A EADS enfrenta restrições financeiras por conta da lei do Seqüestro, que cortou automaticamente gastos com a defesa dos EUA. Na imagem, propostas para o JMR/FVL.
A EADS enfrenta restrições financeiras por conta da lei do Seqüestro, que cortou automaticamente gastos com a defesa dos EUA. Na imagem, propostas para o JMR/FVL.

A EADS, unidade da América do Norte, se retirou do Programa para desenvolver um helicóptero rápido e multi funcional para o Exército dos EUA (Joint Multi-Role/Future Vertical Lift – JMR/FVL).

O diretor executivo da EADS, Sean O’Keefe, informou que a EADS enfrenta restrições financeiras por conta da lei do seqüestro imposta pelo Congresso, que cortou automaticamente gastos com a defesa dos EUA em 10% a cada ano por 10 anos.

O Seqüestro forçou o exército a reduzir o financiamento e aquisições do EADS UH-72A Lakota. O exército tinha planejado comprar 31 unidades no ano Fiscal de 2014 e 10 no ano seguinte, mas agora planeja comprar apenas 10 durante o próximo ano fiscal, que começará em 1º de outubro.

Analistas comentaram que faz muito sentido para uma empresa como a EADS se retirar do JMR/FVL uma vez que os orçamentos estão em declínio e há muita incerteza sobre quanto dinheiro estará disponível daqui para frente. As empresas não querem correr riscos.

Além disso, as empresas estrangeiras como a EADS América do Norte e Agusta Westland ainda não tinham experimentado uma trajetória positiva nas relações anteriores com o Pentágono, o que só aumenta o temor.

Mas não serão apenas as empresas estrangeiras que passem a selecionar só as melhores licitações da defesa dos EUA. Com a redução nos investimentos, até mesmo as grandes empreiteiros de defesa do país podem começar a pensar cuidadosamente o custo de apresentar uma proposta para o Pentágono.

Resumindo a equação, o que está por trás disto é que, em muitos aspectos, o governo dos EUA é um cliente extremamente exigente e os custos de fazer negócios com ele pode simplesmente não valer a pena. Há outras áreas de negócio para as empresas investirem em que geram um retorno muito melhor.

 

NOTA DO EDITOR: Há outras áreas de negócio para as empresas investirem em que geram um retorno muito melhor. A Sierra Nevada que o diga…

 

 


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9 COMENTÁRIOS

  1. Bullshit!

    Tão com medo de investir num helicóptero que só os americanos vão comprar e vão dar preferência pros americanos igual fizeram com os aviões-tanque deles.
    É jogo de carta marcada e eles vão é sair do jogo.

  2. Essas empresas só vão aonde podem realmente ganhar. Quando "sacam" a jogada, pulam fora. É de se admirar que a mesma EADS participe do FX sulcoreano quando já se sabe que o vencedor será um produto made in EUA…

  3. eu não sei porque a EADS ainda insiste em vender para os americanos depois do que estes fizeram na concorrencia dos novos tanker que a Airbus venceu mas não levou!!!!
    o que sobra para empresas de fora do EUA e somente lixo!
    a embraer levou um pedidinho somente para adoçar a boca do governo para o FX-2, afinal o concorrente dela tem uma encomenda de mais de 300 treinadores firmes.

    americano é um otimo vendedor, afinal quando o comprador acredita que fez um otimo negocio apesar de de tomado na cabeça, e porque o vendedor o bom mesmo!!!

  4. Imagina com os SHs…… mas nós gostamos, temos até prática na coisa toda…

  5. No caso a EADS não tem a experiência para criar um tilt rotor ou um helicóptero que vá superar com ganho operacional os americanos..

    Vetores franceses não faltam nas FFAA dos EUA, como de outras procedências..

    Mas quando eles compram fora são geralmente compras em que não existe o similar nacional pronto e o desenvolvimento de um novo produto além de demorar não vai acarretar ganho tecnológico.

  6. mas esta seria uma lógica que qualquer país inteligente deveria presar, e os USA, como assim são, sempre levaram ao cabresto estas estratégias! certo que hoje são mais maleáveis, mas ainda assim…

  7. Rodrigo, dias atrás peguei um documentário sobre cães farejadores de explosivos (do Animal Planet… já estava passando) e parei um pouco para assistir… eram cães do US army se não me engano… mas eram de um contingente americano… no Afeganistão… e, durante o programa, via-se chegar ao batalhão soldados e cães em helis, pelo que deu para ver eram super-pumas… rsrsrs isso mesmo, helis franceses de porte maior que o BH dando suporte aos "ricos americanos"… não consegui ver de quem eram (força armada)…

  8. he he, pois é… mas os caras não pareciam preocupados em não estar sendo servidos por um heli não "caseiro" e confiável rsrsrs, mas era só a título de curiosidade mesmo…pois no Afeganistão deve ter 100 BH para cada um, do segundo (em número de unidades) heli "faz-tudo"… por lá…

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