Com esse novo pedido, o número de E175 encomendados pela American Airlines chega a 64 aeronaves. (Foto: Embraer)

A Embraer e o American Airlines Group (AAG) assinaram um pedido firme para quatro jatos E175. O contrato, em adição ao pedido original da empresa aérea em 2013, para 60 E175s, tem valor de USD 182 milhões, com base no atual preço de lista, e será incluído na carteira de pedidos (backlog) da Embraer do segundo trimestre de 2017. As entregas começarão no último trimestre deste ano.

“O E175 tem servido ao AAG muito bem desde a entrada em serviço e esta nova encomenda mostra a contínua confiança na plataforma. Parabenizamos também à equipe da Envoy, pelo excepcional desempenho na operação do E175”, disse Charlie Hillis, Diretor de Vendas e Marketing para a América do Norte da Embraer Aviação Comercial. “O mercado de 70 a 76 lugares ainda permanece forte, especialmente considerando todos os aviões de 70 assentos mais antigos que precisam ser substituídos. A Embraer permanece com posição de segurança desse segmento”.

A American Airlines escolheu a Envoy, subsidiária integral do American Airlines Group, para operar as quatro aeronaves, que serão configuradas com 12 assentos na primeira classe e 64 na econômica, sendo 20 com espaço extra, totalizando 76 assentos.

Com este contrato, a Embraer totaliza 336 jatos E175 vendidos para companhias aéreas na América do Norte desde janeiro de 2013, obtendo mais de 80% de todos os pedidos na categoria de jatos até 76 assentos.

Desde que entrou em serviço, em 2004, a família de E-Jets recebeu mais de 1.700 pedidos, do quais mais de 1.300 já foram entregues. As aeronaves estão voando em frotas de 70 clientes de 50 países. Esta versátil família de jatos de 70 a 130 assentos voa nas cores de companhias aéreas de baixo custo, regionais e de linha principal.

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8 COMENTÁRIOS

  1. Alguém sabe se houve algum avanço na negociação c/ o sindicato dos pilotos americanos que subiria o limite do peso das aeronaves regionais ( ou algo parecido ) que levantaria a proibição de utilizarem o EMB-175-E2 que um pouco maior que a versão atual ?

    • Pelo jeito nada, a Embraer vai ter que manter o E-175 e a Bombardier o CRJ-900 em produção até os pilotos chegarem a conclusão que é melhor voar um E-2 ou C-Serie mesmo sem aumento de salário.

      • É o que me parece também. Não conheço a legislação, talvez o novo governo possa interferir, já que disse que iria desregulamentar mais a economia. Abs.

        • O problema não é de regulamentação federal é de sindicato dos pilotos.
          Basicamente existem 3 níveis de salário: Internacional, Nacional e Regional.
          Com o crescimento da demanda regional os pilotos regionais não querem voar o mesmo equipamento dos pilotos nacionais ganhando menos, não deixam de ter razão.
          Mas devem ser mais flexíveis com novas versões dos aviões que pilotam, são aviões mais seguros e mais fáceis de pilotar, sem serem confundidos com os maiores (Airbus e Boeing)das linhas nacionais.

  2. O CSeries não entra nessa briga não.

    O aumento nas restrições de MTOW, quando ocorrerem, serão para permitir as novas aeronaves nesta classe (76-80 assentos), que são os E175E2 e MRJ.

    Enquanto isso não ocorre, os E175E1Plus vão dominando o mercado com 80% de market share.

    • Com a recusa dos pilotos regionais em voar aviões que pesem mais de 86.000 libras e levem mais de 76 passageiros a Bombardier tambem foi prejudicada, pois alguma empresa poderia querem colocar um CS100 que na versão com pich de 32 polegadas leva 106 passageiros.
      A Bombardier tambem está vendendo mais CRJ-900 que está dentro do limite do sindicato, junto com o E-175, aqui mesmo tem sido anunciada a venda de mais E-175 e CRJ-900 para contentar os sindicalistas.
      O E-175 tem MTOW(peso máximo de decolagem) de 85.517 lbs e o CRJ-900 de 80.500 lbs.
      .
      A compra pela Delta destes 75 CS-100 para linhas regionais é que reaqueceu a discussão dos sindicatos, se bem que a decisão das 86.000 libras é mais antiga.
      . http://www.cavok.com.br/blog/delta-encomenda-75-aeronave...

  3. Estava vendo a diferença dos salários dos pilotos regionais, nacionais e internacionais nos EUA e é realmente grande.
    Um CMT de ERJ-145 ou CRJ-200 regional ganha uns 80 dólares por hora voada, um CMT de B737 ou A320 de linha nacional ganha uns 150 dolares e o CMT Internacional de B747 ou B777 ganha uns 250 dólares.
    .
    Fica entendido o porque destes limites impostos pelo sindicato, citando modelos da Embraer como exemplo, se eu vôo um ERJ-145 ganhando 80 dólares a hora, e minha empresa compra um E2-195, eu vou querer ganhar mais, se não os 150 dólares do B737, pelo menos um acordo com 115 dólares na média.
    .
    Segundo sites de aviação, é o que a Delta fez com seus pilotos ao comprar os 75 CS-100 para uso regional que inicia a operação no ano que vem, eles receberão de 25 a 40 mil dólares a mais por ano, segundo comentário dos pilotos vale a pena para a Delta que vai voar um avião que leva 30 passageiros a mais. O mesmo raciocínio vale para os E2 e MRJ.
    Afinal a Delta pagará 5,6 bilhão de dólares pelos 75 CS100, logo tem como pagar alguns mil dólares a mais por ano aos tripulantes.

  4. Realmente tem a ver com uma questão relacionada ao Sindicato dos pilotos. Mas a história não é bem essa dita aqui não.

    E não, o CS100 não concorre com os E175E2, mas sim com os E190E2. E ambos não são consideradas aeronaves regionais no mercado americano, tanto é que são operadas pelas main lines.

    E esta aquisição do CSeries pela Delta foi uma venda subsidiada (dizem que ilegalmente) com grana do Governo canadense. Foram vendidos com prejuízo, e muito. Mas era uma venda tida como a tábua de salvação para o programa.

    É uma estratégia muito arriscada esta. A ver no que vai ar.

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