Um dos três helicópteros HAL Dhruv que a Força Aérea do Equador pretende devolver para HAL. (Foto: Sir Hofma / JetPhotos)

Quatro anos após o anúncio da cessação definitiva das operações dos três helicópteros Dhruv que restaram, de um lote de sete adquiridos por US$ 45,2 milhões, o governo equatoriano pretende negociá-los. O acordo comercial será feito com a Hindustan Aeronautics Limited (HAL), a mesma empresa indiana que vendeu a aeronave em 2008.

Quatro helicópteros foram perdidos acidentes, com três mortes de militares, uma disputa legal sobre a quebra de contrato e a investigação do assassinato do General Jorge Gabela que ainda está atribuída às suas queixas sobre supostas irregularidades no processo de compra, marcam a história da aquisição problemática dos Dhruv.

O Ministério da Defesa, em junho passado, esperava ter um relatório de um consultor contratado para conduzir a avaliação de helicópteros números 602, 606 e 607, que estão obsoletos e os nove motores Turbomeca e peças de reposição.

A negociação com a HAL, de acordo com essa referência, seria feita com apoio do estabelecido na regulamentação para a administração, uso, gestão e controle de bens e inventários do setor público.

O artigo 127 deste regulamento prevê que, sob a responsabilidade do Ministro da Defesa, os bens das Forças Armadas vendidos diretamente podem sair do país se forem adquiridos pelo fabricante ou por um governo estrangeiro, sempre autorizado pelo Ministério da Defesa e pelo Presidente da República, através de um decreto executivo.

Para que o preço razoável de três helicópteros – hoje custódia da Força Aérea Equatoriana (FAE) – a peritagem deve considerar o valor atualizado do mercado, o preço de compra, status atual e valor das aeronaves similares no mercado.

O valor da avaliação estabelecida é desconhecido.

O ex-diretor da Inteligência do Exército também lembra que os helicópteros são atualmente objeto de um processo de investigação criminal. “Primeiro, as responsabilidades devem ser determinadas. Por outro lado, dizemos que vamos recuperar o dinheiro, mas estamos vendendo a aeronave para a mesma empresa que nos processou”, questiona.

Para o general Paco Moncayo, ex-chefe do Comando Conjunto das Forças Armadas, é importante estabelecer o que o Estado ganha ou perde com a venda do Dhruv.


Fonte: expreso.ec – Edição: Cavok

Anúncios

7 COMENTÁRIOS

  1. Será que os uruguaios também iriam engolir mais essa "doação"?
    Porque um helicóptero desses, convenhamos, é uma EXCELENTE ARMA…. pra plantar a desgraça nas forças inimigas. Só pode!

    Bom dia a todos!

  2. Mais uma pataquada trágica típica de republiqueta da AL governada por socialistas populistas.
    Além de fazerem uma compra escusa que levou ao assassinato de um general denunciante, escolhem uma tralha fazedora de viúvas desta, com tantos bons fabricantes que fariam o mesmo tipo de negócio para ganhar o contrato, provavelmente influenciados por alguma ideologia anti-ocidente.

  3. É o mais certo num contrato: vender ao fabricante (devolver) a tralha — evita até que algum meliante avente "passar pra frente" esses negócios.

    Mas, algo me lembrou a Ford, uma década e pouco atrás: identificou mais de 70 novas picapes Troller Pantanal com os chassis "podres", com possível trincamento progressivo. Daí, correu, contatou todos os proprietários, comprou todas as disponíveis de volta, rebocou para longe e moeu as bichinhas. Não ficou nem o pó. Resolvido.