O atleta de paraquedismo e wingsuit Luigi Cani e a equipe de pilotos da Esquadrilha da Fumaça. (Foto: Sargento Marco Ribeiro / EDA)

Em um projeto original e bastante inusitado, o conhecido atleta de paraquedismo e wingsuit, Luigi Cani, voou ao lado das aeronaves da Esquadrilha da Fumaça, no final do mês de agosto, sobre a pista da Academia da Força Aérea em Pirassununga (SP). A reportagem sobre o projeto será divulgada neste domingo, dia 3 de dezembro, no programa Esporte Espetacular da rede Globo.

A ideia partiu do próprio Cani, no início de 2016, que convidou a Fumaça para realizar esse projeto; após tratativas e um grande planejamento para que a ideia pudesse ser executada com segurança, o projeto foi um sucesso. Foram sete voos da Esquadrilha junto com os saltos para encaixar o momento ideal de voo dos aviões com o paraquedista. “Não é tão simples quanto pensávamos que fosse, pois temos muitas diferenças na dinâmica de voo: o wingsuit e o avião A-29 Super Tucano. Mas com o profissionalismo da Fumaça e a minha persistência, conseguimos documentar momentos próximos em voo, o que nos rendeu imagens incríveis”, destacou Cani.

O Comandante da Esquadrilha da Fumaça, Tenente-Coronel Líbero Onoda Luiz Caldas, ressaltou a importância do projeto. “A oportunidade de voar com um atleta tão reconhecido internacionalmente como o Luigi Cani, na sua categoria wingsuit, é ímpar, pois se trata de um voo nunca feito antes aqui no Brasil. Foi um grande desafio concretizar essa ideia e bastante gratificante para todos nós que fizemos parte deste momento histórico”.

O projeto contou com a participação de vários profissionais: a equipe da Cani.TV, com a presença de três especialistas da área de comunicação visual, que gravou tudo que acontecia do solo; o paraquedista de wingsuit João Tambor, que filmou o voo do Cani; o piloto do avião CESSNA, de onde os paraquedistas saltavam; e o piloto de um ROBINSON R-44 e um profissional de captação de imagens, responsáveis pela produção de vídeos feitos através de uma câmera acoplada ao helicóptero.

A ideia foi realizada durante a semana de 21 a 24 de agosto na AFA. No início do projeto, o voo foi feito com apenas uma aeronave da Fumaça voando ao lado do Luigi Cani, em um salto wingsuit a, aproximadamente, 200 km/h. “Evoluímos progressivamente para quatro aviões e conseguimos concluir nosso objetivo. O voo foi feito comigo no centro e quatro Super Tucanos, dois de cada lado”, explica Cani. “Todo o processo desse projeto foi muito especial e mais um grande sonho realizado. Estou levando experiências que vou guardar pro resto da vida. Espero que o projeto, quando divulgado futuramente por meio das histórias, cumpra nossa missão de inspirar as pessoas, passando uma mensagem positiva, relacionada ao que amamos fazer: o voo. Os pilotos da Fumaça dedicaram a vida para uma carreira profissional, para o sonho de voar, e hoje são referências no que fazem. É um tipo de voo que envolve precisão, é uma verdadeira arte no ar. Então saio daqui honrado, muito feliz e com a sensação de missão cumprida, de um projeto que vai inspirar as pessoas e vai tocá-las de forma positiva”, comentou Cani.

Como parte da filmagem, além do voo wingsuit, Cani também fez um voo com a Esquadrilha da Fumaça, dentro do avião número 6, pilotado pelo Major José de Almeida Pimentel Neto. Emocionado, Cani comentou sobre como foi voar com as sete aeronaves da Fumaça, realizando um display de demonstração. “Voar com a Fumaça foi uma das coisas mais incríveis que eu já fiz na vida. Muito inspirador e, ao mesmo tempo, intimidante. Por mais que você saiba do profissionalismo da Fumaça, dá medo ver os aviões voando tão próximos. Só se você estiver sentado lá que terá como sentir o quanto é sério o voo e a grande dinâmica para que tudo aquilo aconteça. É de perder o fôlego de tão bonito. É uma coisa que gostaria de dividir com as pessoas, pois parecia que eu estava em um filme com as sete aeronaves voando juntas”.


Fonte: EDA

3 COMENTÁRIOS

  1. O EDA depois de um acidente com uma exibição conjunta a muitos anos resolveu que não faria mais este tipo de exibição conjunta.
    Como a memória do brasileiro é curta infelizmente voltaram a fazer exibições conjuntas, até o próximo acidente.
    Uma aeronave civil de acrobacia caiu sobre a pista na AFA, não me lembro se o piloto civil morreu ou teve ferimentos graves, isso foi a mais de 20 anos e por isso o EDA deixou de arriscar com exibições com outras aeronaves de fora do grupo.

  2. O EDA nestes muitos anos ja tem um grande número de pilotos mortos sem participações externas, e dois foram meus colegas de turma, os Pilotos 1º Ten. Av. Garcia e Cap. Av. Gamba, eu sou da opinião que o EDA agrega muito pouco a FAB e tem um alto custo, deveria ser novamente extinto.
    .
    Nome – anos no EDA – data do acidente
    Cypriano da Silva – 1955 a 1956 – 12/12/1956 T-6 em colisão aérea.
    Paulo Cézar Rosa – 1956 – 12/12/1956 T-6 em colisão aérea.
    Durval Pinto Trindade – 1961 – 28/11/1961, T-6 durante colisão em voo, em Florianópolis/SC
    Luiz Edmundo Peixoto Albernaz – 1965 – 30/01/1965, T-6 em colisão com água
    Cezar A. de Castro e Silva – 1969 a 1971 – 09/11/1971, T-6 durante colisão em voo.
    Roberto Fructuoso Dantas de Sá – 1971 – 09/11/1971, T-6 em colisão em voo
    Idegaldo Coutinho BACCI – 1988 a 1989 – 02/11/1989 T-27 em Curitiba após falha no motor durante a decolagem, sendo sua ejeção mal sucedida.
    Ricardo Lucas GARCIA – 1990 a 1991 – 06/02/1991 T-27 durante treinamento em vôo isolado na Área Vermelha AFA.
    Cláudio Gonçalves GAMBA – 1992 a 1995 – 01/05/1995 T-27 durante demonstracão na cidade de Rio Negrinho-SC
    ANDERSON AMARO Fernandes – 2010 – 02/04/2010, T-27 em Lages – SC em colisão com o solo
    Fabricio CARVALHO – 2010 a 2013 – 12/08/2013 A-29 em Pirassununga-SP
    João Igor Silva PIVOVAR – 2013 – 12/08/2013 A-29 em Pirassununga-SP

    • Wrstrobel respeito vc como Fabiano, sou um grande admirador da FAB. Agora desativar o que a FAB tem de melhor? me desculpe mas não concordo, sou apenas um motorista de caminhão incapaz de imaginar os custos no EDA , mas tenho certeza que se é pra economizar deve ter outras áreas na instituição em que dá pra se extinguir. Ex: o grande numero de militares da FAB no Rio De Janeiro.