Acordo entre a Boeing e a Embraer deve ser votado ainda em 2018. Linha de jatos E2 deve passar para o controle da empresa norte americana.

Mesmo com a possibilidade de avaliação do governo de transição do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), o comando da Embraer acredita que a venda de 80% da operação comercial para a Boeing seja aprovada em assembleia geral dos acionistas ainda em 2018.

Para que isso ocorra, o governo deve utilizar nas próximas semanas os direitos dados pela ação especial que detém, com a assembleia sendo convocada para ao menos 30 dias após a aprovação do poder executivo federal.

“Estamos perto de finalizar as negociações com a Boeing e devemos apresentar em breve a proposta ao governo, para que acionem a ‘golden share'”, afirmou Paulo César de Souza e Silva, presidente da Embraer, em teleconferência sobre os resultados de terceiro trimestre.

Após aprovação em assembleia, o acordo deve passar pela avaliação dos órgãos antitruste no Brasil e no exterior. Silva acredita que dificilmente essas aprovações devem ser concluídas até junho, projetando a conclusão da operação no segundo semestre do ano que vem.

O memorando de entendimento propõe a formação de uma joint venture destinada a “alinhar estrategicamente” as operações de desenvolvimento comercial, produção, marketing e serviços de ciclo de vida das empresas.

A transação valoriza as operações de aeronaves comerciais da Embraer em US$ 4,75 bilhões e prevê um valor de US$ 3,8 bilhões para a participação de 80% da Boeing na joint venture. A Boeing disse que espera que a parceria resulte em um efeito positivo em seus lucros a partir de 2020 e gere “sinergias” anuais de custos de cerca de US$ 150 milhões até o terceiro ano.

Uma declaração conjunta anunciando o acordo indicou que a Boeing assumirá o controle operacional e gerencial da nova empresa, mas que uma equipe de gestão baseada no Brasil, incluindo um presidente e CEO, liderará a joint venture e se reportará ao CEO da Boeing, Dennis Muilenburg.


Fonte: O Valor – Edição: Cavok

1 COMENTÁRIO

  1. Creio que como todo bom brasileiro queremos o melhor para a Embraer. Sendo uma fabricante sediada no Brasil ou não. É obvio que gostaríamos que fosse um grande fabricante independente, tal como é Boeing ou Airbus. As circunstâncias do mercado pedem que haja essa adequação, porém não gostaríamos que fosse simplesmente 'engolida' pela Boeing, até porquê é uma empresa saudável financeiramente e com produtos altamente competitivos e leia-se, é a principal empresa de alta tecnologia diretamente ligada a assuntos de segurança nacional.
    Que nessa transição tenhamos os melhores resultados, afinal somos uma nação de dimensões continentais e uma empresa como a Embraer é estratégica, até porque esperamos dos nossos futuros dirigentes, uma visão mais forte enquanto posicionamento do Brasil perante o mundo.

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