O novo porta-aviões francês possivelmente adotará o uso do novo caça sendo desenvolvido juntamente com a Alemanha, o SCAF.

A Marinha Francesa anunciou que substituirá o porta-aviões nuclear Charles de Gaulle quando chegar ao fim de sua vida útil na década de 2030. Na Exposição Euronaval em Paris, a Ministra das Forças Armadas, Florence Parly, afirmou que o governo ordenou um estudo de 18 meses para determinar a arquitetura de um ou mais novos porta-aviões que assumirão o lugar do atual navio de guerra francês.

O Charles de Gaulle é o único porta-aviões da França. Recentemente, concluiu testes no mar após uma grande reforma de 18 meses e está programada para retornar ao serviço em 2019. Ele foi lançada originalmente em 7 de maio de 1994, mas testes no mar logo revelaram problemas com os dois reatores de água pressurizada K15 de 150 MW e um de suas hélices quebrou, resultando em um reboque embaraçoso de volta ao porto.

No entanto, apesar do conserto do reator em andamento e de outros problemas, o De Gaulle entrou em serviço ativo em 2001, na esteira do ataque de 11 de setembro em Nova York. Apoiou as operações de coalizão no Afeganistão do Oceano Índico. Em seguida, ele forneceu patrulhas aéreas de combate à Marinha dos EUA durante a Crise Índia-Paquistão em 2002, participou de várias operações da OTAN, ajudou a reforçar a zona de exclusão aérea sobre a Líbia e estava em ação contra o ISIS em 2015.

O atual porta-aviões Charles de Gaulle.

Embora o De Gaulle tenha acabado de ser reformado em setembro, o governo francês já tomou a decisão de substituí-lo, pois levará mais de uma década para concluir o projeto e a construção. No momento, Parly enfatiza que nada foi decidido além da necessidade de encontrar um substituto. Quantos navios serão necessários e se eles terão propulsão nuclear ou optarão pelo motor convencional usado pelo HMS Queen Elizabeth, da Marinha Real, ainda não foi determinada.

“O primeiro passo, que está sendo lançado neste momento, é a fase de estudo, na qual nos reunimos para determinar o que queremos e como queremos para nossos futuros porta-aviões”, disse Parly. O estudo irá determinar o contexto em que irá evoluir o futuro porta-aviões da Marinha: quais serão as ameaças em 2040? Quais serão as missões deste futuro porta-aviões?

Os estudos também determinarão algumas das características técnicas da embarcação. O porta-aviões da nova geração terá que ser capaz de acomodar o futuro sistema de combate aéreo (SCAF) a ser desenvolvido com a Alemanha. A França também estará interessada em novas tecnologias disponíveis, como catapultas eletromagnéticas.

Os estudos serão concluídos em 2020. O ministério de defesa apresentará então opções à presidência da república para o lançamento da fase de projeto do porta-aviões de nova geração.

A exposição Euronaval acontece de 23 a 26 de outubro.

24 COMENTÁRIOS

  1. Bem de acordo com a empáfia francesa será nuclear ou seja, caro de operar para uma potência média como eles. E ainda terão de pedir a bênção ao Tio Sam para conseguirem as EMALS

    • Que imagem essa primeira hein? Um caça de 6a geração e um UCAV decolando juntos de um PA nuclear com EMALS ? Chorem de inveja súditos da rainha ! hauhauhau
      Vão ter que se virar com PA convencional e porta VTOL (baixa carga de armamentos + menor alcance), sem possibilidade de um AWACS de verdade, por muito tempo ainda…uns 50 anos…
      Não que como brasileiro eu não fique com inveja também…mas o Brasil não é rival da França, nossos rivais estçao piores que nos…

      • Inveja de uma imagem? Um projeto de NAe que nem foi rabiscado em papel ainda e uma projeção futuristica de um caça sobre o qual nem começaram os estudos iniciais? Serão de 20 a 25 anos para estas coisas sairem do papel e durante todo este tempo o UK estará a frente da França com um NAe incomparavelmente mais capaz que o problemático De Gaule e com os F-35. E quando a França tiver algo que se equipare a eles, o UK estará com o Tempest. Hauhauhau, tente outra que esta foi longe da trave.

        • o Tempest pode nem sair, por enquanto é apenas um estudo. E a única vantagem dos NAes ingleses em comparação com o CdG é que são dois.

          • O Tempest tem o apoio do governo britânico, o envolvimento da indústria local (BAe Systems, Rolls Royce, Leonardo UK) e parceiros interessados (Boeing, SAAB e o governo japonês). Sem falar é claro na maior expertise britânica em furtividade.

            Enquanto isso a Dassault tem apenas uma maquete e a Airbus um desenho. Quanta diferença não é!?

            E enquanto a Royal Navy terá sempre um NAe à disposição em muitos períodos os franceses terão de pegar carona nos CVNs da USN. Chato né!?

    • É né, são os franceses que estão com empáfia, não é mesmo?!?! rsrsrs

      É cada um……….

  2. Desde ja adianto que entendo muito pouco sobre marinha, não sou nem entusiasta..
    Tenho impressão que os NAe franceses ficam muito tempo em reforma e que elas são frequentes, em comparação eu não vejo essa frequencia em NAe americano, mas pode ser que eu esteja enganado, como disse não manjo de marinha.

    Quando essa porquera francesa der baixa com certeza os véio e viúvas da MB vão cogitar essa banheira na "Marinha de Guerra" ahaha

    • voce esta enganado mesmo. os NAes americanos ficam anos em reparo (ate mais tempo que o CdG) mas como eles possuem muitos isso nao aparece. A França só tem um e o Reino Unido, nenhum ainda (operacional).

  3. Começando a torcer os dedos para que jamais tenhamos outro governo de ‘cumpanheros’ querendo transformar a banãnia em ‘putenfia sulamericana’ usando sucata francesa.

  4. Galileu,

    Os reatores nucleares do PA Charles de Gaulle precisam ser recarregadas a cada 7 anos. Os grandes CVN da Classe 'Nimitz' precisam de reabastecimento a cada 25 anos.

    Assim, sua percepção de que o navio-aeródromo francês faz mais "paradas" que seus congêneres americanos é verdadeira.

    Tanto franceses, quanto americanos aproveitam esse reabastecimento dos reatores para realizar o PMG (Período de Manutenção Geral) e o PMM (Período de Modernização de Meio).

    Apesar de trocas de combustível mais frequente que a dos americanos, o navio-aeródromo francês fica 7 anos sem reabastecer, enquanto os CVF da Classe Queen Elizabeth, dependendo da velocidade em que estiver navegando, terá de ser abastecido a cada 30 ou 45 dias. A diferença é gigantesca.

    Quanto ao combustível para as aeronaves, o reabastecimento dependerá do número de aeronaves embarcadas e o número de missões realizadas. Em média, os navios-aeródromo de EUA, França e Reino Unido precisam de reabastecimento com combustível para aeronaves a cada 30 dias.

    • Belo texto. Ja li uma analise que os franceses preferem o nuclear porque se for calculado o gasto com combustivel pela vida do navio (por volta de 40 anos) o nuclear fica mais barato. O problema é que é mais caro para construir (investimento inicial) mas se tiverem verba, a decisão é pelo nuclear. Além disso, os novos reatores franceses que serão usados na classe Suffren serão reabastecidos em intervalos maiores (preciso checar isso).
      Abraços!

  5. Dificilmente a França iria repassar um navio com propulsão nuclear para o Brasil ou qualquer outro país. Não sei nem se a legislação francesa permite isso.

    • Não me lembro de nenhum negócio com embarcação de propulsão nuclear além do submarino russo alugado aos indianos.

      O apoio francês no submarino brasileiro inclui tudo, exceto a propulsão. Um projeto bilionário e eles não cruzaram essa linha. Dificilmente fariam isso na venda de um navio usado.

      • Nada contra aos franceses, mas para países capitalistas o deus idolatrado é o "deus Benjamin": Benjamin Franklin, na nota de 100 dólares, fazendo uma alusão de que o dinheiro – dólares – compra tudo. Ou seja, pagando bem, que mal tem? Ainda mais se for uma nação que tenha as bençãos do Tio Sam e gaste muito dinheiro com armas. Quem sabe – não sou contra nem a favor de um ou de outro – o Bolsonaro seja o próximo presidente e, sendo ex-militar, queira levantar as forças armadas, reequipando-as e ai, uma coisa chama outra e, França "oferecendo" e o Brasil pagando, pode dar negócio. Dinheiro compra tudo (ou então, usa aquele cartão de crédito). Para mim, já tinha soada bem estranho a compra do Atlântico por um preço inferior até da última reforma (se não me engano) e várias doações de blindados (obuses e carregadores) para o Exército (e isso não foi com a quadrilha do "cumpanheiro", foi com o líder da outra quadrilha).

        • Tecnologia nuclear no campo militar é sensível demais para ser repassada a terceiros por qualquer dinheiro no mundo. Os franceses investiram muito em P&D no CDG para revenderem o mesmo a um país periférico, repleto de fragilidades políticas e sociais e com diplomacia capenga.

  6. A questão francesa vai muito além de tudo isso que foi dito aqui. É um país que tem uma parcela importante de seu PIB na venda de armas. Portanto, o CDG, sua tecnologia, os Rafales N, a França ao mar… é mídia e vitrine para toda uma indústria e empregos (com ciência aplicada para todo o povo). Ademais, não temos objetivos além mar. Uma boa distribuição de Gripens por bases costeiras resolve. Importa mais submarinos nucleares. Isso por si só, já é um grande fator dissuasório para NAEs se aproximarem de nossa costa. Precisamos de uma frota que proteja nossa costa de pesqueiros ilegais e a sua nossas plataformas de petróleo em segundo plano. Não temos inimigos potenciais e nem grana para isso como uma prioridade. Mas se for investir nisso, que se pense em vender para terceiros e alavancar nossa indústria bélica e gerar divisas e postos de trabalho. Por fim, acho que nosso foco tem que ser nas fronteiras secas e rios de fronteiras.

  7. Quem opera um caça com um radar maravilhoso que é o APG-81, não precisa de AWACS.
    O F-35 seria o AWACS.

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