Jatos Embraer de Geração 2 são a aposta da Embraer para o mercado do Oriente Médio.

A fabricante brasileira de aviões Embraer está confiante que garantirá seus compromissos com seus jatos E2 no Oriente Médio este ano, já que as companhias aéreas regionais reduzirão a capacidade em meio a condições operacionais adversas e considerarão as aeronaves menores.

A empresa está alvejando clientes de E-jets existentes para a substituição dessas aeronaves pelo modelo E2 mais novo, além de atrair novos operadores, de acordo com John Slattery, executivo-chefe da Embraer.

“Eu ficaria surpreso e decepcionado se não tivéssemos compromissos firmes com a E2 este ano”, disse Slattery em uma entrevista. “Eu vejo oportunidades no Oriente Médio e nós temos campanhas lá.”

A Embraer espera que seus jatos menores sejam opções atrativas para as operadoras regionais, já que o setor de aviação entra em declínio.

Enquanto a demanda por viagens aéreas no Oriente Médio e África deve triplicar nos próximos 20 anos, no melhor cenário de fronteiras abertas, de acordo com a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), a união de ventos contrários aos altos preços do petróleo, aumento das tensões de comércio e as fricções geopolíticas em todo o mundo estão forçando as operadoras a cortar custos.

“As pessoas querem ter o tamanho certo e reduzir, estão focadas em eficiência, margens e proteger os negócios”, disse Slattery. “Este é um momento no tempo em que o perfil de jatos menores fica mais atraente, estou otimista.”

A Embraer recebeu a certificação do seu jato E195-E2 de reguladores no Brasil, nos EUA e na União Européia e está impulsionando o desempenho do motor de seus jatos para clientes no Oriente Médio.

Os novos motores e os custos operacionais “atrativos” do motor funcionarão bem em uma região onde as aeronaves são expostas ao ambiente hostil de calor e areia, disse ele.

“Quando entramos em um ciclo baixo, as companhias aéreas estão se concentrando em garantir que tenham equipamentos de tamanho adequado para o mercado, de modo que o custo da viagem seja mantido o mais baixo possível”, disse Slattery.

Adquirir jatos menores em um período de crescimento mais lento significa melhorar o rendimento.

Aeronave E195-E2 recebeu a tripla certificação da ANAC, FAA e EASA.

Perguntado se os compromissos do E2 por potenciais clientes do Oriente Médio poderiam coincidir com o Dubai Airshow em novembro, Slattery disse que essas decisões são amplamente ditadas pelas companhias aéreas.

“O Oriente Médio é um mercado muito importante para a Embraer há décadas e, como projetamos adiante, continuará sendo o mesmo”, disse Slattery.

No mês passado, a Boeing informou que, após assumir a unidade de jatos comerciais da Embraer, renomeará a divisão “Boeing Brasil – Commercial”.

A mudança de nome ocorre depois que a Boeing pagou US$ 4,2 bilhões para comprar 80% da operação da Embraer, fabricando jatos de passageiros com menos de 150 assentos. A Embraer manterá uma participação de 20%. A unidade ainda é a mais lucrativa da Embraer e considerada uma marca da engenharia brasileira. O Sr. Slattery foi nomeado para liderar a joint venture com a Boeing.

Slattery disse que eles estão começando o processo de nomear as aeronaves.

“Esse processo é um pouco mais complicado porque há muito valor de marca, já que temos 1.500 aeronaves voando com 75 clientes em 50 países”, disse ele. “Não posso ignorar o caminho que vamos seguir, se vamos manter ou mudar os nomes, eu realmente não sei.”

A aquisição da unidade de jatos comerciais da Embraer pela Boeing, maior exportadora dos EUA, ocorre em meio a uma escalada da guerra comercial entre Washington e Pequim. A unidade considera a China como um de seus principais mercados, onde detém 80% de participação de mercado no segmento de jatos abaixo de 150 assentos.

A unidade está buscando a aprovação antimonopólio da China para o acordo da Boeing e aguardando que seus modelos de avião E175-E2 e E190-E2 sejam certificados por Pequim para entregar a aeronave às companhias aéreas chinesas.

“Estou muito esperançoso de que continuaremos nosso excelente relacionamento com as autoridades na China e os operadores na China”, disse Slattery.

“A Boeing Brasil – Commercial é uma empresa constituída no Brasil, fabrica e exporta do Brasil. O relacionamento entre o Brasil e a China é muito positivo e espero que essa tendência continue.”


Fonte: The National

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2 COMENTÁRIOS

  1. Espero mesmo que ocorram consideráveis encomendas dos E2… e não só para o Oriente Médio. A carteira de pedidos dos E2 é fraca e precisa muito de novos cliente.

    Em poucos dias teremos a Feira de Le Bourget… vamos ver como nos saímos.

  2. A Boeing agradece….Ainda não acostumamos que a empresa não é mais Embraer….

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