A Embraer entregou o primeiro Legacy 500 fabricado nos EUA para um cliente norte americano.

A Embraer entregou no dia 27 de setembro o primeiro jato executivo de médio porte Legacy 500 montado em sua fábrica em Melbourne, nos EUA, para um cliente norte americano não revelado.

A fábrica nos EUA que foi expandida é composta por duas linhas de montagem que agora produzem quatro modelos de jatos comerciais: os jatos executivos entry-level Phenom 100 e Phenom 300, bem como os jatos executivos médio-leve Legacy 450 e o Legacy 500 de médio porte. Desde o início das operações em Melbourne, em 2011, o ritmo de fabricação e o tamanho da empresa mais do que duplicou, para quase 500 mil metros quadrados.

“Estamos muito satisfeitos em entregar o primeiro Legacy 500 feito em Melbourne, cumprindo nossa visão de expandir a produção para montar quatro jatos comerciais de classe mundial na Costa Espacial da Flórida”, disse Michael Amalfitano, presidente e CEO da Embraer Executive Jets. “Quero felicitar as nossas equipes pela sua paixão por excelência e por seu compromisso em oferecer um verdadeiro valor aos clientes. O Legacy 500 é projetado e planejado de forma brilhante e atrai um forte interesse dos departamentos de voos corporativos e de operadores de frotas, além de proprietários individuais”.

A expansão da instalação de montagem de Melbourne foi inaugurada em junho de 2016 e a primeira aeronave Legacy 450 produzida foi entregue em dezembro desse mesmo ano. Desde a entrega do primeiro Phenom 100 feito em Melbourne, em dezembro de 2011, mais de 250 aeronaves foram entregues nos EUA e em mais de uma dúzia de países, tão perto quanto o México e o Canadá, e até a China e a Austrália.

O Legacy 500 é capaz de voar a 45.000 pés e é alimentado por dois motores Honeywell HTF7500E, os mais ecológicos de sua classe. O Legacy 500 tem um alcance de 3.125 milhas náuticas (5.788 quilômetros) com quatro passageiros, incluindo reservas de combustível da NBAA IFR, o que lhe permite voar sem escalas de Los Angeles para Honolulu, ou Teterboro para Londres.

3 COMENTÁRIOS

    • A única coisa que a EMBRAER tem do BNDES, fora uma participação acionária, é uma linha de financiamento para os compradores dos seus jatos. Ou seja, não beneficia diretamente a empresa mas sim quem adquire seus aparelhos. Isso está bem longe das mamatas que beneficiaram Odebrecht, Eike Batista e Friboi.

      • Com certeza, amigo Tireless, são níveis bem diferentes. Até porque uma foi lícita, dentro das regras do banco, e a outra, se não foi criminosa, contra qualquer boa prática financeira.

        Contudo, mesmo essa atuação normal é prejudicial. O BNDES escolhe alguns poucos para beneficiar com essas linhas de crédito, enquanto o resto da economia morre a míngua. Distorcer os juros é um dos piores problemas da economia brasileira.

        A participação acionária em empresas tb acaba servindo a interesses de alguns usando dinheiro público que deveria ser aplicado em outras áreas.