KC390_SAR
KC-390SAR / Renderização: Embraer, em caráter ilustrativo

A Lockheed Martin está oficialmente fora da competição FWSAR do Canadá, que vai selecionar a nova aeronave de asa fixa para missões de busca e salvamento (SAR) da Força Aérea Real Canadense (Royal Canadian Air Force – RCAF). Com o C-130J Super Hercules fora do páreo, os concorrentes do KC-390 da Embraer são os C-27J da Finmeccanica e C-295W da Airbus Defence & Space. O prazo para o envio das propostas foi encerrado no dia 11 de janeiro.

“Após uma análise minuciosa dos requisitos da competição, nós decidimos não apresentar uma proposta para o FWSAR canadense”, informou um porta-voz da Lockheed Martin do dia 18 de janeiro. “Continuamos, entretanto, totalmente comprometidos em apoiar a operação das aeronaves de transporte tático CC-130J empregadas pela RCAF”, acrescentou.

A decisão da Lockheed Martin de não participar da competição ocorre num momento em que o Canadá se prepara para retirar-se do programa do F-35 e abrir um processo licitatório que visa selecionar a aeronave que vai substituir os caças McDonnell Douglas CF-18 Hornet em operação no país.

No âmbito do programa FWSAR, as aeronaves a serem adquiridas irão substituir seis unidades do De Havilland Canada CC-115 Buffalo e treze unidades do Lockheed Martin CC-130H Hercules, atualmente em operação na RCAF.

ET 2007-0233-25 10 September 207 Mount Waddington, B.C. Search and Rescue Technicians from 442 Transport and Rescue Squadron based in Comox, B.C., Particitpate in Mountain Training as part of a joint SAREX. The international SAREX included PARA RESCUE Specialists from the 943 Rescue group (USAF) based in Tuson Arizona. A CC-115 Buffalo flies over base camp. The Mountain training Took place Sep 10-11 2007 at Mount Waddington, B.C. The Joint SAREX took place from 06-12 Sep 2007 CF Photo by Sgt Blair Mehan
De Havilland Canada CC-115 Buffalo (DHC-5) / Foto: Blair Mehan, em caráter ilustrativo
Lockheed CC-130H Hercules (Foto - RCAF)
Lockheed CC-130H Hercules / Foto: RCAF, em caráter ilustrativo

O processo de avaliação dos proponentes, incluindo testes nas aeronaves propostas, está previsto para ser realizado no final de 2016, ou, no mais tardar,  no início de 2017, o que pode se constituir numa desvantagem técnica para a Embraer, considerando o atual cronograma de desenvolvimento do KC-390, cujas primeiras unidades não serão entregues à Força Aérea Brasileira (FAB) antes de 2018.

Alenia Aermacchi C-27J Spartan (Foto - US Coast Guard)
Finmeccanica C-27J Spartan / Foto: US Coast Guard, em caráter ilustrativo
Airbus Defence & Space C295 (Foto - Airbus)
Airbus Defence & Space C295W / Foto: Airbus, em caráter ilustrativo

Avaliado em US$ 3,1 bilhões, o programa FWSAR é um dos mais longos processos de seleção de aeronaves para a RCAF, tendo sido iniciado em 2002. De acordo com o governo canadense, a aquisição pode envolver mais de um modelo de aeronave. A quantidade específica, entretanto, não foi anunciada.

O presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança, Jackson Schneider, acredita que o KC-390 atende e excede aos requisitos da RCAF, sendo ideal para o cenário SAR no Canadá:

• Alta velocidade de cruzeiro e capacidade de voo em baixa velocidade;
• Grande autonomia de voo;
• SAR – capacidade desde o início do conceito do projeto;
• Grande disponibilidade e baixo custo de vida.

Tudo isso associado a uma avançada geração de aviônicos, sensores eletro-óticos/infravermelho e radar, total compatibilidade com sistemas de visão noturna – NVG (Night Vision Goggles) e a capacidade de realizar missões SAR tanto sobre terra como em áreas marítimas.

O avançado sistema de controle de voo “fly-by-wire” torna o controle de voo mais simples permitindo a tripulação focar-se na missão. O espaço interno da cabine permite levar todos os meios necessários e permite uma rápida reconfiguração para que a aeronave opere como evacuação aeromédica.

O KC-390 também tem a vantagem da experiência da Embraer em operar aeronaves comerciais em mais de 50 países, em mais de 85 empresas comerciais, trazendo assim a capacidade de operar em ambientes SAR e militar com elevada disponibilidade.

KC-390 Embraer
KC-390, por ocasião do seu primeiro voo, realizado no dia 03.02.2015, na cidade de Gavião Peixoto, SP / Foto: Embraer, em caráter ilustrativo

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FONTE: Flightglobal

EDIÇÃO: Cavok, com informações da Embraer

30 COMENTÁRIOS

  1. Qto pessimismo, … são modelos diferentes que o Canadá precisa, os dois concorrentes que restaram são de tamanhos menores que o nosso KC-390. E realizam missões diferentes. Logo, sim ! existe a possibilidade ! E que bom que a concorrência saiu do páreo, o que faria o mesmo que o KC-390. A EMBRAER pode viabilizar o projeto KC-390 sem o governo, caso apareça um cliente como o Canadá e adiantar o desenvolvimento, claro !. Tem nome e competência para isso, não foi por acaso que foram lá participar dessa oportunidade. Afinal não compramos o GRIPEN na planta ?

    • Concordo com que existe a possibilidade e realmente compramos o Gripen na planta.

      Agora deixa eu te perguntar, qual o prazo para o Gripen estar operacional? Qual a preocupação da Fab e do Governo em cumprir um prazo? Qual a preocupação do Governo em garantir soberania aérea ao país? Nenhuma. Se demorar 5 anos, ou 10 anos tanto faz, se serão 36 ou se diminuir pra 24 o discurso vai ser o mesmo e vamos engolir a conversa. Veja se o governo se abalou pq não tinham uma aeronave pra transportar o coração do menino que acabou falecendo.

      Agora me fala o aconteceria com o Governo Canadense se eles deixassem de desgastar alguma embarcação ou realizar algum salvamento e alegarem que foi por falta de recursos (aeronaves)? A reação ia ser muito forte, mídia e população iam arrebentar o governo. Claro que lá existem problemas, e em nenhum lugar td é perfeito, mas jamais eles arriscariam algo.

      Torço por essa venda, por essa parceria, mas não compare a falta de compromisso do nosso Governo com o planejamento Canadense.

      Abraco

      • Realmente foi a Suécia que fez um mal negócio, por que fazer negócio com o Gov. do Brasil, só é bom para os pixulequeiros de plantão, quando a galinha ainda esta viva/ainda ninguém foi preso. Mas nesse caso, o negócio é com a EMBRAER.

  2. Se não fossem os atrasos eu poderia dizer que o KC seria um forte concorrente.
    Mas, infelizmente nosso desgoverno não honra com seus compromissos, vamos perder essa, e mais outras que aparecerão!

  3. Muita calma nessa hora. O KC-390 é o que há de mais moderno na categoria, apesar do atraso no desenvolvimento.
    Torcei-vos para que os joseenses levem essa.

  4. A única desvantagem real do KC-390 nessa competição é o desgoverno brasileiro. Estivesse o programa mais avançado, com ao menos dois protótipos e um avião pré-serie em testes, as chances seriam muito grandes. Mas devido ao caos econômico, dificilmente nós teremos KC,-390 quanto mais, o Canadá. E se isso ocorrer, será para depois de 2020.

  5. Não vejo nenhuma dificuldade de, neste momento de atraso no programa KC-390 da FAB, a Embraer e o Governo negociarem o "sequestro" do segundo protótipo do programa para configurá-lo para aparecer nos testes do FWSAR canadense.

    Mesmo sob a forma de protótipo meio cru, o KC-390 se colocaria tão mais a frente dos contendores que seria tentador conceder aos Canadenses o status de co-desenvolvedor da versão SAR da aeronave.

    A Embraer ofereceria uma solução "Taylor Made" para os canadenses em troca de um pequeno atraso…

    Basicamente fazer o mesmo CAÔ que a SAAB nos passou com o Gripen…

    FUNCIONA como sabemos…

    • Se tem coisa que eu aprendi desde que os seus amigos assumiram o poder é que para adequar algo as idéias progressistas nada tem problema ou dificuldade…

      Até agora o que indica a SAAB não passou nenhum CAÔ…é mais um caso de pixuleco diretamente envolvendo o seu Deus de Garanhuns.

      Se o Canadá quer o aparelho já, óbvio que um protótipo do protótipo não é um concorrente sério, por mais avançado que ele seja superior a concorrência.

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