A China pode estar perto de realizar algo que nem os Estados Unidos, nem a extinta União Soviética conseguiram: pousar no lado oculto da Lua.

Neste ano de 2018, a China pode surgir como um novo líder mundial na exploração lunar. Se tudo correr de acordo com o plano, a China terá feito algo que nenhuma outra superpotência espacial conseguiu: pousar no lado oposto da lua.

Em 2018, o país lançará a missão Chang’e 4, que é dividida em duas etapas. A primeira será em junho e colocará um satélite numa órbita geoestacionária a cerca de 60.000 km atrás da lua e fornecerá um link de comunicação entre a Terra e o lado distante lunar. Uma vez que este link seja estabelecido, ele permitirá que a China envie a segunda parte da missão: uma sonda que pousará na superfície do lado oposto.

Pousar no lado oposto da lua é algo que as superpotências nunca tentaram. O programa de exploração lunar da China começou em 2007 com a missão Chang’e 1, numa órbita lunar simples. Em 2010, a Chang’e 2 também entrou na órbita lunar antes de partir para uma “caminhada” pelo sistema solar que culminou num sobrevoo sobre o asteroide Toutatis em 2012.

Em 2013 a Chang’e 3, colocou o rover Jade Rabbit na superfície lunar, marcando o primeiro pouso na Lua desde 1976. Até aí, nada que os EUA e a URSS não haviam realizado, mas a Chang’e 4, no entanto, será um feito único.

Ninguém pousou no lado oculto da lua, principalmente por causa da dificuldade de comunicação. No entanto, a recompensa científica é enorme. Estar na sombra da lua permite que os sinais de rádio perdidos da Terra sejam bloqueados, de modo que a visão do Universo por rádio é singular.

Cientistas chineses esperam com isso captar os sinais de um Universo primitivo, antes que houvesse estrelas.

Os astrônomos chamam isso de Idade Escura, porque nada estava emitindo luz. Mas os átomos de hidrogênio estavam gerando ondas de rádio.

Mas não são apenas os chineses que possuem um programa de exploração lunar. A ESA está contribuindo com dois instrumentos significativos para uma plataforma lunar liderada pela Rússia, planejada para 2022. A ESA também está fornecendo o sistema primário de força para a cápsula espacial Orion da NASA, que planeja orbitar a lua em 2019.

Mas é seguro dizer que os planos da China são os mais avançados. Depois de Chang’e 4, eles estão em curso para uma série de outras missões lunares robotizadas, abrindo caminho para uma tentativa de desembarque humano nos próximos 15 anos. A chave para isso é o foguete de Long March 9 , que está em desenvolvimento e deve ser lançado entre 2028-2030. É um gigante que conseguirá colocar na lua um veículo maior que o módulo lunar da Apollo nos anos 1960 e 70.


FONTE: The Guardian

12 COMENTÁRIOS

  1. O lander também vai carregar um experimento biológico, visando gerar um pequeno ecossistema num container.

    O desenho ufanista esta incorreto: a Terra não é iluminada nos polos do jeito que foi apresentado. Se fosse daquele modo, a inclinação do planeta seria de 90 graus, similar a Urano.

    O CZ-9 esta em estudo. Ele poderá ter capacidade de lançamento muito similar ao do Saturn V. Algo como duas toneladas a mais para a Lua, não implicariam em um veiculo assim tão maior que as Apollos.

  2. "..novo líder na exploração lunar" kkkkk. Os chinas devem estar comprando jornais ocidentais também, matéria bem fraquinha voltado pra massas.

    Estão pesquisando e fazendo o mesmo que outros fizeram a quase meio século, legal, tem que aprender o basico para algum dia tentar o complexo, mas é só isso. O lance de pousar um pequeno rover no lado oculto do Lua (em relação a Terra) é irrelevante, o lance das emissões de rádio é tão noia que nem vou comentar, é publicidade de cientista que quer vende o peixe.

  3. Sei que muito do que vou dizer é lugar-comum, mas vamos lá:

    1) Só estamos podendo expressar nossas opiniões, utilizando computadores pequenos e absurdamente velozes para os padrões da década de 1960, dada a miniaturização dos componentes eletrônicos. Dentre outros motivos, esta miniaturização foi imposta pela limitação de carga útil dos foguetes soviéticos e norte-americanos.

    2) Perto de 80% dos lançamentos espaciais soviéticos,no auge da guerra fria, eram associados a projetos militares. O restante poderia ser vinculado a missões visando"aumentar o prestígio nacional", seja lançando cosmonautas em torno da Terra ou um sonda para explorar a Lua ou Vênus. Não duvido que os chineses estejam seguindo a mesma linha.

    3) Pesquisa pura pode parecer "jogar dinheiro fora". Entretanto, o processo que explica o funcionamento de uma lâmpada fluorecente foi descoberto por um obscuro físico teórico. Este processo também é observado em nuvens interestelares.Isto demostra que a leis físicas também valem fora de nosso pequeno mundo. Processos de filtragem de sinais, como os usados para analisar os sinais de detectores de onda gravitacionais, podem também ser usados para analisar dados médicos, facilitando o diagnóstico antecipado de doenças como o câncer.

    Prefiro que meu dinheiro de impostos seja torrado com fontes de luz síncrotron, como o Sírius, ou o VLS do que ele ser usado para dar boa vida para políticos corruptos e egoístas ou para a rolagem da dívida pública com os juros indecentes.

  4. Imagina a decepção dos alienígenas com a humanidade, a primeira coisa que vão conhecer são políticos e funcionários públicos.

    "Como é que vcs chegaram aqui?
    Nós extorquimos a população e usamos o que aprendemos para fazer armas de destruição em massa.