O terceiro protótipo do Embraer E190-E2 durante testes de formação de gelo nos EUA. (Foto: Embraer)

O terceiro protótipo do E190-E2 está nos Estados Unidos realizando voos em condições naturais de congelamento. Os dados ajudarão a certificar informações prévias que foram coletadas através de testes em túneis de gelo, túneis de vento e em testes de voo com formações de gelo simuladas.

Nestes voos de testes, os pilotos voam em condições conhecidas de congelamento. A aeronave deve continuar voando o tempo suficiente para acumular uma quantidade específica de gelo em áreas não protegidas. A equipe então executa várias manobras para avaliar o desempenho da aeronave e

as qualidades de voo. O teste é então repetido até que dados suficientes sejam recolhidos.

A campanha para certificar os E2s em condições de gelo inclui:
. Avaliação da formação de gelo na fuselagem
. Avaliação do acúmulo de gelo na estrutura e nos motores
. Validação das capacidades térmicas dos sistemas de proteção contra gelo
. Validação dos resultados da análise térmica
. Validação do desempenho dos detectores de gelo na posição instalada
. Confirmação de funcionamento satisfatório de outros sistemas (anemometria, rádios, radar)

4 COMENTÁRIOS

  1. Com tantos testes que as aeronaves atuais tem que passar p/ obter a certificação, p/ derrubar um bicho desses só se o piloto for muito incompetente ( e c/ a conivência do copiloto ) ou falha grosseira da manutenção – não estou nem considerando a absurda hipótese de acidente intencional .

  2. WRStrobel

    A família E-Jet foi lançada em um tempo muito curto e trouxe grandes novidades tanto para a Embraer quanto para o segmento de aviões 70-110 lugares. Outros aviões contemporâneos tiveram dificuldades até maiores, posso citar o SSJ-110 (Sukhoi) e o Q-400 (Bombardier) – não vamos falar do Comac ARJ-21 porque seria covardia.

    A nova família virá com muitas lições aprendidas tanto pelos E-Jet quanto pelos recentes projetos Phenom / Legacy / KC-390. Minha expectativa é que a quantidade de problemas não supere muito os novos Airbus 320 e Boeing 737 (que trazem muito menos inovações), até porque o desenvolvimento tem ocorrido muito bem, sem atropelos ou atrasos.

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