2020 promete ser um ano emocionante para os voos espaciais. Empresas e Agências espaciais têm uma série de missões interessantes, desde o retorno de amostras lunares até o estudo do sol, de muito de perto. 

SpaceX e Boeing

A cápsula espacial Crew Dragon da SpaceX e a Starliner da Boeing deverão voar com tripulação, marcando o retorno de astronautas dos EUA por veículos produzidos pela industria norte-americana desde que os Ônibus Espaciais foram retirados de serviço em 2011. As duas naves ainda estão no modo de teste para torná-las mais seguras possível para os Seres Humanos.

A Starliner voou em dezembro de 2019. Embora sem tripulação, a nave decolou para seu grande teste, mas por um erro de cálculo no tempo de queima (que ainda está sob investigação da Boeing) a naveta não conseguiu chegar a órbita da Estação Espacial Internacional e o voo foi abortado em seis dias. Embora o contratempo, o voo não pode ser considerado um fracasso, uma vez que comprovou que os sistemas críticos funcionaram com maestria.

A SpaceX voou com sucesso a sua Crew Dragon em março de 2018, com a nave atracando na Estação Espacial Internacional conforme o planejado. Até o fim da primeira quinzena de janeiro de 2020 haverá um teste de “abortamento em voo”, que visa testar o sistema de ejeção da cápsula e garantir a segurança da tripulação no caso de uma falha durante o lançamento.

O programa Commercial Crew foi recentemente criticado pelo Escritório do Inspetor-Geral da NASA devido aos contínuos atrasos.

Solar Orbiter

A sonda Solar Orbiter – uma missão conjunta da NASA e da Agência Espacial Européia – está programada para decolar da Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, na Flórida, no dia 5 de fevereiro.

Espera-se que a espaçonave chegue a 0,28 unidades astronômicas do sol (uma Unidade Astronômica vale 150 milhões de km, que nada mais é do que a distância entre o sol e a Terra), o que levará a sonda pouco além da órbita de Mercúrio (que em seu periélio é de 0,30UA ou em números brutos o equivalente a 46 milhões de km – NE), para estudar melhor como o sol funciona. Espera-se que a missão dure sete anos.

Mars 2020 e outros

Com Marte a órbita do planeta vermelho chegando ao menor ponto de distância com à Terra em 2020, julho é a janela de lançamento perfeito para quatro incríveis missões planejadas.

No dia 17 de julho, a NASA lançará o tão esperado rover Mars 2020 para explorar possíveis locais onde a vida pode ter existido, enquanto a Agência Espacial Europeia e a Rússia planejam fazer o mesmo com o rover Exo Mars Rosalind Franklin (o nome é uma homenagem ao pioneiro britânico no DNA) no dia 25 de julho.

Os Emirados Árabes Unidos planejam sua primeira missão, a missão Hope Mars, que será lançada pelo Japão. A China também planeja um pouso em Marte, descarregando um pequeno rover. Sua missão será examinar a atmosfera, a paisagem, as características geológicas e magnéticas, o que poderia fornecer pistas sobre a origem e evolução de Marte e do sistema solar.

SSLV da Índia

O primeiro lançamento Small Satellite Launch Vehicle (SSLV – veículo de lançamento para pequenos satélites) irá provar que o parque industrial da Índia é capaz de desenvolver um veículo de lançamento com carga útil para colocar 500 kg na órbita baixa da Terra. Embora a data não tenha sido revelada, tudo indica que o voo será agora em janeiro.

A SpaceX planeja lançar em 2020 outro lote de seus satélites Starlink, que devem fornecer conectividade global em banda larga. O Starlink pode eventualmente compreender até 42.000 veículos individuais circulando a Terra.

A SpaceX disse que os veículos estão equipados com sensores para evitar colisões, mas os observadores (das quais este editor já teve o privilégio de ver) ainda se preocupam com detritos orbitais. A empresa também planeja revestir os satélites com material anti-reflexo para aliviar as preocupações com essa grande constelação que interfere nas observações astronômicas.

Além de Starlink e da Crew Dragon, a SpaceX tem outros dois programas de foguetes em andamento. O Falcon Heavy , o foguete peso pesado da empresa, o foguete mais poderoso em uso hoje em dia, pode lançar uma missão para a Força Aérea dos EUA no final de 2020.

Também é esperado que a SpaceX continue o trabalho de desenvolvimento de seu protótipo Starship Mk 3 para missões no Espaço profundo.

Chang’e 5

A Agência Espacial chinesa deve lançar sua próxima missão lunar, chamada Chang’e 5 em algum momento de 2020. A sonda robótica deverá recolher, decolar e voltar à Terra com amostras do solo lunar.

A sonda irá pousar em Mons Rümker, uma montanha próxima a uma grande área lunar basáltica chamada Oceanus Procellarum. Se o Chang’e-5 for bem-sucedido, será a primeira missão a trazer amostras da lua desde a última missão Apollo em 1972.

X-37B

A Força Aérea dos EUA deve lançar, em 2020, mais uma vez o misterioso avião espacial X-37B. Esta será a 6.ª missão do veículo, que pode permanecer no Espaço por até um ano de cada vez para realizar seu trabalho secreto. Em 2019, uma das duas naves espaciais X-37 da Força Aérea retornou à Terra após ficar 780 dias em órbita, um recorde.

Virgin Galactic

Em 2019, a Virgin Galactic lançou seu primeiro passageiro de teste no Espaço. Em 2020, a empresa deve começar a lançar voos turísticos espaciais com passageiros pagantes a bordo.

Esses voos, potencialmente programados para meados do ano, levarão passageiros a partir do Spaceport America no Novo México, a casa da frota SpaceShipTwo da Virgin Galactic e sua aeronave de transporte WhiteKnightTwo. A Virgin Galactic está oferecendo voos espaciais suborbitais por US$ 250 mil.

Atualmente, a Virgin Galactic possui uma “nave” SpaceShipTwo, o VSS Unity, e um único avião de transporte, o VMS Eve. A empresa está construindo uma segunda nave espacial. Os veículos SpaceShipTwo podem transportar até oito pessoas, dois pilotos e seis passageiros.

Blue Origin

A Blue Origin , empresa espacial privada fundada pelo bilionário da Amazon Jeff Bezos, lançou três voos de sua espaçonave New Shepard em 2019 – mais recentemente em 11 de dezembro – e está a caminho de realizar o voo espacial tripulado em 2020.

A New Shepard consiste em uma cápsula reutilizável, projetada para levar até seis pessoas, ou o peso equivalente em experimentos, ao Espaço suborbital. O foguete lançador é capaz de aterrissar verticalmente, com a cápsula retornando para um pouso em terra, utilizando paraquedas.

Até o momento, a Blue Origin realizou 12 missões New Shepard, com os últimos seis utilizando o mesmo foguete e cápsula. Ariane Cornell, diretora de vendas da companhia, disse que a empresa precisa de mais “dois” voos para estar pronta para missões tripuladas”.

Embora a Blue Origin tenha dito que vai transportar passageiros em viagens suborbitais, não revelou quanto custará um assento.

Virgin Orbit

A Virgin Orbit é uma empresa de lançamento de pequenos satélites que visa colocar cargas úteis em órbita usando o LauncherOne. O foguete é um impulsionador lançado do ar a partir de um Boeing 747 modificado chamado Cosmic Girl.

Em julho de 2019, a Virgin Orbit realizou com sucesso um teste de separação de seu foguete LauncherOn. O primeiro lançamento da Virgin Orbit deve ocorrer a partir do Espaçoporto Mojave, na Califórnia, com a ignição em algum ponto  sobre o Oceano Pacífico.


Com informações de Space.com

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5 COMENTÁRIOS

  1. Uma decada para começar a fazer algo que ja se fazia nos anos 60, e pior se levar em conta que elas iam até a Lua, hoje tem teste pra atracar na orbita terrestre, a Starliner como visto não conseguiu pois segundo o que eu entendi da Boeing, o erro foi em terra, de sincronia ahahah, trocentos sensores e programação e a cápsula não é autonoma, a Boeing ta de parabéns, só barrigada ahah

    Se ta dificil isso imagina a tal estação orbital Lunar, talvez la pra 2300, e os caras me falam de IA pra la e pra cá como se fosse realidade.