No segundo trimestre, a Embraer recebeu o Certificado de Tipo para o E195-E2 por parte de três órgãos regulatórios: a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), a Federal Aviation Administration (FAA) e a Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA).

A Embraer entregou um total de 51 jatos no segundo trimestre de 2019 (2T19), dos quais 26 foram jatos comerciais e 25 foram jatos executivos (sendo 19 leves e 6 grandes).

A carteira de pedidos firmes a entregar em 30 de junho totalizava USD 16,9 bilhões na comparação a USD 16,0 bilhões no fim do 1T19. O aumento no backlog da Embraer no 2T19 é devido, em grande parte, à demanda contínua do mercado, principalmente pela nova família de jatos Praetor na Aviação Executiva. Veja detalhes abaixo:

No segundo trimestre, a Embraer recebeu o Certificado de Tipo para o E195-E2 por parte de três órgãos regulatórios: a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), a Federal Aviation Administration (FAA) e a Agência Europeia para a Segurança da Aviação (European Aviation Safety Agency – EASA). O E195-E2 é a maior das três aeronaves que compõem a nova geração de aviões comerciais da Empresa, os E-Jets E2.

No início do 2T19, a Embraer assinou um pedido firme de 10 jatos E195-E2 com a Air Peace, maior companhia aérea da Nigéria. O contrato inclui direitos de compra para mais 20 jatos E195-E2. Com todos os direitos de compra sendo exercidos, o contrato tem valor de USD 2,12 bilhões.
Durante a 53ª edição do Paris Air Show International, a Embraer fez vários anúncios de vendas, conforme abaixo. Todos os valores são baseados nos atuais preços de lista da Companhia.

A United Airlines assinou um contrato para até 39 jatos E175 que inclui 20 pedidos firmes e 19 opções. O pedido tem um valor de US$ 1,9 bilhão com todas as opções sendo exercidas. A companhia aérea Binter, da Espanha, confirmou os direitos de compra de dois jatos E195-E2 adicionais previstos no contrato original firmado em 2018. A encomenda dos dois novos E195-E2 tem valor de USD 141,8 milhões.

A Embraer também anunciou a intenção de compra da KLM Cityhopper para até 35 jatos E195-E2, sendo 15 pedidos firmes com direitos de compra para outras 20 aeronaves do mesmo modelo. Essa intenção de compra, que ainda exige um Contrato de Compra, tem um valor de US$ 2,48 bilhões.

Durante o Paris Air Show, a Embraer anunciou a assinatura de um contrato com a japonesa Fuji Dream Airlines (FDA) para um pedido firme de dois jatos E175. O pedido tem valor estimado de US$ 97,2 milhões e já estava incluído na carteira de pedidos (backlog) da Embraer do 1T19 como “cliente não divulgado”.

No segmento de Aviação Executiva, a Embraer recebeu o Certificado de Tipo para o novo Praetor 600, da categoria supermédio, dos três principais órgãos regulatórios do mundo: a ANAC, a FAA e a EASA. O primeiro Praetor 600 foi entregue em junho para um cliente europeu não divulgado.

A Embraer Defesa & Segurança e a ELTA Systems Ltd (ELTA), subsidiária da Israel Aerospace Industries (IAI), assinaram no Paris Air Show um Acordo de Cooperação Estratégica para desenvolvimento do P600 AEW (Alerta Aéreo Antecipado). Nessa cooperação, a Embraer fornecerá a plataforma aérea, sistemas de solo, sistemas de comunicações e integração de aeronaves, enquanto a IAI-ELTA fornecerá o radar AEW, SIGINT (inteligência de sinais) e outros sistemas eletrônicos.

A Embraer Serviços & Suporte anunciou no Paris Air Show a assinatura com a Azul Linhas Aéreas Brasileiras S.A. de um contrato de longo prazo para um programa de suporte de peças reparáveis à nova frota de jatos E195-E2 da companhia aérea. A Companhia também anunciou acordos de manutenção e reposição de peças com a Helvetic Airways, da Suíça, e a Aurigny Air Services, da Ilha Guernsey. Durante o MRO Americas, no início de abril, a Embraer também fechou contratos de suporte com a Air Botswana, a espanhola Binter e a Mauritania Airlines.


 

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24 COMENTÁRIOS

  1. Produto de altíssima qualidade já reconhecido e aprovado no mundo todo + demanda = sucesso garantido.
    A Boeing Brasil agradece…
    É.. Pelo menos ainda nos restou a Embraer "militar".

  2. Para a associação ser realmente boa para a Embraer, as vendas teriam mais que quadruplicar no futuro, pois estaria lucrando o mesmo com a sua fatia de 20% na aviação comercial e ainda teria gerado mais de US$ 4 bilhões para o seu caixa. Contra números não há argumentos. Em se tratando da celeuma que a Boeing se encontra com seu 737 Max, resta a dúvida se a influência da americana ainda será realmente positiva para o novo negócio, como os 'mercadófilos' previram.

    • Os acionistas da empresa (fundos que movimentam centenas de milhões) e a diretoria (pessoas com décadas no mercado de aviação) não pensaram nisso.

      Votaram sem fazer qualquer estudo. Nem uma planilha de Excel.

      Imagina, o dezenas de representantes de acionistas e ninguém pediu um plano de negócios e umas simulações.

      Coisa de louco.

      • Interessante a sua colocação por conhecer o pensamento de acionistas, fundos que movimentam centenas de milhões.
        Tens bola de cristal? Rsss

        • Uma diretoria com décadas de experiência não sabe que tem que fazer plano de negócios, não fez projeções, não simulou nada.

          Os investidores da Embraer não fizeram uma conta e não cobraram nada. Parece índio trocando ouro por espelho.

          Viagem total.

          • Parabéns Eduardo por sua infindável paciência em tentar ensinar aos pombos as regras do xadrez.
            Mas parece que não conseguem entender nem jogo da velha. A doutrinação travou a capacidade de compreensão.

            • O pessoal tem uma fixação pelo dono do dinheiro.

              Eu sou brasileiro, se tivesse uma empresa, não pensaria duas vezes em levar a produção pra China se isso fosse vantajoso (e muitas empresas levaram, mesmo pagando frete e impostos protecionistas).

              A Embraer Brasileira levou a linha do ST e do Phenom para os EUA. O KC (da Embraer Brasileira) mais cedo ou mais tarde vai TB.

              Agora a Boeing funda uma empresa bilionária no Brasil e acham ruim.

              A permanência ou não das atividades aqui depende única e exclusivamente do ambiente de negócios.

              O governo tem agido para cortar burocracia, diminuir impostos, baratear energia e reduzir o custo trabalhista.

              Agora o Brasil ainda é o país que exige carteira de motorista, capacete e luzes de sinalização para patinete elétrico.

              Com essa cabeça fica difícil.

              • A Boeing não fundou coisa nenhuma, comprou a melhor parte de uma empresa que tem muito mais a ver com a soberania nacional. Se fosse o contrário, uma empresa estrangeira comprando a Boeing, o negócio jamais sairia, pode crer.

                • Quem fundou é irrelevante, mas o Osíris Silva apóia o negócio.

                  Empresa tem a ver com lucro.

                  O Brasil mantém o monopólio de petróleo, a Petrobrás atua no mercado americano.

                  A Fairchild, por exemplo, hoje é da Elbit. A Airbus US fabrica para defesa e civil.

                  A Bae Systems é uma das maiores fornecedoras do DoD e comprou diversas empresas de defesa.

      • Os funcionários da empresa são americanos, moram nos EUA, consomem nos EUA, votam nos EUA.

        E nem vou mencionar a gigantesca cadeia logística (também nos EUA) envolvida direta ou indiretamente e os impostos arrecadados disso tudo..

        Vamos concordar que os EUA lucra (e muito) com a empresa?

        • A empresa tem sede no Brasil, a maioria dos empregados mora no Brasil e ela paga impostos no Brasil.

          • É por isso que se chama Boeing Brasil.

            A Embraer (executiva e defesa), que vcs acham que é nacional, transferiu boa parte de sua produção para os EUA.

            A Boeing Brasil, que é o demônio, terá fábricas no Brasil.

            Complicado ter que ficar explicando isso todo o dia.

  3. "É por isso que se chama Boeing Brasil"
    kkkk.. Deveria ter parado de ler aqui, mas continuei…

    "A Embraer (executiva e defesa) que vcs acham que é nacional, transferiu boa parte de sua produção para os EUA."

    Não é questão de achar ou não, ela foi vendida? Que eu saiba não. Aliás, se ela transferiu boa parte da produção para os EUA é um bom indicativo que talvez seja vantajoso, mas se você prefere acreditar que com o segmento executivo será diferente paciência..
    Talvez você tenha lido todo o contrato, as notas de rodapé, entrelinhas.. etc..

    • Se informe, a Embraer "Brasileira" já transferiu a linha do Phenon para os EUA. Eu não acho nada.

      "ela foi vendida?"
      A ignorância é uma benção. A maior parte do capital da Embraer é estrangeiro faz tempo.

      • Fica difícil debater um assunto, quando as pessoas não buscam informação mínima sobre ele.

        • "Se informe, a Embraer "Brasileira" já transferiu a linha do Phenon para os EUA.."
          .
          Além de cômico é bem insistente.. ahahaha
          E nesse seu desespero em contra argumentar tudo e todos, nem sequer percebe o que escreve, eu já havia concordado que a Embraer realmente transferiu boa parte da produção para os EUA.. Releia.
          .
          "A maior parte do capital da Embraer é estrangeiro.."
          .
          E ??? Se com isso sua intenção é afirmar que é uma empresa americana, chinesa, russa.. Problema seu.
          A situação jurídica da Embraer já foi tema debatido a exaustão por ocasião da negociação com a Boeing.
          Se procurar, aqui mesmo deve ter pelo menos umas 30 matérias a respeito..
          Nem precisa ficar garimpando links no Google..
          .
          "A ignorância é uma benção"
          Mas o analfabetismo funcional é um problema…
          .
          Agora se quiser, fique a vontade para escrever mais uma infinidade de comentários com uma ou duas linhas cada, se isso satisfaz seu ego.
          De minha parte dou por encerrado, não perco mais tempo..

          • Só esqueceu de apresentar algum argumento. O vazio de ideias de sempre.

  4. Após o acordo Airbus-Bombardier, não havia outra saída para a Embraer…chineses veem aí, japoneses veem aí, louros do passado nunca garantiram desempenho no futuro, que o digam a Xerox e a Kodak…

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