As novas armas JDAM será utilizadas pelos caças F-16 Block 60. (Foto: Shibu)

A Agência de Cooperação de Segurança e Defesa (DSCA) notificou hoje o Congresso dos EUA de uma possível Venda Militar para Países Estrangeiros (FMS) para o Governo do Emirados Árabes Unidos (EAU) de 4.900 kits JDAM e equipamentos associados, peças, treinamento e apoio logístico num custo estimado de US$ 304 milhões.

O Governo dos Emirados Árabes Unidos solicitou uma possível venda de 4.900 kits JDAM, que inclui 304 laser kits GBU-54 JDAM com 304 sensores laser DSU-40, 3.000 kits GBU-38 (V) 1 JDAM, 1.000 kits GBU-31 (V) 1 JDAM, 600 kits GBU-31 (V) 3 JDAM, 3.300 bombas de uso geral BLU-111 de 500 libras, 1.000 bombas de uso geral BLU-117 de 2.000 libras, 600 bombas Hard Target Penetrator (HTP) BLU-109 de 2.000 libras, e quatro bombas inertes BDU-50C, detonadores, integração de armas, munições de treinamento, pessoal, equipamentos de formação e treinamento, peças de reposição e reparação, equipamentos de apoio, engenharia contratante, logística e suporte técnico, e outros elementos relacionados de apoio do programa.

O Governo dos Emirados Árabes Unidos continua sendo uma nação apoiadora anfitriã vital das forças dos EUA estacionadas na Base Aérea de Al Dhafra, desempenhando um papel importante no apoio aos interesses regionais dos EUA, e tem provado ser um parceiro de valor em operações no exterior.

A venda proposta vai melhorar a capacidade dos Emirados Árabes Unidos para atender a atual e futuras ameaças regional. A Força Aérea e Defesa Aérea dos Emirados Árabes Unidos continua operando 60 caças F-16 Block 60. Estas munições adicionais irão garantir a capacidade operacional e ajudará os Emirados Árabes Unidos a se tornar uma das forças aéreas mais capazes na região, servindo assim os interesses dos EUA ao dissuadir a agressão regional.

Estas munições serão utilizadas para complementar o estoque normal de reserva de munições de prontidão de guerra e fornecer munição para os requisitos de treinamento de rotina. Os Emirados Árabes Unidos não terá dificuldade em absorver essas munições na sua força aérea.

A proposta de venda deste equipamento e apoio não vai alterar o equilíbrio militar básico na região.

O empreiteiro principal será a Boeing Company, em Chicago, Illinois, e a Unidade de Munições do Exército de McAlester, em McAlester, Oklahoma. Não são conhecidos acordos de compensação em relação a esta potencial venda.

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16 COMENTÁRIOS

    • Tchê. É iritante ver a imagem do F-16/60 e saber que na banania não pode adquirir nem 12 destes. Mas 50 unidades de F-16 é o minimo do minimo para a F.A.B. – Lineage 1000 não precisa.

  1. Tenho lá minhas dúvidas se essas Jdams vão mesmo para os EAU.

    Deve ser mais ou menos assim: Barack liga pro Brimo Sheik:

    – Salamaleico Farid! Brimo quer usar bomba contra Irã. Tamo se arrumando aqui em casa e até agente ficar pronto posso mandar minhas bomba ai pro teu depósito??

    – Sim negón! Manda tudo aqui pra casa de Farid que tá tudo certa! Brimo fala que vai comprar arma de negón e dai turca loca persa barbuda não suspeita! Turca loca persa barbuda tá querendo arruma Bobrema pra brimo, concorrência, então bamo acaba ca turca loca persa barbuda de uma vez!

    -OK Farid! Vo manda um Mustang modelo novo pra brima em consideração a amizade!

    -Ok negón. Negócio fechada! Brimo adora fazer negócio com Negón esperta!

  2. "…servindo assim os interesses dos EUA ao dissuadir a agressão regional."

    É a ditadura do EAU servindo duplamente aos interesses yankees, de um lado ameaçando o Iran e do outro abastecendo com fartos petro-dólares a industria bélica estadunidense.

  3. Tem hora que o cara tem que ir fazer ioga para não ficar estressado. Na banania nada pode – só enfiar dinheiro na companheirada.. vamos fazer alguma coisa – vamos mandar email para quem manda. Quem manda nesta biroska!!

  4. Preparação para operações na Síria, não contra o Irã.

    O que acontece naquela região é um avanço oportunista da casa de Saud, sunita, contra as lideranças que não rezam pela sua cartilha. Kadafi já caiu, Mubarak (que nunca foi confiável o bastante para a casa de Saud) idem. Agora é a vez de Assad. A Síria é governada por uma minoria Alawita (credo xiita); favorecidos pelo mandato francês sempre foram núcleo da bucrocarcia administrativa. A maioria sunita, apesar de serem sempre cortejados e mimados pela minoria governante, parece não mais se contentar com o que possui: querem o poder.

    O triste é que no Oriente Médio nada é simples: A Síria pode ser uma ditadura de partido único, mas, possui liberdades juridicas e individuais muito mais amplas que em outras nações árabes. Uma mulher síria tem os mesmos direitos que as mulheres ocidentais, podendo dispensar o véu em público, dirigir, votar e ser votada (no partido Baath, claro), estudar até ao nível superior, e divorciar-se entre outras coisas…

    Já na Árabia Saudita…

    Outra coisa que poucos se dão conta: nações que abrigam sobre a mesma banderia, etnias e culturas que não se suportam, que nutrem aversão mútua, necessitam de uma liderança forte para se manterem coesas e funcionais. A Líbia está uma bagunça até hoje. Dia desses um grupo armado invadiu uma aeronave comercial da Tunísia em Trípoli, para procurar membros de uma outra tribo que "estariam fugindo"…

    Só quem não tem um mínimo de informação sobre a região, compra os informes do Departamento de Estado (EUA), na forma de matérias de O Globo, Veja, Folha e Estadão. Não há "primavera árabe" e nem "democracia árabe", apenas manipulação para o deslocamento oportunista de atores regionais que desagradam os EUA e a CE (EU), bem como ao grande aliado destes, a casa de Saud.

    E assim segue a humanidade…

    Por aqui tinha um candidato a Presidente da República, que prometia a empresa Chevron rever o marco nacionalista sobre o Pré-Sal…

    O mundo dá voltas.

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