A Embraer estuda abrir uma nova fábrica na China para as aeronaves E195-E2.

A fabricante de aeronaves brasileira Embraer vai analisar a possibilidade de construir uma nova fábrica na China para a produção de aviões a jato para o segmento da aviação comercial, conforme informações do presidente executivo da empresa durante visita em Singapura.

A empresa decidiu em junho de 2016 terminar com unidade de fabricação de jatos Legacy na China, pondo fim à parceria de 13 anos com o grupo industrial chinês AVIC (Aviation Industry Corporation of China).

A Embraer produzia os jatos Legacy através da Harbin Embraer Aircraft Industry (HEAI), uma parceria entre a Harbin Aviation Industry e a Harbin Hafei Aviation Industry, subsidiárias do grupo estatal AVIC. Mas agora a Embraer teria que encontrar o parceiro local certo e identificar interesse suficiente nos jatos.

O presidente executivo da Embraer, Paulo Cesar de Souza e Silva, citado pela agência de notícias Reuters, adiantou que a empresa pretende colocar no mercado o avião E195-E2, o que deverá acontecer em 2019, antes de começar a pensar na construção de uma fábrica na China, que seria a primeira fora do Brasil para a produção de aviões comerciais.

“A única fábrica adicional que podemos fazer é na China, uma linha de montagem para vender internamente. É uma possibilidade, mas não tem nada decidido, não temos o parceiro. Mas se houver alguma coisa fora de São José será na China”, afirmou Silva.

Segundo o executivo, os E-Jets E2 terão concorrência direta de empresas como a canadense Bombardier, a japonesa Mitsubishi, a estatal russa UAC (United Aircraft Corporation) e a estatal chinesa Comac (Commercial Aircraft Corporation of China) que lançou recentemente o ARJ21.

Num encontro com a imprensa ocorrido em Singapura, Paulo Cesar Silva recordou um relatório recentemente divulgado pela empresa, segundo o qual a China vai precisar de 1.070 aviões regionais até 2036, “precisamente o tipo de aviação que nós produzimos.”

A Embraer previu ainda no relatório que de 2017 a 2036 a procura chinesa por aviões a jato regionais representará 17% do total mundial, sendo que em 2016 a China dispunha de 137 aviões deste tipo em atividade.

A Embraer lidera na China o mercado de aviação regional no segmento de jatos de 70 a 130 assentos com quase 80% da participação de mercado, tendo até julho de 2017 registado no país 221 pedidos firmes (187 jatos comerciais e 34 executivos) e 179 entregas (145 jatos comerciais e 34 executivos).

3 COMENTÁRIOS

  1. Os franceses aproveitaram a produção de componentes para a Embraer em Portugal e duas industrias que ja forneciam para a Embraer (Mecachrome e a Lauak) abriram filiais portuguesas para fornecer componentes a Embraer no Parque da Industria Aeronáutica de Évora.
    Cerca de 400 peças dos aviões da Embraer são fabricadas por estas indústrias francesas.
    . http://manda-te.com/blog/empregos/investimento-na
    .
    Quero deixar claro que a Lauak não foi agora para Portugal exclusivamente em função da Embraer, ela ja está lá a anos fabricando componentes para a linha Airbus, ATR e Dassault, agora estão aumentando suas atividades em função da Embraer.
    A empresa do grupo francês Lauak está em Portugal há mais de sete anos e emprega 115 trabalhadores em Setúbal, nas antigas instalações que a Renault tinha na região
    As duas fábricas que em Portugal irão produzir componentes para os jactos executivos do grupo Embraer só vão arrancar no primeiro semestre de 2012, mas em Setúbal a Lauak Portugal já está a preparar-se activamente para esse dia.
    Algumas peças que irão fornecer o futuro Legacy 450, avião ainda em fase de desenvolvimento, estão prontas a serem certificadas e mais tarde serão uma parte importante das asas montadas em Évora.
    . http://www.publico.pt/economia/jornal/lauak-portugal-ja-...
    .
    Vídeo da Lauak Portugal:
    . https://m.youtube.com/watch?v=y4Xw8VRfI5k