Jatos Praetor (foto acima) e Legacy serão produzidos na unidade da Embraer de Gavião Peixoto.

A fabricante brasileira Embraer está mudando sua linha de produção dos jatos executivos Legacy 450/500 e Praetor 500/600 da fábrica de São José dos Campos para unidade de Gavião Peixoto.

De acordo com a publicação AIN Online, a razão para isso é a fusão dos negócios de aeronaves regionais da Embraer com a Boeing. A joint venture Boeing Brasil – Commercial precisa de espaço em São José dos Campos para a produção da família E-Jet.

A Embraer Executive Jet construirá os jatos executivos Legacy / Praetor em Gavião Peixoto. De lá, eles voam como aviões ainda não-finalizados para Melbourne, na Flórida, onde recebem os interiores e os entregam aos clientes após os testes finais de voo.

As aeronaves seguirão ainda sem a pintura e o interior para serem finalizadas nos EUA.

Em Gavião Peixoto, a Embraer também fabrica o avião turoboélice de ataque leve Super Tucano e a aeronave de transporte militar KC-390. Até disso, no local existem duas oficinas de pintura, uma oficina para jatos executivos e um centro de serviços capaz de lidar com todos os produtos da Embraer. O aeródromo foi ampliado pela Embraer e tem uma pista de 4.694 metros de comprimento e 95 metros de largura.

Toda a fabricação pesada de jatos executivos continuará ocorrendo no Brasil, assegurou um porta-voz da empresa, com os Praetors voando para Melbourne para serem finalizados. Em uma reunião para pequenos fabricantes em São José dos Campos, em abril, o presidente da Embraer, Paulo César de Souza e Silva, disse a um fornecedor perguntando se eles deveriam abrir uma subsidiária na Flórida: “Não. A fabricação de jatos executivos permanecerá no Brasil”.

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2 COMENTÁRIOS

  1. Assim vamos descobrindo mais sobre o contrato de USD 4bi. Na prática a planta de São José entrou no valor de USD 4bi. A alternativa mais rentável seria a EMB alugar ou fornecer a montagem dos E2 à Boeing Brasil, e caso abandonasse a JV a planta e os equipamentos seriam 100% da EMB. Agora que São José ficou dedicada, 80% ficou com a Boeing USA. Resta saber sobre o corpo de Engenharia, que não era dedicado, como ficará a divisão dos talentos?

  2. Chegou a ordem de despejo para a parte pobre da família Embraer. Agora que o divórcio está sacramentado, vale aquela máxima ‘quem pode mais, chora menos’.

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