A empresa norte americana ATAC adquiriu 63 jatos de combate Mirage F1. (Foto: Air Team Images)

As duas primeiras aeronaves Mirage F1 da empresa norte americana Airborne Tactical Advantage Company (ATAC) foram entregues recentemente no Centro de Excelência Adversário da empresa (ATAC-ACE) no Aeroporto Fort Worth Alliance, no Texas. Desde então, um fluxo constante da sofisticada aeronave Mirage F1 – 13 até hoje – deve chegar nos EUA com entregas adicionais planejadas ao longo de 2018.

A compra da ATAC dos F1s marca a maior venda global de tais aeronaves para uma empresa privada. A ATAC pretende atualizar a frota de Mirage F1 com aviônicos sofisticados e sistemas de treinamento, a fim de atender aos requisitos de treinamento de homens e mulheres dos serviços dos EUA em futuros contratos de apoio aéreo adversários do Departamento de Defesa dos EUA.

As primeiras aeronaves Mirage F1 da ATAC durante o processo de montagem. (Foto: ATAC)

Em julho de 2017, a ATAC comprou 63 aeronaves da antiga Força Aérea Francesa Mirage F1 do governo da França. Incluído na compra estavam vários milhões de peças de reposição, equipamentos de suporte de solo e mais de 100 motores ATAR 9K50.

A ATAC-ACE começou a operar em fevereiro de 2018 e iniciou os preparativos para manutenção futura, operações e treinamento de pilotos associados à aeronave Mirage F1. A estrutura da ATAC-ACE incluirá um novo hangar de 8.000 metros quadrados, um armazém de 17.000 metros quadrados e várias funções de suporte.

6 COMENTÁRIOS

  1. Interessante: em várias outras transferências de aeronaves de caça (francesas e para forças aéreas), a entrega levou uns dois anos, no mínimo, com direito a revisões obrigatórias pelo fabricante — algo que deve ter sido recusado pela ATAC, que deverá se responsabilizar até por questões que eu deixaria para a Safran…

    Isso me lembrou que o responsável pela manutenção dessa empresa de Red Air é mundialmente elogiado, não põe foto no LinkedIn e restringe bastante sua rede de contatos…

    • A ATAC é da gigante Textron que engloba a
      Bell Helicopter
      Cessna Aircraft
      Beechcraft
      Support Solutions, Electronic Solutions, Unmanned Systems (Hunt Valley, Maryland)
      Advanced Information Solutions (Austin, Texas)
      Geospatial Solutions (Sterling, Virginia)
      Lycoming Engines (Williamsport, Pennsylvania)
      Marine & Land Systems (Slidell, Louisiana)
      TRU Simulation & Training (Goose Creek, South Carolina)
      Weapon & Sensor Systems (Massachusetts): weapons and surveillance
      Textron AirLand Scorpion
      Kautex Textron is a supplier to the automotives line
      Greenlee Textron is an electrical tool company in Rockford, Illinois.
      Jacobsen sells various products used for turf care: maintenance equipment, vehicles, and other products.
      .
      Portanto dinheiro e tecnologia não falta para eles.

      • Isso tudo é igual a ;
        Estes serão os Mirage F-1 mais fodas do planeta em breve !!!

      • Caro WRStrobel,

        Acho que você leu, mas só entendeu um pedaço do que escrevi: claro que a ATAC tem como prover aeronaves estrangeiras, tanto que comprou tudo o que pôde e até uma centena de motores — e inclusive tem um chefe de manutenção que faz voar quase qualquer coisa.

        O que você não entendeu é que, por ter como fazer, os americanos não ficaram sob a imposição de nenhuma condição pelos franceses, como esses exigiriam de um país (!). Até o repasse dos aviões não teve a burocracia habitual.

        Nossos amiguinhos gauleses já deixaram muitos Mirage 2000 serem canibalizados (ou sucateados direto), por não permitirem que esses fossem repassados à Índia — primeiro por não haver um acordo vantajoso de manutenção (1998), e posteriormente para favorecer uma compra do Rafale (portanto, eles não tem dó de caça virando sucata. Os SEM mais novos conservadíssimos, estão se acabando ao relento e assim ficarão).

        E não vendeu alguns poucos desses F1 anos atrás para a Gabão (que os comprou da África do Sul), Equador e Argentina, devido o preço final pesado — além de não conseguirem entubar demoradas e igualmente caras revisões.

        E volto a dizer: mesmo com todas as vantagens, e tendo comprado tudo o que podia, eu não gostaria de mexer nesse Atar sem apoio contratual da Safran (Snecma)…

        Ah, sim: da lista que você apresentou, só a Lycoming se dedica à propulsão.

  2. Que força! Uma empresa com poder aéreo maior que muitos países! Só acontece na ‘américa’! Dá uma certa inveja desse povo!

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