Um Airbus A380 da Emirates. (Foto: Victor Pody)

A companhia aérea Emirates, maior usuária do A380, disse que iniciou o planejamento de retirada de toda frota do superjumbo da Airbus até meados de 2030.

Em uma reunião de acionistas no dia 2 de junho, o CEO da Emirates, Tim Clark, explicou seus planos para o futuro da empresa. A parte mais importante deste anúncio diz respeito à retirada gradual da frota do Airbus A380.

Os Emirados transportaram mais de 89 milhões de passageiros no ano passado e possuem uma frota de 254 aeronaves. Mas os últimos anos viram tempos difíceis para a Emirates e outras companhias aéreas do Golfo. A Emirates registrou desaceleração do crescimento e seus menores níveis de lucro em uma década. Eles citam os preços mais baixos do petróleo e a queda da demanda do consumidor como razões.

Mesmo com os A380 em serviço ainda serem novos, a última aeronave a ser entregue prevista para 2021 e a idade média da frota inferior a dez anos, a empresa retirará sua frota de A380 que será substituída pelos novos e mais econômicos Boeing B777-9 (115 encomendados), a maior variante da família B777. A substituição do A380 deve permitir que a operadora se adapte melhor à demanda, tendo mais flexibilidade nas opções de rota disponíveis.

Em fevereiro de 2019, ao mesmo tempo em que reduziu seu pedido no A380, a Emirates anunciou também uma compra diferente. A companhia aérea decidiu adquirir 40 aeronaves A330-900 e 30 aeronaves A350-900 da Airbus, com entregas programadas para começar em 2021.

O que está claro é que a Emirates está interessada em se afastar dos jatos de grande capacidade, como o A380, para aeronaves menores. Esses jatos menores são mais ágeis, economizam combustível e abrem uma série de destinos para a Emirates que não eram viáveis com o uso de A380.

Certamente, o A380 ainda estará em operação dentro da empresa quando a última aeronave for entregue. Mas a principal aeronave da Airbus em breve representará uma frota de menos de 50 aeronaves em comparação com as atuais 109 aeronaves além de 14 encomendadas, que devem chegar nos próximos dois anos.

O A380 entrou em serviço apenas uma geração atrás e provavelmente deve desaparecer na próxima geração.

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3 COMENTÁRIOS

  1. Vida muito curta para um investimento monstruoso, não só para as operadoras, mas principalmente para a Airbus que fez uma aposta alta nessa idéia mais que arriscada.

    • A Airbus até hoje não pagou os custos bilionários que o projeto do A-380 custou.

  2. Acho até meio engraçado esse ódio que o A380 desperta. Pelo jeito até a Emirates, maior usuária, encampou isso. Só falta a própria Airbus fazê-lo. Tá certo que o bicho é feio, desproporcional, mas ainda assim é uma vitória da engenharia. Eu gostaria de ver um A380neo, uma segunda geração. Mas, infelizmente, os quadrimotores realmente foram dizimados pelo mercado.

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