A NASA anunciou a mais recente oportunidade para a indústria de participar de seus esforços de CLPS (Commercial Lunar Payload Services – Serviços de Carga Lunar Comercial) para distribuir cargas úteis de ciência e tecnologia para a Lua e arredores.

O anúncio pede que as empresas expandam os limites da tecnologia atual para apoiar a próxima geração de plataformas lunares que podem carregar cargas pesadas na superfície da Lua, incluindo o Polo Sul, como parte do programa Artemis da Agência Espacial, que marcará o retorno dos EUA à Lua até 2024, preparando o terreno para futuras explorações humanas de Marte.

A NASA antecipa a necessidade de as unidades de pouso lunares de pequeno e médio porte que permita uma variedade de investigações científicas e cargas de demonstração de tecnologia maiores que atenderão aos objetivos da ciência e às metas de exploração humana. Cargas futuras poderiam incluir rovers, fontes de energia, experimentos científicos e tecnologia para serem absorvidos no programa Artemis.

Nossos parceiros comerciais estão nos ajudando a avançar a ciência lunar de uma maneira sem precedentes“, disse Thomas Zurbuchen, administrador associado da NASA para a Diretoria de Missão Científica da Agência. “À medida que possibilitamos oportunidades mais amplas para os provedores comerciais por meio do CLPS, estamos ampliando nossas capacidades para fazer novas medições e desenvolvimento de tecnologia que os cientistas há muito desejam fazer na Lua.

Quaisquer empresas recém selecionadas sob esta chamada se unirão aos nove provedores CLPS já contratados para fornecer serviços para a superfície lunar para apoiar as prioridades de exploração da NASA e usar a Lua como campo de testes para sistemas e tecnologias que permitirão aos humanos explorar Marte. O projeto CLPS se concentra em um rápido retorno à Lua e avança em objetivos científicos e técnicos em muitas frentes, com empresas selecionadas capazes de competir por ordens de entrega.

O programa Artemis integra nossas metas científicas e de exploração humana, e estamos usando nossos parceiros comerciais para ajudar a atingir essas metas com uma abordagem inovadora e econômica“, disse Steven Clarke, vice-administrador associado da NASA para exploração científica. “A capacidade de carregar cargas pesadas na superfície lunar é um serviço que a NASA tem um grande interesse. Estamos ansiosos para propostas inovadoras e possivelmente mais parceiros para avançar o que já começamos com o CLPS.

O orçamento para os contratos CLPS é de US$ 2,6 bilhões, com desempenho até 2028.


Com informações da NASA


NOTA DO EDITOR: Sou um grande entusiasta do Ônibus Espacial. Considero-o uma máquina importantíssima na Exploração Espacial, mas infelizmente, por causa dele, os EUA – principal player na Conquista do Espaço – retrocederam. A cereja do bolo foi a Administração Obama, que desnorteou a NASA de vez! Werner von Braun tinha razão quando justificou sua saída da NASA. O Space Shuttle era um erro. Se a NASA tivesse insistido na proposta de UMA missão lunar por ano, hoje já haveria uma estação permanente na superfície ou órbita da lua e, quem sabe, o sobrevoo tripulado à Marte já teria ocorrido. Agora é aprender a fazer o que eles faziam nos anos 1960!

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6 COMENTÁRIOS

  1. O público em geral perdeu o interesse na exploração espacial. E sem Ibope, sem dinheiro para os projetos. Mas o futuro da humanidade está ali. Da exploração de novos mundos. Espero que a situação mude e voltemos a investir nesse futuro.

  2. A falta de interesse do publico em geral pela exploração de outros mundos é puro reflexo do pífio, se não ausente, ensino científico nas escolas de base. Reflexo de Piaget, Freire e outros emburrecedores em larga escala(vale para os EUA, Europa, Brasil, etc) .

  3. A NASA "pede para que as empresas expandam os limites da tecnologia atual".
    A fórmula que explica porque os EUA estão sempre na vanguarda em diversas áreas.

    Não são institutos e empresas controladas pelo governo e submetidas a burocracias e guerras de egos de manda chuvas, como ocorreu com o programa soviético.
    São várias empresas privadas com liberdade para construírem cada qual novos caminhos e possibilidades.
    São diversas mentes tendo a liberdade de dar vazão às suas criatividades e apresentando uma série de inovações que em grande parte serão aproveitadas em outras áreas, e servirão para alavancar outros avanços.

    Mesmo as empresas que não conseguirem um contrato estarão contribuindo para o progresso da humanidade com avanços valiosos que poderão ser aproveitados em diversas áreas.
    São as características deste povo que os fazem serem assim e terem os tipos de interesses que tem. Investir, inovar, ir além, estar a frente.
    Não estou idolatrando os EUA, apenas apontando um fato.
    Há pessoas com estas características em outros países e muitas delas estão trabalhando lá, porque eles são de longe os maiores impulsionadores de avanços tecnológicos

  4. Público e governos não estão nem ai pra ciência, o que move a roda é grana.

    Não estou falando que eu concordo mas é preciso reconhecer que é complicado para um chefe de estado e congressistas aprovar um missão bilionária que no caso é só gasto e pouco retorno financeiro direto e em seguida eles discutirem verbas para a Saúde, milhares morrendo por falta de remédio e etc…

    • Essa é uma visão estreita de políticos rasos e a grande massa desinformada. O retorno é gigantesco, e não digo no fato de trazer pedras de outros mundos. Os salários de quem trabalha no programa espacial são acima da média. Um mecânico de foguetes tem um salário 5 vezes maior que um de aeronaves. E isso gera riqueza, mas para ter essa riqueza é preciso ter educação de qualidade e educação de qualidade necessita de bons professores e bons professores são formados em boas faculdades e boas universidades são mantidas com a riqueza da sociedade. Esse pensamento, de explicar a sociedade o custo do programa espacial, foi a base do pensamento do Obama que pulverizou a NASA e a levou para o fundo do poço. Centenas de engenheiros deixaram a Agência para ir trabalhar na iniciativa privada, como a SpaceX.

      • Concordo, o programa tem que gerar tecnologias novas e isso puxa muita coisa, quando disse retorno financeiro direto quis dizer que se numa canetada o chefe de estado destina bilhões a missão, esse dinheiro não retorna de forma direta, é tudo a longo prazo e isso queira ou não é dificil explicar a sociedade, foi-se o tempo que os representantes não tinham que dar explicações, hoje a "tia do whatsap" acha que entende do assunto e quer explicação e recebe afinal é um grupo grande dos eleitores.

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