Duas aeronaves A-29 Super Tucano do Esquadrão Flecha. (Foto: Helinho Kiyohara)

A sirene toca em um hangar na Base Aérea de Campo Grande. Em poucos minutos, um A-29 Super Tucano, do 3º/3º Grupo de Aviação, conhecido como Esquadrão Flecha, equipado com metralhadoras, decola. A missão é interceptar uma aeronave que está voando sem identificação na região. Após seguir as orientações dos controladores da Defesa Aérea, o A-29 está lado a lado com o avião sem plano de voo. O piloto militar passa instruções para o interceptado e pede para que ele o acompanhe até uma pista, onde autoridades policiais estão prontas para realizar a investigação. Missões assim se repetiram inúmeras vezes nos últimos anos.

Nesta sexta-feira, dia 11 de fevereiro, às 10 horas, os Flechas comemoram sete anos de existência, com uma solenidade militar na Base Aérea de Campo Grande, que contará com a presença de diversas autoridades civis e militares.

Neste período, o Esquadrão Flecha contribuiu para que o tráfego sem controle nesse sensível espaço aéreo diminuísse consideravelmente.

Com uma equipe de alerta 24 horas do dia, em todos os dias do ano, os Flechas são responsáveis por guardar e proteger extenso espaço aéreo, que abrange as fronteiras com o Paraguai e Bolívia, além de ser uma unidade de formação de líderes de esquadrilha de aviação de caça.

O Esquadrão faz parte da família dos “terceiros”, que conta com o 1º/3º GAV, Esquadrão Escorpião, sediado na Base Aérea de Boa Vista, e o 2º/3º GAV, Esquadrão Grifo, instalado na Base Aérea de Porto Velho.

A atuação do Esquadrão Flecha acontece em parceria com outras unidades da Força Aérea. O 2º/6º GAV, sediado na Base Aérea de Anápolis, que opera as modernas aeronaves R-99, equipadas com potente radar que detecta qualquer tipo de voo, a qualquer altitude, num raio de 250 km. Além dele, o Destacamento de Controle do Espaço Aéreo de Jaraguari (DTCEA-JGI), que possui um radar de solo com grande alcance, tem papel decisivo nessa atuação. Essas Unidades auxiliam na interceptação dos tráfegos desconhecidos, orientando o piloto do Esquadrão Flecha.

A Máquina

Um A-29 Super Tucano do Esquadrão Flecha sobrevoa Natal durante a Cruzex IV. (Foto: Helinho Kiyohara)

O A-29 é uma aeronave com DNA genuinamente brasileiro. Construída pela Embraer em São José dos Campos, no interior de São Paulo, é uma evolução do T-27 Tucano.

Com sofisticados de armamentos e equipamentos que permitem sua utilização em missões de interceptação a qualquer hora, inclusive a noite, o A-29 conta com duas metralhadoras calibre 50 instaladas uma em cada asa. Sua turbina, de 1.600 shp, o faz atingir a velocidade máxima de 570 km/h. Além disso, pode voar a altitude de até 10 mil metros e tem um raio de atuação de quase cinco mil quilômetros. Esses números o deixam muito à frente das aeronaves comumente utilizadas em ações ilícitas, ajudando a garantir a superioridade da FAB nos céus do País, principalmente nas regiões de fronteira, mais suscetíveis e esses tipos de voos.

O A-29 conta com uma moderna cabine de voo pressurizada, onde o piloto fica confortavelmente instalado. Além disso, a tecnologia empregada nos sistemas de voo reduz a carga de trabalho a bordo. Isso faz com que a atenção à operação militar seja otimizada. No painel, duas telas coloridas de cristal líquido fornecem informações relativas ao voo e permitem o monitoramento de diversas funções da aeronave. Para tornar ainda mais seguro o voo, esses dados são projetados em uma tela transparente, instalada sobre o painel, na altura dos olhos. Isso faz com que o piloto não precise desviar sua atenção ao espaço exterior.

Fonte: MS Notícias, via NOTIMP

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9 COMENTÁRIOS

  1. É Correr atrás de Teco teco é fácil eu queria ver ele atrás de um MIG 31 ou SU 35,ele só veria estes caças passando pela sua janela e mais nada,há me poupem caça de interceptação? só se for interceptação dos P 51 da 2ª guerra mundial.Me fazem rir,só pode ser piada…

    • Caro amigo, combater MiG-31 e Su-35 de onde só se estiver vindo da mãe russa, estes três esquadrões foram criados para este tipo de missão, patrulha e interceptação de aeronaves clandestinas que invadem o espaço aéreo brasileiro todos os dias e não são poucas não, além poder efetuar missões de COIN, e também levar a presença do Estado a estas regiões. São aeronaves de baixo custo de operação o que viabiliza seu uso ao contrario das onerosas horas operacionais de um caça supersônico. Quanto ao 3º/3º para fazer frente ao Paraguai e Bolívia estes vetores são mais que suficientes. Agora posso até concorda com você no que se diz respeito ao 1º/3º GAV de Boa Vista frente ao Su-30 da Venezuela, mas neste caso o papel do Super Tucano lá se cai igual ao do esquadrão flecha, ai sim FAB deveria colocar lá um 2º esquadrão já com caças supersônicos de preferência os que virão do FX-2.

      Sds.

    • Acho sua visão bastante limitada sobre o que uam interceptação….mas segue o barco….

  2. Excelente artigo..E é muito bom saber que existem brasileiros cuidando do país..

    Parabéns a todos do esquadrão 3º/3º Flecha e a todos os brasileiros..

  3. É parabéns aos pilotos que merecem caças de verdade,quebra galho para mim é pensamento de alguns que não querem realmente a solução para equipamentos de combate.Agora não sou contra,nada deste blog que agora é nosso,adotei como se fosse,meu apoio os editores plenamente,e como somos fãs de caças,ficamos indgnados com a postura de muitos que acham que o Brasil pode ser defendido por sucatas voadoras que eles dizem ser caças tal qual o F gambiarra 5.Aquele trambolho da época que meu pai ainda era criança (ele já faleceu aos 73 anos).E tem gente ainda que pensa que o Brasil não precisa de caça e outros que pensam que podemos esperar até 2020,caças para a FAB já em 2012 se possível.Esperar é deixar a casa sem proteção isso é um suicídio deflagrado.Parabéns ao blog para mim é o melhor do Brasil.

  4. Aqui na minha cidade Tabatinga- AM , precisa de uma base aérea com ST, pois aqui é uma região que faz fronteira com dois países, Temos a presença das três forças armadas, porém aqui a fab só tem um simlples radar, acho muito importante uma base aérea aqui, pois é uma região estratégica, e o emprego de um esquadrão de ST seria muito útil no patrulhamento, e prevenção de aeronaves ilícitas.

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