Embraer E175 nas cores da Delta Connection. (Foto: Embraer)

A Embraer e a SkyWest, Inc. assinaram um contrato para um pedido firme de nove jatos E175 cujas entregas devem começar em 2019. A encomenda tem valor de USD 422 milhões, com base nos atuais preços de lista e já está incluída na carteira de pedidos firmes (backlog) do quarto trimestre de 2018 da Embraer.

A SkyWest Airlines operará todos os nove E175, configurados com 76 assentos.

“Desde 2013, a SkyWest encomendou um total de 158 jatos E175, incluindo essas nove unidades, com objetivo de ampliar continuamente sua grande frota de aeronaves Embraer”, disse Charlie Hillis, Diretor de Vendas e Marketing para América do Norte da Embraer Aviação Comercial. “Estamos extremamente orgulhosos com o apoio contínuo da SkyWest ao programa E-Jets e com o fato de o E175 apresentar um desempenho superior na América do Norte. Sem dúvida, o E175 se tornou a referência do mercado de aviação regional nos Estados Unidos.”

“Estamos satisfeitos em continuar adicionando novas aeronaves E175 com contrato de longo prazo à nossa frota cada vez mais eficiente, ágil e flexível”, disse o CEO e presidente da SkyWest, Chip Childs. “Reconhecemos a forte parceria com a Embraer e continuamos impressionados com o produto da Embraer.”

Com este novo contrato, a Embraer vendeu mais de 565 jatos E175 para companhias aéreas na América do Norte desde janeiro de 2013, sendo a responsável por mais de 80% de todos os pedidos neste segmento de jatos de 70 a 76 assentos.

A SkyWest, Inc. é uma companhia aérea regional e controladora da SkyWest Airlines. A SkyWest tem uma relação histórica com a Embraer, sendo um dos primeiros clientes a operar o turboélice EMB 120 Brasília.

Somente o programa E-Jets da Embraer já registrou mais de 1.800 pedidos firmes e 1.500 entregas. Atualmente, os E-Jets fazem parte da frota de 70 clientes em 50 países. A versátil família de aeronaves de 70 a 150 assentos é operada por companhias aéreas de baixo custo assim como linhas aéreas principais e regionais.

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4 COMENTÁRIOS

  1. Como eu venho escrevendo já algum tempo….. Quem manda neste segmento, nos EUA, de aviões com menos de 100 assentos é a Embraer. Não adianta inventarem essa estória de que o A220 vai atrapalhar a vida da empresa nos EUA, pois no segmento não é os E190/195 quem mandam, mas os E170/175. A Airbus e Bombardier, para ganhar algum mercado com o A220, vai ter que queimar muito, muito dinheiro ainda.

    Brasileiro é muito "ixperto".

    • Só que este mercado do E175 nos EUA já está se esgotando…

      Se as Scope clauses não forem relaxadas, o E175E2 não entra nos EUA, e o mercado já estará inundado de E175. E aí… vai vender para quem?

  2. Enquanto existir a “scope clause” limitando o peso e a capacidade de assentos nas aeronaves regionais americanas, e sem equiparação salarial com as “main lines” e outros benefícios aos pilotos, a Embraer continuará a dominar o segmento limitado pela “scope clause” de 76 lugares com sua aeronave E175 e E175E2. Acredito que 500 unidades do E175 unidades já foram vendidas.
    Já no segmento 100/150 lugares, a história é um pouco mais diferente. A Airbus já faz valer seu peso e nome nas vendas com seu modelo A220 com 537 aeronaves comercializadas contra 154 do E190/195-E2. Mas, com ajuda da Boeing a Ex-Embraer deve aumentar significativamente suas vendas da família 190/195-E2.
    Na verdade, há ainda muita resistência dos operadores em optar pelos modelos A220 e E190/195-E2 na composição de suas frotas. A preferência absoluta ainda é pelo Boeing B737-MAX e Airbus A320-NEO, onde segundo alguns operadores o Airbus A320 apresenta apenas 5% a mais no “trip cost” comparado ao E195, mas 29% menor no “seat cost”. Mas esses dados, reais ou não, são particulares de cada empresas aéreas, então fica o dito pelo não dito. Saudações,

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