O jornal norte-americano US News publicou que Washington reprendeu o chefe da Força Aérea do Paquistão por usar indevidamente os caças F-16 contra a Índia.

Andrea Thompson, então subsecretária de Estado para Controle de Armas e Assuntos de Segurança Internacional, escreveu uma carta ao chefe da Força Aérea do Paquistão, Marechal-do-Ar Mujahid Anwar Khan, em agosto, sobre o assunto.

Embora a carta escrita não tenha mencionado diretamente os incidentes logo após os ataques aéreos a Balakot no dia 26 de fevereiro, o US News citou uma fonte dizendo que a comunicação serviu como uma uma resposta direta às preocupações dos EUA sobre o uso do F-16 sobre a Caxemira em fevereiro.

Embora entendamos que esses movimentos de aeronaves foram feitos em apoio aos objetivos de defesa nacional, os EUA considera a realocação de aeronaves para bases não autorizadas pelo governo norte-americano, preocupantes e inconsistentes com a Carta de oferta e aceitação do F-16“, teria escrito Thompson em sua carta.

No dia 14 de fevereiro um homem-bomba do grupo terrorista Jaish-e-Mohammed (JeM), sediado no Paquistão, matou 40 funcionários indianos em Jammu e no distrito de Pulwama, na Caxemira.

Como resposta, a Índia lançou uma operação de combate ao terrorismo contra um campo de treinamento do JeM em Balakot na noite de 26 de fevereiro. No dia seguinte, a Força Aérea do Paquistão retaliou e derrubou um MiG-21 em um combate aéreo e capturou o piloto, Comandante Abhinanadan Varthaman, que mais tarde foi libertado. A IAF (Indian Air Force) havia dito que durante o combate aéreo em 27 de fevereiro, um de seus MiG-21 Bison abateu um F-16, algo que até hoje carece de provas por parte da IAF.

Tais ações podem sujeitar as tecnologias sensíveis de propriedade intelectual dos EUA a desvio ou acesso por terceiros e prejudicar nossas plataformas e infraestruturas de segurança compartilhadas“, alertou Thompson, que agora deixou o governo.

O Departamento de Estado e a Embaixada do Paquistão se recusaram a comentar a carta. Segundo o US News, em sua carta, Thompson levantou preocupações sobre o acesso americano às bases e aos equipamentos fabricados nos EUA lá.


Com informações do jornal The Economic Times


NOTA DO EDITOR: FMS é isso aí. Assinou, deu a Alma!

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12 COMENTÁRIOS

    • A saída seria França, Rússia ou China.
      A França não é parceiro confiável, pois se houver qualquer inconveniente vindo de um parceiro, como a Índia é, cessa suporte a ainda passa códigos aos inimigos. E Rússia tem aquele pós vendas sensacional, além da qualidade de alguns sistemas deixarem a desejar – o que poderia ser substituído por similares israelenses, mas no caso do Paquistão isso não é possível também.
      Sobra a parceria com a China que frutificou um caça local com desempenho bastante surpreendente (FC-1) e tende a ter o J-10 na versão definitiva C como caça de primeira linha.
      E os F-16 muitas vezes provaram sua força com os paquistaneses – não somente indianos, mas russos durante o conflito no Afeganistão puderam atestar – como vetor de defesa é formidável.

  1. Quer se livrar de parte das limitações do FMS pague compre pelo preço de mercado, assim você vai se livrar de parte das exigências. Quer se livrar de todas limitações ou compre de um fabricante de outro país, mas terá as limitações que o outro pais pode impor, ou fabrique o seu de forma independente ou entre um algum projeto em conjunto.

  2. E ainda tem foristas que defendem ardorosamente a aquisição de caças norte-americanos. Você compra e paga, mas no pacote vem um sem número de limitações e exigências quanto ao emprego destas plataformas, tal como "… a realocação de aeronaves para bases não autorizadas pelo governo norte-americano …". Ou seja, o caça é teu "pero no mucho".

    • Esse é o preço e o norte-americano põe na mesa: Quer pagar "x", as condições são essas. Quer pagar "y", as condições são essas. É do jogo e compra quem quer.

      Só existe uma forma de não depender de ninguém, é fazer como a França e a Rússia: desenvolver seus próprios produtos.

      FMS é a melhor maneira de adquirir produtos made in USA, mas tem que jogar o jogo deles.

      Na prática essa cartinha da Casa Branca é mais para agradar aos indianos.

  3. Que vergonha pra um país comprar um caça e depender da autorização de outro país para usar. Paquistão faz mais do que certo em se bandear para o lado da China, tem mais segurança do que ficar na orbita de Washington.

  4. E qual a novidade disso? Nossos militares, só para dar um exemplo bem próximo, sabem disso há décadas e já quase passaram por situação idêntica, o uso de um destróier na então chamada "Guerra da Lagosta". Os americanos, historicamente, são "bons aliados" até a letra B e ponto final.