A aeronave monomotora turboélice M600 foi certificada pela EASA durante a EBACE 2017. (Foto: Piper)

A Piper Aircraft anunciou essa semana durante a EBACE que ocorre em Genebra, na Suíça, que recebeu a aprovação da Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) para a sua aeronave monomotor turboélice topo de linha, o M600.

Interior do Piper M600.

“Esta é a quinta certificação que o M600 recebeu em menos de um ano das autoridades de aviação em todo o mundo”, disse o CEO da Piper Aircraft, Simon Caldecott. “A certificação europeia é um marco importante para a aeronave, que tem ganho interesse substancial devido ao alcance, carga útil e características de segurança do M600. Com a recente aprovação da EASA para que os aviões monomotores turboélices funcionem à noite ou em condições de voo por instrumentos, o M600 está idealmente posicionado para aproveitar esta oportunidade ampliada”.

A aeronave M600 exposta na EBACE 2017.

A certificação do M600 pela EASA coincide com uma robusta demonstração europeia que está atualmente em andamento. Até à data, a aeronave voou 55 demos e quase 100 horas de voo em seis diferentes nações europeias e foi em exibição em três eventos comerciais. A turnê deve continuar até o mês de junho. O primeiro M600 que será entregue sob registo europeu entrará em serviço no terceiro trimestre de 2017 e destina-se à República Checa.

A suíte de aviônicos Garmin G3000 instalada no M600 da Piper.

“Nossos clientes estão procurando o tipo de proposta de valor oferecido pelo Piper M600”, disse Lubomir Cornak, presidente da OK Aviation. “Não só tem o alcance, velocidade e carga que eles estão exigindo, mas também é oferecido a um preço de produto novo que é de mais de € 900.000 menor do que o concorrente mais próximo.

O Piper M600 apresenta um totalmente novo design de asa e um sofisticado painel de instrumentos Garmin G3000 com tela sensível ao toque. O M600 tem seis assentos e é alimentado por um motor Pratt & Whitney PT6A-42A de 600shp. A aeronave tem uma velocidade máxima de cruzeiro de 274 ktas / 507 km/h, um alcance máximo de 1.484 nm / 2.748 km, e uma carga útil padrão de 2.400 lbs. / 1.089 kg. A suite de aviônicos G3000 é a próxima geração de aviônicos Garmin, oferecendo o pacote mais abrangente, intuitivo e tecnologicamente avançado no mercado atual.

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2 COMENTÁRIOS

  1. Impressionante como este projeto PA-46 evoluiu em 40 anos quando decidiram fabricar o primeiro, que voou em 1978, tinha motor Continental de 310 hp.
    . https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/th
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    Depois ganhou motor Lycoming de 350hp e pressurização.
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    Mais a frente motor P&W PT6 de 500 shp e radar
    . https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/th
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    E agora com P&W PT-6 de 600 shp, com radar e glass cockpit G3000 sensível ao toque. Meus parabens a Piper.

  2. Na época eu me lembro que os pilotos mais antigos criticavam estes monomotores maiores e mais sofisticados, pois diziam que nenhum maluco iria querer voar nestes monomotores IFR noturno podendo ter um bimotor como um Navajo por um pouco a mais.
    . https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/th
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    Essa controvérsia entre os pequenos monomotores mais sofisticados e os bimotores fizeram a FAA fazer uma pesquisa quando a controversia em torno do Cessna Caravan estava muito alta e se chegou a uma conclusão surpreendente: Teoricamente os bimotores são muito mais seguros por poderem voar monomotor em caso de emergencia, mas na prática em um grande número de casos os bimotores não conseguiam voar mono, principalmente após a decolagem onde um bimotor é mais perigoso, pois um piloto de mono em pane providencia um pouso em emergencia onde haverão maiores chances de sobrevivencia e um piloto de bimotor tenta continuar voando o que causa perda de sustentação e um acidente muito mais grave.
    Chegaram a ccnclusão de que cada opção tem suas vantagens e desvantagens e não havia motivo para se ter medo de voar em monomotores, e a FAA levantaria as dificuldades para certificação de monomotores maiores ou mais sofisticados.
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    Conheço dois casos onde o bimotor não voou mono onde morreram conhecidos, a queda do DHC-5 Buffalo no Galeão quando apagou um motor na decolagem e a aeronave estolou próximo a pista onde morreram dois colegas de turma e a queda do Bandeirante da Nordeste em Recife onde morreu o Major checador do DAC que conhecia, onde tentaram manter o voo mas o E-110 caiu sobre uma praça próximo a aeroporto causando a morte de todos os passageiros e pessoas no solo.
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    Um avião lançado fora de época que esbarrou em dificuldades na FAA foi o Piper Jet, na época foi muito criticado pelos pilotos de executivos que tinham receio que seus empregadores o comprassem e a FAA disse que não autorizaria um mono civil a voar tão rápido e alto. Com as dificuldades e com a Piper em reestruturação devido a crise que passou cancelaram o projeto PA-47 em 2008 com o protótipo demonstrando bons resultados. Hoje vemos o Cirrus fazendo sucesso com seu jato certificado.
    . https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/th

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