Um caça F-16B MLU da Força Aérea de Portugal. (Foto: FAP)
Um caça F-16BM MLU da Força Aérea de Portugal. (Foto: FAP)

O site da Força Aérea Portuguesa (FAP) divulgou um interessante artigo sobre à melhoria da prontidão e eficiência da frota de caças F-16 da Força Aérea Portuguesa. O artigo está reproduzido na íntegra abaixo.

Os sistemas de armas da Força Aérea Portuguesa têm características de elevada qualidade, seja em velocidade, mobilidade, alcance e flexibilidade. São propriedades de meios exclusivos que têm por missão a defesa militar de Portugal, através de operações aéreas e de defesa do espaço aéreo nacional português.

Um desses meios é a aeronave F-16AM MLU Fighting Falcon, operada pela Esquadra 201 “Falcões” e pela Esquadra 301 “Jaguares”, que reúne todas essas qualidades e capacidades, essenciais para a execução de missões de Luta Aérea Defensiva, Operações de Apoio Aéreo Ofensivo, Luta Aérea Ofensiva, Interdição Aérea e Apoio Aéreo a Operações Marítimas. É a principal “arma de ataque” da Força Aérea de Portugal, responsável pela segurança aérea do país, sendo também o seu representante máximo no complexo contexto geoestratégico e geopolítico da atualidade.

Para cumprir a sua Missão em território nacional, bem como para responder às crescentes exigências das missões da OTAN, a Força Aérea Portuguesa implementou um projeto que visa não só o aumento da capacidade de manutenção e operacionalidade desta aeronave, como também a maximização, rentabilização de processos de trabalho e redução de custos de sustentação.

Neste sentido, em outubro de 2007, foram implementadas pela primeira vez novas metodologias de trabalho na Doca 4 (Base Aérea Nº5, Monte Real), das quais se destacam as Lean Techniques (quanto mais rápida a reparação de uma aeronave num determinado processo de trabalho, mais rápido esta poderá ser colocada no terreno para executar a sua missão), nas áreas de manutenção periódica do F-16, na cadeia de abastecimento e reparação de material da aeronave. A Base Aérea Nº5 prosseguiu este projeto em janeiro de 2011 com o objetivo de melhorar e otimizar a geração de saídas do F-16, incluindo o treino, planejamento operacional e manutenção na linha da frente.

Para atingir estes objetivos foi efetuado, no início deste ano, o mapeamento da cadeia de valor destes processos, tendo sido identificadas boas oportunidades de melhoria em aspetos relacionados com: a elevada dispersão das aeronaves; a sazonalidade das saídas; alterações ao planejamento; duração da preparação das aeronaves pelos CrewChiefs e Loaders; duração e forma da qualificação de pilotos e mecânicos.

A implementação e execução de novos procedimentos nestes processos confirmou os objetivos de: redução do tempo efetivo de preparação das aeronaves em 15%; redução em 50% do tempo total de qualificação de pilotos e mecânicos, bem, como o número de instrutores; eliminação dos cancelamentos de saídas; redução do número de alterações de aeronaves atribuídas para as saídas em 50%.

Foi ainda criada uma situação futura de acordo com os princípios do Lean Thinking (cultura de produção e melhoria contínua), em que se identificaram várias melhorias das quais se destacam a necessidade de criação de uma equipe de reparações rápidas (menos de 6 horas de reparação), a redefinição da equipe e processo de Launch/EOR, a centralização do planejamento e controle da execução das saídas, e relocalização do equipamento de apoio segundo a otimização do “layout” da BA5.

Nesta área, o trabalho prosseguiu até maio, altura em que se realizou um evento “2P – Process Preparation” que teve como objetivos criar um plano de implementação mais detalhado para o novo processo de geração de saídas, avaliar o layout futuro da BA5 e detalhar os procedimentos das futuras equipes.

Paralelamente a este evento, foram efetuados trabalhos de melhoria rápida na cadeia de abastecimento e reparação de material do F-16, para tornar operativas todas as caixas dispensadoras de material no hangar da manutenção, com vista a estabelecer níveis mínimos de reaprovisionamento no armazém principal, na linha da frente e armamento.

Este projeto de melhoria da geração de saídas do F-16, delineado num plano de ação com seis eventos de melhoria rápida (metodologia de 7 semanas por evento) a executar até ao final do ano, permite e irá tornar as operações aéreas, de manutenção e de abastecimento de material, mais eficientes e eficazes, através do enfoque na criação de valor, eliminação do desperdício, redução de custos e melhoria contínua.

Texto: Tenente-Coronel Pedro Salvada / Engenheiro de Aeródromos da Força Aérea de Portugal

Dica dos amigos portugueses do site Pássaro de Ferro. Obrigado 😉

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31 COMENTÁRIOS

  1. Olhem a Embraer adquirindo experiencia através da OGMA que tem expertise no F-16.

    • Symon,

      F-16 pra FAB…?

      Há muito eu acredito que isso é possível. Quero dizer, compra-se algumas aeronaves dos estoques americanos a preços camaradas e fazer uma revitalização/modernização no Brasil… Um bom acordo poderia proporcionar acesso a um projeto MLU como o implementado nas forças européias…

      Contudo, acredito que essa seria uma solução satisfatória para a década passada… Embora o MLU seja algo muito próximo de um block 50, há o problema do desgaste das aeronaves em si. Por tanto, se a idéia é um F-16, que sejam novos exemplares…

      • Acordo melhor ainda seria permutar os 12 x F16 por alguns KC-390.
        Sinergia da troca: Mais pedidos para Embraer Portugal e aviões de transporte para FAP sem colocar dinheiro… Sei que muitos vão argumentar que a FAP precisa de algo do tipo A400M mas 2 x KC-390 transportam a mesma carga que um A400M. Claro que o A400M consegue carregar veículos blindados maiores mas o KC390 deve ser mais veloz…

        • uma pergunta: este F-16 da FAP operam AMRAM? caso não, seria melhor fazer novo contrato de manutenção dos M-2000, para mais 2 anos!?… pois me parece trocar 6 por meia dúzia… e precisaria mudar todo o treinamento e ferramental para operar os F-16, pois a FAP continuará com os seus mais novos falcons…

            • sim, estruturalmente, já que o AMRAM é muito "parecido" com o AIM-7… mas estão integrados? os B10 dos portugas usam o AMRAM efetivamente… seria uma pista para saber se o "softi" consta integação do AMRAM… vou pesquisar… 🙂

            • Mas são estes que estão sendo oferecidos para a venda? não creio HMS… ao que venho lendo seriam os A/B que não foram modernizados, que portam, se muito, os AIM-7…

              • Toda a frota é MLU e praticamente todos na configuração M5, só falta terminar 2 aviões para a FAP ter os 40 aviões MLU. Já agora a FAP usa os AMRAM C5 ou C7 .

          • Até 6 misseis, após o pacote MLU vinte F16 portuguese ganharam sobrevida de 10~20 anos…

          • "So basically all F-16s from Block 10 onwards are structurally AMRAAM-capable, although some A/B models lack both the wiring and the software."

            • amigo, os F-16A/B são mais antigos que o AMRAM, todos eles, mesmo na versão C/D (bloco 20/25?), que começou ser produzida em 1984, não se podia ter o que não existia, pois o AMRAM entrou em serviço em 1991, integrado nas últimas células de F-16 e F-15, inicialmente…
              portanto, ao se considerar que os F-16 portugueses seriam do loto que não sofreu modernização para o padrão MLU (este sim com possibilidade de integração do AMRAM) tenho, agora, quase que absoluta certeza de que para se absorver os F-16A/B portugueses, não MLU, os que estariam disponíveis, teria-se que contratar uma modernização muito cara… melhor modernizar os M2000 com os Indianos… 🙂
              http://www.f-16.net/f-16_users_article16.html

              • Amigo Francisco AMX os F-16 portuguese são TODOS MLU, exceptuando o radar e o motor tudo o resto é topo de gama em termos de F-16 Block 52 (motor PW), Portugal pertence ao MNFP em que estão incluidos os paises EPAF + EUA, em que o objectivo desse grupo de trabalho é manter as aeronaves MLU caso EPAF e Block 50 caso EUA um passo á frente da tecnologia disponivel. Isto vem na revista Mais Alto da FAP Jan/Fev 2011 em que já se estava a desenvolver o programa M6.1 . Portanto tudo o que os EUA conseguirem utilizar nos seus Block 50 os F-16 portugueses também conseguem. Haja dinheiro para adquirir o armamento.
                Cumps.

                • obrigado José! vou tentar ler mais a respeito… no site F-16.net não consta que são todos MLUs… abraço!

                • Francisco o F-16.net é um bom site, mas a informação está desactualizada.
                  O programa MLU português está previsto terminar em 2013, estamos em 2013 pessoal, agora é manter os aviões o melhor possivel até não poderem voar mais, e depois só Deus sabe o que vai acontecer em termos de forças armadas portuguesas. Para mim o modelo irlandês é atractivo (vou falar baixo porque ainda me expulsam de Portugal e vou ter de pedir asilo em outro pais qualquer porque sou português, a tradição militar em Portugal é muito grande).
                  Cumps.

          • Olá Francisco AMX!

            Não há possibilidade de se extender o período de utilização da atual frota de M2000 na FAB, sem que se faça uma grande revitalização nas aeronaves. Para continuarem voando seria necessário fazer a revisão das aeronaves e principalmente de todos os motores. O custo desta revisão seria proibitivo. Por esta razão até o rodízio dos M2000 na linha de voo já esta sendo feito, visando esgotar por igual todas as horas de voo restantes das aeronaves.

            Portanto, a FAB poderá até continuar voando M2000 após 2013, mas teriam que ser outras aeronaves, a não ser que se queira gastar uma pequena fortuna para revitaliza-los.

        • JungleCoder,

          Não creio que seria uma boa idéia fazer uma troca de Kc-390 por F-16 portugueses… Um F-16 block 50 novo custa algo como 50 milhões de dólares ( preço fly away ). Creio que o preço do KC-390 vai ficar em torno disso…

  2. Eu acredito que a Embraer actualmente já tem uma grande capacidade de fabricar a estrutura da aeronave, o problema está no recheio, são tecnologias que demoram decadas a desenvolver.
    Olha o exemplo da China, estão constantemente a lutar (copia ou não?) para se chegarem á frente.
    Cumps.

  3. É possível atualizar o lote de 12 F16A/B portugueses para C/D Block 60 ?
    Qual seria o custo total ? (compra + atualização). Mesmo que não seja possível…
    O FX2 não podeira ser um misto de F16 + Rafale ?
    Vários fóruns de pilotos e especialistas americanos defendendo custo benefício do F16 sobre o F18 inclusive o SH. Que em vários momentos foi apelidado de "Super Bug".
    Ter apenas um reator = ter menos custo menos consumo etc. Ok, podem cair na falha do reator, não recomendados para atuar em algumas missões principalmente marítimas de baixa altitude (essas o Rafale poderia efetuar) mas pode realizar interceptações com custo operacional muito inferior. Ou seja, o misto de aeronaves nos permitiria executar as tarefas com melhor eficiência pois acredito que na maioria das missões os F16 seriam mais que suficientes. O custo de manter duas plataformas seria compensado pelo economia nas missões executadas pelo F-16 (na boa acredito que a maioria das missões…).

    FX2.5 = (12 x F16A/B portugueses) + (12 x F16B/D brand new) + (13 x Rafale).

    • Assim de repente teriam de substituir o radar por um AESA, o motor PW f100-220E pelo f100-229 e instalar o FLIR e modificar um pouco o sistema de autoproteção.
      Mas nunca deixa de ser um caça de 1 geração anterior.

  4. Se for pra vir de Tampax os F-16 portugueses eu prefiro que a FAB modernize mais F-5 para os padrões EM atuais, é mais barato e a quantidade é maior. Taiwan irá dar baixa nos seus cento e tantos F-5 daqui a uns 3 anos, prefiro eles.

    Tirando a idade das células, os nossos F-5 EM com seus radares Grifo + Derby + E-99 são mais capazes que duas dúzias de F-16 A/b retrofitados portugueses.

    Fora que se vierem F-16 de tampão eles os deixariam aí até 2030, nesse caso ainda bato na tecla dos Mirage 200/9 dos Emirados Árabes.

    • Relojoeiro,

      A questão é:

      Em que condições estariam esses F-5 de Taiwan…? E começar a revitalizar F-5 em 2016 seria temerário, para dizer o mínimo… Dependendo das condições das aeronaves, teriam que passar por uma enorme revisão no PAMA-SP; e isso leva tempo… Após o transporte para as instalações onde passarão pela modernização, seriam mais alguns meses até os trabalhos estarem concluídos. Em suma, esses F-5 de Taiwan somente estariam nos esquadrões da FAB por volta de 2019, considerando que não ocorram atrasos…

      No mais, o F-16 MLU é uma aeronave muito mais capaz que o F-5M. A questão é número… Doze caças F-16 modernizados não seriam uma aquisição significativa, de qualquer forma… Ou seja, se for pra ter F-16 MLU em tão pouco número, melhor manter apenas caças F-5M na linha de frente…

      Quanto aos M2000-9, é improvavel que os EAU queiram negocia-los. Estão todos em excelente estado. Se vier M2000 para o Brasil, e mais provavel que sejam os M2000-5 dos esquadrões franceses ou mais M2000C dos estoques gauleses…

  5. Portugal deu os pobres F-16 FAB pelo menos algumas aeronaves modernas será no Brasil

    Exército Português interessante capaz de defender a si mesma, ou o Tio Sam vai ajudar? naturalmente neste país pode não ser a sua própria política independente e de opinião, e tudo será feito no sentido de, e não faz nenhuma Washington
    Alfonso estrada que na televisão russa mostrou protestos militares veteranos Potugalii im paga benefícios?
    eu sim, mais e mais vai para baixo – e que era um belo projeto

  6. Não haverá aquisição de tampax, tenho certeza.
    Após o resultado da concorrência LAS, teremos o anúncio do vencedor… E o ponteiro, agora, aponta para o F-18E SH…
    Nossa gloriosa Força Aérea espera tornar-se um espelho da… USNAVY.

    • Pois é né ucraniano! Estaremos livre daquela fábula da "transferênfia di tequinúlugia". Mas é bom deixar registrado que a proposta russa (Su-35) era melhor que a escolha "político-etílica" do nosso ex-rei sol. Quanto a isso você terá de concordar meu caro habitante das estepes!

  7. Esse é o sonho supremo de muitos de nossos militares, Ilya e Relojoeiro : SER IGUAIZINHOS AOS USA.

    • Nunca escutei isto de nenhum deles, seja da FAB ou MB..

      Até porque eles sabem e estão conscientes que estamos anos-luz atrás dos EUA.

      O que eles querem é simplesmente operar equipamentos modernos, com que possam treinar com frequência e desempenharem a sua atividade fim sem esta empulhação que estamos vendo agora.

      Para isto por questão de valores e obtenção de doutrina, só vamos encontrar nos EUA.

      A Venefavela que nunca foi grande coisa, depois que rompeu com os EUA, mesmo fazendo extensas compras na Rússia de equipamento moderno, tem uma capacidade operacional e doutrinária cada vez menor..

      Vivem isolados, com pouco intercâmbio internacional e não passam de falastrões que sempre tem uma desculpa para não mostrarem seus equipamentos e principalmente sua capacidade de uso em treinamento com estrangeiros.

      A Índia não teve problemas em cruzar o mundo e levar seus Su30 na Red Flag, o venezuelanos não conseguem ultrapassar a fronteira com o Brasil e trazer os Flankers na CRUZEX ou qualquer outro exercício com a FAB.

    • Wagner,

      Vou discordar do amigo dessa vez…

      Há muito que a FAB e, particularmente, a MB, já abandonara o "jeito EUA" de fazer as coisas… A MB, por exemplo, opera mais dentro de um padrão OTAN europeu, fato claramente evidenciado pelas suas embarcações de origem européia, que inspiram as doutrinas hoje utilizadas…

    • Caro Wagner FSB,

      Se isso fosse verdade, hoje a FAB operaria uns 72 F-15E + 210 F-16C Block 50/60. Ae sim seria uma mini- USAF. 🙂

      No meu entender, a FAB tem um projeto de ser uma FA cada vez mais autônoma em termos de equipamentos, só não está indo mais longe por falta de visão de nosso GF, atual e passados.

      []'s

  8. Não existe possibilidade de que a FAB venha a comprar F-16 usados. Sairia muito caro moderniza-los e principalmente teriamos que mudar todo o treinamento, logística, sistema de abastecimento em voo somente para atender a 12 caças F-16 "tampão".

    O mais provável é que a FAB irá aposentar os M2000 no final deste ano e que o GDA será equipado com F-5EM deslocados de outros esquadrões (já que a modernização do F-5 da jordania esta tendo inicio somente agora com a entrega das 2 primeiras aeronaves à Embraer). Poderemos ter um mix de F-5EM e A-29 em alguns esqudrões (como já aconteceu anteriormente com o AT-27) como uma forma de aumentar a dotação dos esqudrões.

    Se houver algum "tampão", estes seriam outros M2000 oriundos da França, ou ainda mais alguns F-5E para modernização. O mais provável é que não haverá tampão.

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