Aeronave comercial C919 da fabricante chinesa COMAC.

O governo dos EUA está considerando a possibilidade de impedir a General Electric de continuar fornecendo motores para um novo avião de passageiros chinês, segundo pessoas familiarizadas com o assunto, lançando incerteza sobre os esforços da China para entrar no mercado de aviação civil.

A restrição potencial às vendas de motores – possivelmente junto com os limites de outros componentes para aeronaves comerciais chinesas, como os sistemas de controle de voo fabricados pela Honeywell International – é a mais recente jogada na batalha entre as duas maiores economias do mundo em comércio e tecnologia.

Espera-se que a questão surja em uma reunião interagências sobre como limitar estritamente as exportações de tecnologia dos EUA para a China na quinta-feira e em outra reunião com membros do gabinete do presidente Donald Trump, marcada para 28 de fevereiro, disseram fontes.

A Casa Branca e o Departamento de Comércio dos EUA, que emite licenças para essas exportações, se recusaram a comentar, assim como uma porta-voz da GE. Os departamentos de Defesa, Estado, Energia e Tesouraria não responderam aos pedidos de comentários.

Motor LEAP-1C da GE instalado no C919 da COMAC.

Durante anos, os Estados Unidos têm apoiado os negócios das empresas americanas com a indústria de aviação civil da China.

O governo forneceu licenças que permitem que essas empresas vendam motores, sistemas de controle de voo e outros componentes para o primeiro grande avião comercial da China, o COMAC C919. O jato de corpo estreito já participou de voos de teste e deve entrar em serviço no próximo ano. COMAC é um acrônimo para Commercial Aircraft Corp of China Ltd.

Mas o governo Trump está ponderando se deve negar a última solicitação de licença da GE para fornecer o mecanismo CFM LEAP-1C para o C919, disseram pessoas familiarizadas com o assunto, embora a GE tenha recebido licenças para os motores LEAP desde 2014 e tenha sido concedida pela última vez em março 2019.

O mecanismo CFM LEAP é uma joint venture entre a GE e a Safran Aircraft Engines da França. A proposta de interromper as entregas dos motores também foi divulgada no sábado pelo Wall Street Journal.

A Safran não respondeu imediatamente a um pedido de comentário, e funcionários do governo francês não foram encontrados para comentar.


Fonte: Reuters

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4 COMENTÁRIOS

  1. Olhando bem a China e sua base industrial se sustentam como um grande parasita global onde simplesmente se dedicam a copiar as melhores ideias e produtos em cada área. Uns investem bilhões no desenvolvimento de algo e os chineses simplesmente fazem engenharia reversa e passam a produzir cópias que disputam mercado com os originais a preços muito mais baixos. Nesse ritmo em 60 anos só vai ter industria lucrativa na China.

    • Concordo! Tem barrar esses cupins, que tomam os nossos empregos. Se eu fosse presidente dessa bodega, só venderia produtos manufaturados para China. Querem café? Só torrado, moído e empacotado. Querem Minerio de ferro? Só vendemos chapas de aço. Querem soja? Só vendemos o óleo, a torta pronta para alimentar o gado.Compramos produtos da China? Só os de alta tecnologia, que não temos condições de produzir aqui, e a tecnologia tem que ser repassada. Remedios? Temos condições de produzir no Brasil.
      Repatriar todas as industrias brasileiras que estão na China.
      Se todos os países exportadores fizerem o mesmo, a China vai baixar a bola.
      O Brasil perde dólares comprando produtos de péssima qualidade dos Cupins Chineses. Mercado Livre? Só está sendo bom para os Cupins Chineses.

  2. EUA, somos favoráveis ao livre comércio, desde que, não haja concorrência com nossos produtos. Motivo que aumentamos o imposto, este mês, sobre aeronaves Européias (Airbus) de 10% para 15%. Proibimos a Antonov de usar o GE CF6-80 e vamos proibir os Chineses de usar outros motores. Mas, estamos amplamente de acordo e abertos ao o livre comércio mundial. Saudações,