugar para 'sonhadores' realizarem suas façanhas. Pode parecer bobagem e papo de gringo, mas eles procuram sempre estarem inspirados, criar, construir, fazer acontecer…o crítico pode dizer que é fácil pra quem tem tanto dinheiro. Mero engano, pois somos uma das economias mais fortes do mundo e parecemos viver na idade das trevas, num país onde nada acontece.
    A maior diferença é a postura. O brasileiro é tão trabalhador ou mais que o americano. Fato. Porém nós parecemos viver um dia após o outro sem muito pensar no futuro ou no que podemos fazer pra viver num país melhor.
    Esse projeto mostra muito isso, os caras acreditam num sonho e começam a se empenhar de uma forma que o sonho vira realidade!
    Amo meu país, e não sou 'paga pau' de americano, mas admiro e muito um trabalho bem feito!!
    Abs

    • os caras travaram uma guerra civil que em parte defendeu esses ideais, ja o brasil perdeu sua chance apos se tornar republica

    • Será mesmo? Eu vejo semelhança nos projetos porem, como o próprio artigo diz, os americanos estudam o V/STOL desde de 1970…

      • Mas a Yakovlev vendeu a tecnologia para a LM em 1998. Sem essa tecnologia não haveria F-35.

        • Tu realmente acredita nisso? Os EUA vem pesquisando fan de elevação desde a década de 1960. Problemas iguais, soluções semelhantes. Então por essa tua lógica, os problemas do F-35 são porque ele descende da tecnologia soviética??? Vocês apelam demais e criam mitos que se espalham como erva daninha pela web!

  8. No mínimo impressionante. Admiro o grau tecnológico atingido por empresas americanas. Enquanto nós mal conseguimos fazer um VLS sair do chão, nos EUA parecem fazer esses artefatos como se fossem brinquedos.

  9. Esse foguete parece aqueles bacteriófagos que estudamos no ensino médio.

  10. Acho que 100 km já dá pra dizer é que é espaço então passaram a frente da SpaceX realmente, é o primeiro voo de foguete recuperável da história, uma pena considerando que a CRS-6 não pousou por detalhes, mas faz parte. E o mercado privado americano de veículos espaciais vai esquentando, já tem duas competidoras fortes, ano que vem o projeto da ULA, Vulcan, deve iniciar desenvolvimento.

    Outro ponto é que a dependência com os russos na área espacial vai caindo e isso é bom.

    OBS: falando em espaço, pelo jeito aquela proposta americana pra Alcântara foi pra geladeira depois que entrou o "anti-imperialista" Aldo Rebelo na Defesa, o que era previsível. E vamos repetindo a história, ou piorando, naquela época ainda tinha capengando o VLS, hoje o VLS Alpha nem dá sinal de vida

  11. Sou da época dos Thunderbirds tb. 🙂

    E ver uma nave dessas pousar calmamente faz imaginar que não só o TB-1, como o TB-2 e TB-3 poderão se tornar realidade na próxima década.

    Fantástico! 🙂

    []'s

    PS: Para os saudosistas a série Thunderbirds are GO tem uma nova versão em CG, mas respeitando o original. Vale a pena dar uma olhada.

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