Aeronave Airbus A380 da Emirates Airlines.

A Emirates Airlines aposentou suas primeiras aeronaves Airbus A380. Os dois superjumbos da frota da companhia aérea estão armazenados no aeroporto de Al Maktoum, onde serão desmontados para fornecer peças de reposição para o restante da frota. Mais aeronaves A380 serão aposentadas nos próximos anos.

A Emirates opera a maior frota A380 do mundo. Embora a Airbus tenha encerrado o programa A380 devido à falta de demanda, a transportadora do Golfo ainda tem 11 superjumbos em sua carteira de pedidos com a fabricante europeia de aeronaves.

Ao levar em consideração os aviões que serão retirados ao longo do tempo, a frota A380 da transportadora baseada no Golfo aumentará para 115 aeronaves no curto prazo, de 110 com as novas entregas.

Depois disso, o número cairá para 90-100 aeronaves em 2025, mas o A380 continuará sendo uma parte importante da frota da Emirates por pelo menos quinze anos”, disse Tim Clark durante uma entrevista ao site FlightGlobal.

A Emirates é a segunda empresa a aposentar o A380 após a Singapore Airlines. A transportadora asiática enviou cinco de seus A380 para Tarbes na França, onde foram demolidos para o mercado de peças de reposição de segunda mão.

Os A380 da SIA tinham apenas dez anos quando foram aposentados. A Emirates não divulgou a idade dos A380s que estão sendo desmontados no aeroporto Al Maktoum. De acordo com dados de frota de código aberto, eles não devem ter mais de onze anos.

Os A380 da Airbus perderam sua popularidade entre as principais operadoras de serviço completo por causa de seu alto custo operacional em comparação com os jatos widebody mais eficientes da nova geração, como o Boeing 787 Dreamliner, o Airbus A350XWB e o próximo Boeing 777X.

Além do alto custo operacional, o A380 não pode ser programado entre os mesmos destinos várias vezes ao dia, o que significa menos vôos, menos flexibilidade de horário.

Chefe da Emirates adverte Airbus e Boeing para melhorar a qualidade das aeronaves

Durante uma entrevista ao site Bloomberg, Tim Clark reclamou de falhas nos novos modelos de aeronaves da Airbus e da Boeing, que estão forçando as companhias aéreas a aterrar os aviões para reparos de emergência.

O chefe da Emirates disse que não aceitará mais a entrega de aeronaves de ambos os fabricantes que não entregam o que promete.

“Isso não vai mais acontecer. Quando estiverem prontos para nos dar o que estão contratados, teremos uma avaliação do número e tipo de aeronave que será usada”, disse Clark.

O alerta de Clark veio depois de uma revisão da frota motivada pela desaceleração da economia global e pela iminente aposentadoria dos A380 da companhia aérea em torno dos quais a Emirates havia ampliado seus negócios.

Anúncios

2 COMENTÁRIOS

  1. Dois rápidos comentários:

    1 – Andei 3 vezes no A-380 da Emirates: talvez o 'charme' de andar nesta aeronave fique restrito a quem andou na classe executiva e/ou primeira classe, pois na classe econômica, ela não tem nada de 'charmosa'. O espaçamento entre as fileiras de poltronas é do mesmo tamanho que os do Boeing 777, o que me surpreendeu pois esperava que fosse maior, dado o fato da aeronave ser maior,

    2 – Uma crítica construtiva em relação ao texto da matéria – apesar de eu não ser professor de português: nos primeiros parágrafos do texto, toma-se conhecimento de uma pessoa chamada Tim Clark. Okay. Mas, o que ela tem a ver com o assunto? Infelizmente só se descobre quase no final da matéria: presidente da companhia aérea. Bastava escrever esse aposto, no mesmo parágrafo em que seu nome fora mencionado pela primeira vez.