A Espanha pretende começar a desativar seus primeiros F-18 até 2025, e precisa urgente definir a escolha de um novo caça.

A Ministra da Defesa da Espanha, Margarita Robles, transferiu por carta às suas homólogas da França e Alemanha, Florence Parly e Ursula von der Leyen, o firme interesse do governo espanhol em fazer parte do futuro caça europeu do século XXI, mais conhecido como Nova Geração de Sistema de Armas (NGWS) sendo conduzido pela França e Alemanha.

Em sua carta, Robles solicita que a participação espanhola seja formalizada pela assinatura de uma Carta de Intenções (LoI) ou um Memorando de Entendimento (MoU) entre as três partes. O custo de ser um parceiro no programa é estimado em cerca de 25 milhões de euros para os próximos dois anos.

O NGWS pretende ser o caça de quinta geração que substituirá os caças europeus em serviço, como o Eurofighter e o Rafale, a partir de 2040.

Os dois projetos europeus de caças de próxima geração são o NGWS da Airbus e Dassault, e o Tempest da BAE Systems.

Atualmente, dois projetos pretendem ser o caça europeu do século XXI: o programa franco-alemão e o britânico Tempest, ao qual a Holanda e a Itália se juntaram. O Ministério da Defesa está convencido de que ambos os programas acabarão se fundindo, dado o enorme investimento que requer o seu desenvolvimento.

Apesar disso, e com o interesse de participar do projeto desde sua fase inicial, a Espanha decidiu se juntar ao projeto ao lado de Paris e Berlim.

Concepção artística do NGWS da Airbus e Dassault.

O NGWS é concebido como um caça tripulado desenvolvido para operar em conjunto com um enxame de drones que servirão tanto como plataformas de armas quanto sensores avançados. Por sua vez, o NGWS será integrado a uma série de sistemas (Future Combat Air System ou FCAS) que incluirão o drone de altitude média e longo alcance (MALE, no qual a Espanha participa com 23% de participação), bem como satélites ou mísseis de cruzeiro.

Nos próximos anos, e antes de 2025, a Força Aérea da Espanha deve substituir os primeiros 20 caças F-18 fornecidos pelos EUA e posicionados na base de Gando (Ilhas Canárias); e até 2030, os 65 jatos restantes.

11 COMENTÁRIOS

  1. Holanda e Italia se juntaram ao Tempest? Quando? ta esquisito essa informacao. No maximo, fabricantes desses dois paises declararam que tem interesse em participar, mas nao os governos desses paises, algo BEM diferente da noticia, em que a ministra da defesa da Espanah esta solicitando formalmente para entrar no programa franco-alemao, que certamente se tornara o proximo caca europeu tripulado. O Tempest? Se vingar…vai ser o proximo caca britanico tripulado, mas acho que nao vai sair, vao comprar algo dos EUA, se nao for mais F-35, devem se unir ao programa 6th geracao da USAF, hoje chamado de PCA (penetrating counter air). Depois do BREXIT, os paises europeus nao querem saber de cooperar com o Reino Unido…

    • Tem nada de esquisito na matéria! A Holanda e a Itália simplesmente resolveram apostar no projeto britânico assim como a SAAB. E não custa lembrar que a Boeing também manifestou interesse em participar…..

      No mais o programa do Novo caça europeu ainda enfrentará muitas turbulências quer de ordem tecnológica, oriundas da pouquíssima experiência de franceses e alemães em matéria de furtividade, quer de ordem política, essas últimas sempre originárias da tradicional empáfia dos franceses…..

      Por fim, não deixe o fracasso do Rafale na Bélgica ( e as contundentes palavras do Premier local desferidas contra a Dassault) interferir no seu raciocínio.

    • Acho que vc não tem acompanhado a política italiana. Vai uma dica: Matteo Salvini

      Áustria, Polônia, Hungria, Itália e Croácia pra ser sincero.

      Enquanto isso, o nosso amigo Macron tem uns 200.000 coletes amarelos e 400.000 imigrantes ilegais só em Paris. Vou abrir um bolão pra apostar quando ele cai.

  2. A tendência é essa. Europa com o seu projeto.
    E isso é ótimo para todos, menos para o Tio Sam.

    • O F-35 segue vendendo muito bem, com Bélgica encomendando e o Japão aumentando seus pedidos! Enquanto isso o Su-35 não consegue detectar o F-22 na Síria, o Su-57 não vai passar de 12 aviões e a avioneta Xings ling segue sem motores definitivos….

      Aceite Xings!

      • Não repare HMS, ele não entende nada de aviação mas quer participar dos blogs por isso faz esses comentários sem sentido.

    • A Europa sempre teve os próprios projetos e esse avião ainda via ser muito mais caro que o F-35.

      Não faz um comentário que contribua ou se aproveite….

  3. Desde que foi anunciado esse pretenso FCAS, em ABR18, só tenho visto a Aero-ônibus se pronunciando a respeito… Até nos materiais distribuídos à imprensa (notícias), pouquíssimos, desde então, só consta crédito à sociedade franco-alemã (Airbus), nada dos françolas "´puros" (Dassault)…

    Se a Dassault der chiliquinho nesse negócio aí, porém, ela desaparece — não há governo que dê conta…

    Interessante é a Holanda, que não tem mais AQUELA Fokker (essa atual, Fokker Technologies, que hoje pertence ao Grupo GKN — antes pai da Westland –, é um piolho em comparação ao que foi a empresa do fundador Anthony), agora se enfia em dois programas de alta tecnologia — F-35A e Tempest. E a Lockheed Martin gosta desse pessoal do tamanco no F-35: aqueles acordos de manutenção para o Lightning II são bem extensos.

    Detalhe: A Airbus Defence and Space holandesa é fornecedora do F-35A.

  4. Acho que, na sequencia, Alemanha, Espanha e França adotarão o F-35. Digo isso pelo estilo de governos, que no final das contas verão ser mais barato comprar que desenvolver. E também porque 2025 está aí. Os Tornados alemães estarão no pó da rabiola, F-18 Classic defasados e Rafales inviáveis de serem produzidos.E obviamente, esse projeto não sai antes de 2035.

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