A Turquia negocia a venda de 30 helicópteros T129 com o Paquistão, mas os motores não foram liberados pelos EUA.

Os Estados Unidos (EUA) negaram para Turquia um certificado para exportar os motores de helicópteros LHTEC (Light Helicopter Turbine Engine Company), como parte de um acordo da Turkish Aerospace Industries (TAI) para venda de 30 helicópteros T129 ATAK para o Paquistão.

A TAI deveria produzir 30 helicópteros de ataque T129 ATAK para o Paquistão após um acordo de US$ 1,5 bilhão entre as duas nações em julho, após o término de quatro anos de negociações.

O Departamento de Defesa dos EUA, no entanto, negou à Turquia uma licença de exportação exigida para os motores LHTEC T800-4A, fabricados nos Estados Unidos e destinados a motorizar as aeronaves, informou a RT News na sexta-feira.

“Este não é um assunto tecnológico ou financeiro, mas é puramente político no momento”, disse à RT News, em agosto, um funcionário sênior de compras da Turquia, citado pela RT News.

O Paquistão e a Turquia concordaram em buscar um modelo substituto para os motores, possivelmente da França ou da Polônia. O Hurriyet, da Turquia, relatou na quinta-feira que os motores LHTEC-Rolls Royce foram testados no T129 para atender às demandas paquistanesas em 2016. A TAI espera que possa concluir o contrato em cinco anos, informou o jornal.

Os EUA penalizaram a Turquia pela compra de sistemas de defesa aérea russa S-400 desafiando as advertências de Washington, disse uma importante autoridade de defesa turca à agência de notícias russa TASS durante a exposição de armas IDEAS 2018 realizada nesta semana em Karachi, Paquistão.

22 COMENTÁRIOS

  1. Boa tarde a todos Senhores!

    Pois é…dureza depender de outros em seus projetos. Este é o risco de não se independente. Se até a França já foi "tesourada" em vendas por o Rafale ter componentes americanos, até parece que a Turquia (barraqueira na opinião dos EUA) não seria barrada de vender essa quantidade de HA expressivo ao Paquistão.

    Penso que o motivo maior é a concorrência que o ATAK pode ser em relação ao APACHE (este último muito mais capaz, mas quem tem limitação orçamentária o ATAK é a chave.) O componente político do Paquistão pode ser outro fator, mas em minha opinião não foi o principal, do contrario as empresas americana não venderiam milhões de US$ para eles em serviços e equipamentos.

    CM

    CM

    • CMoreno, o equipamento frances que foi barrado por ter componente americano foi o missil de cruzeiro SCALP e nao o Rafale, que inclusive ja foi entregue ao Egito. A soulcao francesa sera desenvolver o componente eles mesmos, o que vai levar alguns anos (se nao me engano por volta de 3). A Turquia e o Paquistao terao que enontrar um motor alternativo sem componentes americanos (possivelmente frances), mas nao seria impossivel, apenas sera caro e demorado. Com relacao ao motivo politico, a treta dos EUA eh com a Turquia e nao com o Paquistao que por sinal opera helicopteros de ataque Cobra e cacas F-16 de origem americana.
      Abracos

      • Pessoalmente até fico contente com a "sanção" imposta a França pelos EUA, no fundo, so fortalece mais o dito país e o próprio cliente assim como a indústria envolvida. Só torna o míssil mais independente resolvendo problemas de barramentos futuros.

  2. Deve rolar motor francês..
    Edorgan vai "berrar" de novo, possivelmente nos próximos dias sairá também o resultado do congresso americano sobre F 35 Turco, já que à algumas semanas foi entregue o relatório do Pentágono …

  3. Bloquearam…ok. Aí os turcos vão lá e se entendem com os paquistaneses para substituírem o motor. FIM. Eles saem com o acordo e os americanos ficam sem nada. Ideologia no trato das relações internacionais dá nisso. Parabéns aos envolvidos.

    • Ideologia? Por parte dos EUA? Parece que você não tem noção do uso do termo e do contexto. Hoje em dia só quem age por ideologia são muslins fanáticos. Isto aí é mais uma ferramenta para pressionar Erdogangster em relação ao S-400.

      • Erdogan é o novo Sadan Hussein, os americanos foram amiguinhos ocultando as violações de direitos deste até não conseguirem o que querem aí ficam "muito preocupados" com as pessoas desse país. Quanto a "ideologia" me refiro ao tratamento dado pelos americanos a países de maioria muçulmana, e que piorou muito nesse governo deles e que isso é um erro estratégico gravíssimo, porém, eu sou brasileiro e por mim tudo bem, o Brasil poderia preencher essas lacunas de mercado caso tivesse visão política (o que acredite se quiser, irá piorar no próximo ano).

  4. Turquia e Paquistão, credo duas merdas de nações…
    Mal sabe o contribuinte americano que muito do seu dinheiro foi dado para esses países pelos seus governantes de merda que dentre outros chamavam terroristas de moderados.

  5. Pagando bem, a francesada improvisa uma bela gambiarra.

    Num caso mais complicado, os suecos/britânicos prometiam aos quatro cantos do mundo, na época da Gripen International, motorizar os então JAS-39C/D exportáveis com o Snecma M-88 ou até o EJ-200 — caso os EUA xaropassem as vendas do jatinho nos mercados que disputava (só pelo motor? E o resto dos componentes by EUA?).

    NUNCA gastaram um centavo para testar tais promessas de substituir o GE, pois tinham a esperança de ver o país comprador/otár… digo, momentaneamente desafortunado, assumindo os custos de refazer o avião, com um motor com tamanho, peso, potência e regimes diferentes (software? Não precisa pensar nisso agora). Muito "fácil". Mas calcados no quê? Nos franceses, afinal. Até eu acredito nesses narigudos para motorização de aviões e helicópteros, e não lembro muito daqueles casos do Caracal off-shore…

    Para helicópteros, o caso dos russos é diferente: eles podem substituir os propulsores da Motor-Sich em helicópteros porque dominam todo o processo de produção e integração, e é capaz de ficar até melhor, embora nos últimos tempos não tenham demonstrado grandes avanços em potência/consumo na área.

    Não vejo turco nenhum fazendo isso sozinho no ATAK, sem (por o cliente para) molhar a mãozinha dos croissants — e só deles, nada de poloneses.

  6. Estão destruindo uma parceria comercial, tecnológica e militar de décadas!

    Já imaginaram os custos envolvidos na certificação de um novo motor? O tempo?

    Acredito que o Departamento de Estado tenha feito essa movimentação como um aviso. Inúmeras empresas participam no consórcio do F-35; os Seahawk; uma nova classe de fragatas; programa de blindados; etc. A Turquia, em sua modernização militar, ainda depende muito de equipamento e tecnologia norte-americana. Ambos perderão bilhões de dólares. A questão é quem aguenta melhor o prejuízo.

  7. Vale aquela máxima: manda quem pode, obedece quem tem juízo! Creio que realmente o que está em jogo é a vulnerabilidade do F-35. Os EUA farão de tudo para q os turcos não comprem o S-400. Ficaria muito ruim para um projeto de mais de trilhão de dólares como o é o F-35 , tendo a possibilidade de ser só mais um caça diante dos S-400.

  8. Quem perde com isso é a fábrica maldita LHTEC, uma parceria da Rolls-Royce e Honeywell.
    Esta fábrica foi desenvolvida para fabricar mais de 600 motores para o RAH-66 Comanche , mas depois de pronta o helicoptero foi cancelado e venderam poucos motores para os AgustaWestland Super Lynx e AW159 Wildcat.
    Agora quando aparecem algumas vendas os americanos vetam….