A primeira aeronave KC-390 de série (PT-ZNG), que será entregue para FAB, voou no mês passado, e em 2019 será oficialmente entregue para operação.

O ‘mercado potencial’ para o cargueiro KC-390 da Embraer gira em torno de US$ 60 bilhões para a próxima década. Segundo estimativa da fabricante, a aeronave de transporte multimissão disputaria um mercado de 700 aeronaves, que pode ser ainda maior.

Cada KC-390 custa cerca de US$ 85 milhões. Atualmente, voam no mundo 2.700 aviões da categoria do KC-390. A idade média desta frota é de 31,5 anos, o que sugere uma substituição nos próximos anos.

O principal concorrente do KC-390 é o C-130 Hércules, da americana Lockheed Martin, que hoje domina o mercado. A FAB (Força Aérea Brasileira) comprará 28 KC-390 para trocar a frota de C-130.

O contrato é de R$ 7,2 bilhões. Considerado melhor do que o rival (C-130 é dos anos 1950), o KC-390 tem tudo para “dominar” o cenário internacional.

Segundo a Embraer, o KC-390 é definido como um avião de “transporte tático desenvolvido para estabelecer novos padrões em sua categoria, apresentando o menor custo do ciclo de vida do mercado”.

A aeronave é capaz de “executar diversas missões, como transporte de carga, lançamento de tropas ou de paraquedistas, reabastecimento aéreo, busca e salvamento, evacuação aeromédica e combate a incêndios, além de apoio a missões humanitárias”.

O KC-390 pode transportar até 26 toneladas de carga a uma velocidade máxima de 870 km/h, além de operar em ambientes hostis, em pistas danificadas.

Já a frota de C-130 está no fim da vida útil, com idade média em operação de 34 anos e capacidade de carga de aproximadamente 20 toneladas. “O KC-390 se tornará a espinha dorsal da aviação de transporte da FAB. Com capacidade para cumprir uma ampla gama de missões, o KC-390 representará um salto na capacidade operacional”, declarou Jackson Schneider, presidente e CEO da Embraer Defesa e Segurança.

Companhia e Boeing vão criar uma joint venture para a comercialização do avião A Embraer irá criar uma segunda joint venture com a Boeing para incluir o KC-390.

Segundo as companhias, a nova empresa servirá para “promoção e desenvolvimento de novos mercados e aplicações para produtos e serviços de defesa”. Nesse contexto, o jato militar multimissão terá papel especial.

A Embraer diz que a aeronave será central na nova empresa “a partir de oportunidades identificadas em conjunto”. A nova joint venture teria participação majoritária da Embraer.

Uma das propostas seria abrir uma segunda linha de montagem do novo cargueiro nos Estados Unidos, com peças enviadas do Brasil. Hoje, o KC-390 é montado em Gavião Peixoto (SP). O avião teria maior penetração no mercado americano.


Fonte: O Vale

30 COMENTÁRIOS

  1. Será ? Em breve vai surgir um concorrente do "nada" fazendo frente e "jantando" boa parte dessas expectativas !
    Os anos dirão ?

    • Do nada e meio dificil. Um avião, desse porte e multifunção, não fica pronto do dia para a noite. Se fosse assim a Boeing, a Lockheed Martin, a Northrop Grumman ou a General Dynamics já teriam fabricado um do "nada". Isso só falando de fabricantes americanos. Qualquer cia. que quiser desenvolver um avião desse porte, partindo do zero, não levara menos que 6 / 8 anos. Então a "janta" vai ficar para mais tarde.

  2. Nunca duvidei disto. Apesar de o C-130 ainda permanecer por bom tempo devido as suas qualidades inquestionáveis, tenho plena convicçao que muitos clientes do C-130 migrarão para o KC-390, principalmente com o tremendo aporte da Boeing. Como já expressei outras vezes, considero que a Embraer enquanto empresa privada está dando um salto gigantesco em relaçao a sua representatividade em vendas globais com esta, agora estas, parcerias com a Boeing, e creio que muito mais pode vir em termos de parcerias de alto nível na área militar. Novos tempos, novas mentalidades, e se me permitem os moderadores, cumprimento a todos os eleitores que ontem decidiram por encerrar um ciclo de 16 infames anos de desonestidade, roubalheira, populismo e incompetencia que arrasaram com nosso país.

    • Boa tarde Paulo, concordo 100% com você. E concordo 1.000% quanto ao fim dos 16 anos infames desses governos esquerdistas. abrs

  3. Um Joint Venture com a Boeing e uma montagem de uma linha de produção nos EUA não vai apenas abrir um mercado na enorme frota de transporte dos EUA (seria um Lobby Boeing VS Lockheed Martin) como iria escancarar as portas do mercado internacional através do FMS americano

    • Engraçado como tem gente que sonha em ver um produto brasileiro sendo fabricado nos EUA, pode ser bom para o acionista da Embraer, mas péssimo para o Brasil e empregados brasileiros.

      • Não é. Parece que estou lendo um livro do Celso Furtado.

        30% de 100 aeronaves é melhor que 100% de nenhuma.
        O custo total da aeronave vai baixar e alavancar mais vendas.
        Vc pode oferecer serviços. Uma aeronave gera lucro por todo o seu ciclo de vida.
        A Fab terá manutenção mais barata e garantida por décadas.
        O setor de engenharia se consolida e a equipe ganha renome dentro e fora do grupo Boeing. A Boeing aproveitará o recurso em outros projetos.

        Por isso a Apple fabrica aparelhos na China. Os EUA ganham no software e nos serviços (onde está o lucro). Os chineses ficam com empregos com salários mais baixos.

      • seria só a linha de montagem nos EUA. e sim eu torço pela Embraer, ela é uma empresa privada que não tem o dever de carregar o Brasil nas costas.

      • Se você tem uma visão curta pode ser. O que e melhor, a Embraer produzir 50 aviões em 10 anos no Brasil, ou a Embraer produzir partes do KC-390, como conjunto de asas, partes da fuselagem, trem de pouso e outras, no Brasil para todos os países da Otan e muitos mais do mundo todo, para pelo menos 2.000 / 3.000 aviões ? Veja o exemplo do Lockheed Martin F-35. Reino Unido, Itália, Holanda, Canadá, Turquia, Austrália, Noruega, Dinamarca, Israel e Singapura são parceiros e fabricam partes do programa. Inclusive existem linhas de montagem no Reino Unido e na Itália do F-35. E muito melhor você ter parte na fabricação de milhares de aviões do que fabricar sozinho algumas dezenas.

        • Tem razao. A Bae fabrica 15 porcento do F35.

          O F35 vai passar das 3.000 unidades. Equivalente a 450. Muito mais do que os ingleses venderiam em um caça próprio.

        • Referente ao F 35 a Austrália e a Holanda serão centros regionais de peças e suprimentos para os caças.

  4. O KC-390 me lembra o caso do Blindado Osorio EE-T1 era superior e mais barato, mas não tinha batismo de fogo, era um produto novo que não tinha uma grande industria, mais o peso dos EUA e sua politica, a Arabia Saudita escolheu o M1, e por consequência a Engesa faliu, não é o mesmo caso do KC-390/Embraer, mas em muitos aspectos é igual.

    KC-390 vai ser igual ao A-29, Forcas Armadas pequenas, sem muito dinheiro e que precisa de um "faz tudo".

    • O KC-390 está longe de ser um avião para pequenas FAs, as pequenas FAs usam C-130 revitalizados ou C-295 novos.

      • Duvido que alguma FA grande compre o KC-390, ainda mais que usa TurboFan e não provou sua capacidade em locais remotos ou extremos!

        C-295 é outra categoria, se precisar levar mais peso ou carga, é KC-390 ou C-130.

    • O EE-T1 Osório não era tão superior a concorrência da época, alem de ter partes vindo de infintos fornecedores na época dificultando a logística e a torre Vickers já estando meio datada na época

      • Até onde eu sei, todos os equipamentos era da Europa, o Osorio se mostrou superior ao M1, principalmente na precisão da arma.

  5. As Joint Venture se formam para atender um mercado externo, quando o país aonde esta outra companhia tem interesse compra a aeronave, assim se justifica a implantação do acordo comercial, sem prejuízos ao país de origem da aeronave, ou seja, sem criar um concorrente às vendas externas. Criar esta join venture, sem que exista esta premissa, é criar um factoide que inviabilizará a produção nacional, ou seja, estão intencionalmente um concorrente estrangeiro às nossas exportações. Detalhe, sem os EUA terem gastado um único centavo no desenvolvimento da aeronave.

    Putz, qual é o outro negócio que este Paulo César, atual CEO da Embraer, administra? Quero ofertar uma parceria destas a ele. Dou uma merreca em algo que se gastou bilhões de dólares.

  6. O jornalista considera o KC390 melhor que o C130 ahahah
    Faz um pró e contra e veremos quem é melhor.

    O KC390 tem muitoooooo que provar, eu como cliente jamais pagaria milhões de dólares num produto que é duvida, dizem que o KC opera em ambiente antártico mas não tenho imagens dele pousando na pista chilena do continente gelado (pista de gelo), ficaram acho que 3 dias nos emirados e isso foi suficiente pra receber o "selo" de aprovado a ambiente desértico ahah.

    Eu quero o sucesso do Kc390, mas segura a onda, esse produto tem que provar muita coisa.

    • Avaliando o prometido, só na prática saberemos como vc colocou, há vantagens e desvantagens. Hoje não tem chance por dois bons motivos: Financiamento e Rede já disponível.

      Por metade do preço do KC, se compra um C-130H usado e se bobear parcelado a perder de vista. Pode treinar seus pilotos com forças amigas, diversas empresas fornecem revisão e a própria economia de escala.

    • E verdade. Mas com esse seu pensamento você hoje pagaria milhões de dólares em produtos já "testados" como o Lockheed C-130 Hercules, o McDonnell Douglas F-4 Phantom, o Grumman F-14 Tomcat a talvez até no North American Aviation P-51 Mustang. Esses ninguém tem duvida, já provaram tudo que tinham que provar. Desconfio que você deve ter um fusca 66 como carro de uso. Afinal o fusca 66 não tem muitoooooo que provar.

  7. Dependendo do "break even", se abocanhar uns 20-25% desse mercado potencial, está de bom tamanho. Estaríamos falando de algo entre 12 ou 15 bilhões de dólares.

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