af-1 (Cees-Jan van der Ende)
Marinha do Brasil, AF-1 Skyhawk / Foto: Cees-Jan van der Ende

Não, a Marinha do Brasil (MB) não tem a intenção de abandonar o Programa de Modernização das Aeronaves AF-1/1A (A-4KU Skyhawk), nem tampouco não houve qualquer oferta direcionada à MB, relativa aos Super Etendard Modernizados da Marinha Nacional da França.

A tese de que a MB poderia estar insatisfeita com a modernização dos Skyhawk, realizada pela Embraer, foi apresentada através de um artigo de autoria do jornalista Roberto Lopes, veiculado na coluna INSIDER do site Plano Brasil. Ainda de acordo com o referido jornalista, a Embraer e suas associadas estariam enfrentado dificuldades para modernizar as aeronaves, razão pela qual alguns oficiais da MB supostamente defendiam a tese de que era melhor abandonar a reforma dos AF-1 (A-4KU Skyhawk) e adquirir algumas unidades dos Super Étendard (SEM) que a França estaria disponibilizando. 

Considerando ser este um assunto de grande interesse na esfera da Defesa nacional, o Cavok solicitou à Marinha do Brasil um posicionamento geral quanto a esse processo. Segue abaixo a íntegra da resposta que obtivemos da corporação:


Senhor jornalista,

Em atenção a sua solicitação, participo a Vossa Senhoria os seguintes esclarecimentos:

A Marinha do Brasil (MB) não tem a intenção de abandonar o Programa de Modernização das Aeronaves AF-1/1A e, até a presente data, não houve qualquer oferta direcionada à MB, relativa aos Super Etendard Modernizados da Marinha Nacional da França.

O contrato de modernização das aeronaves AF-1/1A assinado em abril de 2009 entre a União, por intermédio da Diretoria de Aeronáutica da Marinha, e a Empresa Brasileira de Aeronáutica S.A – EMBRAER, prevê o desenvolvimento e a incorporação da modernização de doze aeronaves AF-1/1A (SKYHAWK A-4), sendo nove aeronaves AF-1 (mono-posto) e três aeronaves AF-1A (bi-posto).

Este Programa de Modernização representa um grande salto de qualidade da aviação naval brasileira. Os equipamentos que estão sendo instalados representam o estado da arte em termos de aviônica e sensores. As capacidades incorporadas ao avião têm se demonstrado promissoras, no que diz respeito ao incremento da capacidade operacional da aeronave. A nova configuração da aeronave modernizada é aberta e permite a integração com diversos armamentos e sistemas, por se tratar de uma plataforma digitalizada. Seu software operacional foi inteiramente desenvolvido pela Embraer e poderá receber as atualizações que forem necessárias para futuras mudanças de configuração.

O Programa encontra-se em uma fase avançada, tendo cumprido praticamente por completo a etapa de desenvolvimento pela Embraer, tendo requerido um grande esforço da engenharia da empresa para adequar os novos equipamentos a uma plataforma já existente (desafios de arquitetura de aviônica, integração de armamentos e expansão das capacidades operacionais, entre outros). Em termos de custos, é na etapa de desenvolvimento que se encontram as maiores parcelas de investimento. Atualmente, o Programa encontra-se na fase de realização dos últimos voos de ensaio e de montagem dos aviões em Gavião Peixoto-SP, com previsão de entrega de mais duas aeronaves modernizadas ao Esquadrão VF-1, em 2016.

As dificuldades enfrentadas pela Embraer são decorrentes da complexidade do projeto e consideradas normais e inerentes a qualquer projeto de modernização de aeronaves de combate militares de alto desempenho. Face à atual conjuntura, há a possibilidade de redução do ritmo dos trabalhos, sem, no entanto, provocar interrupção ou descontinuidade no processo produtivo.

A aeronave AF-1 modernizada foi concebida para treinar e capacitar os pilotos da MB em um caça equipado com radar Multi Alvos / Multi Modos, RWR, HOTAS, Sistema de Armamento Integrado, Glass Cockpit, e ainda provisão para Data-Link.Apesar de serem aeronaves subsônicas, são dotadas de um radar que as capacitam a realizar operações aéreas em ambiente BVR (beyond visual range) e de um sistema de armas com capacidade para receber novos armamentos que poderão ser integrados através de atualizações de software e adaptações na aeronave. O sistema para lançamento de bombas foi aprimorado pela Embraer e é comparável ao dos Super-Tucano e A1-M, da Força Aérea Brasileira. Os aviões modernizados são totalmente compatíveis com as operações aéreas no Navio Aeródromo “São Paulo”. Quanto à questão logística (aquisição de sobressalentes e manutenção de motores), a MB tem conseguido superar as dificuldades, principalmente por se tratar de uma aeronave com uma história de sucesso, tendo operado em mais de dez países e atingido a marca de 2.960 aviões construídos, sendo empregada atualmente em três países (Argentina, Brasil e EUA).

 Atenciosamente,

FLÁVIO AUGUSTO VIANA ROCHA
Contra-Almirante
Diretor
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EDIÇÃO: Cavok

NOTA DO EDITOR¹: Aproveitamos a oportunidade para agradecer à Marinha do Brasil, nas pessoas do Capitão-de-Corveta Henrique Afonso Lima e do Contra-Almirante Flávio Augusto Viana Rocha, pela resposta que nos foi enviada.

NOTA DO EDITOR²: Considerar como NOTA DO EDITOR os três primeiros parágrafos do texto acima (em itálico), antes do início da resposta da MB.

NOTA DO EDITOR³: Fica mais uma vez evidente que alguns sites, juntamente com seus editores, agem de forma completamente irresponsável e sensacionalista, apresentando factoides ao público, incitando a uma percepção equivocada dos fatos e gerando discussões infundadas em torno de assuntos que merecem ser tratados com total seriedade. Mais ainda, fica mais uma vez evidente completa falta de decoro, ética, respeito e profissionalismo no trato com a informação, com as as instituições e corporações associadas ao evento, e acima de tudo à opinião pública. O Cavok repudia tais práticas.

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115 COMENTÁRIOS

      • Tem um soldado ferido que foi lá aviação inimiga as mágoas…mimimimi…

        • Não sabe ele que uma vez o Allahu Akbar dado, só lhe resta chorar mesmo. O PauloR que permaneça no PB, junto com seus iguais.

          • Eu achei aquilo no mínimo ridículo.
            O vivente reclama que o Cavok desmente mais uma mentira jornalistica, mas não reclama do certo editor de lá que fica publicando matéria sem fundo de informação.

            Como o Gio disse, mimimimi…

            • Pois é…. e como eu não sou obrigado, o vivente recebeu um Allahu Akbar!

              • Boca fechada não entra mosquito, diz o velho deitado.

                Já fico feliz em ler ótimas matérias.

            • Ufric , tenha dó de mim , indique-me onde esse vivente escrotou tais dizeres.

                • Sem querer me delongar mais e ocupar seu precioso tempo , deixo aqui a "defesa" espontânea
                  que faço pelo Cavok . Vamos ver se aprovam o comentário.

                • Deivide,

                  Nós somos um espaço aberto, e você talvez saiba disso melhor do que a grande maioria das pessoas, haja vista soube fazer seu espaço de forma cativante, respeitosa, e acima de tudo criativa. Você sempre se posicionou, até questionando quando discordava de algo. Entendemos que o contraponto é benéfico à discussão de alto nível.

                  Aos leitores que reclamam que seu comentários eventualmente não foram aprovados, somos abertos, mas aqui não é casa-da-mãe-joana. Em linhas gerais, quase todos são sempre aprovados. Mas nos reservamos ao direito de barrar aquilo que julguemos não apropriado.

                • Poucos dias atrás coloquei um link sobre material bastante relevante, e que em minha modesta opinião poderia ser alvo de uma futura matéria. Tal link era sobre giroscópios e estava em inglês, talvez quem moderou se lembre.

                  La pregunta: esse comentário não foi aprovado, fiz algo reprovável ou fora das regras?

                  É que vejo várias pessoas colocando links em seus comentários, logo pensei que também poderia fazê-lo. Sds.

                • Não me lembro de ter vetado nada seu ultimamente. Será que o comentário foi de fato processado?

                • E o pior de tudo é que ao fazer o seu mimimi, o cara sai chutando justamente o espaço em que ele está!!! Ô sem noção!

  1. Praticamente completo, não é pronto. Mas já se passou do ponto de desistência.

    A MB e a FAA estão competindo para ver quer será a última operadora da aeronave. Cada vez, a manutenção fica mais difícil, particularmente dos motores.

    Na verdade, se torna irrelevante, pois a capacidade de combate será quase nula.

    • Ze abelardo,

      Em 14/06/15 em Natal-RN a MB realizou testes de aceitação da primeira aeronave modernizada. Portanto o projeto está " pronto ou consumado ".

      A razão da MB modernizar este número limitado de A4 é para manter o adestramento e prontificação dos pilotos, ate que uma aeronave mais capaz seja adquirida.

      Não estou justificando o emprego de um Nae pela MB mas temos que ser justos e informados se desejamos da palpites.

      CM

      • CMoreno,

        O CA afirmou na resposta: "…praticamente por completo a etapa de desenvolvimento…".

        Não fui eu que disse isso. Realizar testes de aceitação, não é estar pronto. A aeronave tem problemas na integração de sistemas ainda não solucionados.

        Poderiam ter comprado o T45.

        Quando a aeronave mais capaz fosse adquirida, já haveria um treinador.

        Um abraço,

        • Opa eu concordo. O T-45 cairia o o uma luva, pois foram neles que os pilotos se formaram, só custo de modernização seria menor.
          Já os A-4 poderiam ser repassados a FAA via EUA e tudo estaria resolvido…
          Mas ……

          CM

  2. Ótima matéria!

    Estou indeciso:

    – Não sei se comemoro a nota e sento bem confortavelmente para aguardar a entrega das 12 unidades, e aproveitar para refletir que é melhor isso do que nada.

    – Se arranco de vez os cabelos pela Marinha ainda considerar o A-12 um porta aviões viável em seu futuro sendo que é evidente e translúcido que não temos dinheiro para operá-lo e muito menos para reformá-lo, quanto menos dar as condições e meios para que o mesmo seja operacional (escoltas).

    – Comemorar o fato da Embraer adquirir mais experiência na modernização de aeronaves de alto desempenho, certamente esse conhecimento é valioso e muito válido ao corpo de engenharia.

    É…. está difícil!

    • Dinheiro tem para manter uns três Forrestal! O problema é que o $$$ é muito mal usado.

      Fiquei curioso: Só o braZil, a Argentina e os EUA que usam o modelo? Nos EUA pode-se considerá-lo como operacional, uma vez que lá é a Draken, uma empresa civil, que o aluga?

      • A Draken é uma empresa civil, mas o uso do jato é militar, para treinamento, e eles são homologados pelo Pentágono. Estão o jacto está operacional, ainda que de forma restrita ao adestramento de aviadores.

      • Então!

        Boa pergunta!

        Tio Jacó tb os operava, se eles ainda voam é um mistério, no máximo devem usar uma ou duas células para teste de algum componente e olhe lá.

        Até o F-117 voa de vez em quando, vai entender!

        • há um meses atrás, eu vi um Draken(O caça, não a empresa) voando com as cores da força aérea sueca em um air show…

  3. O destaque fica para a citação:
    "Face a atual conjuntura, há a possibilidade de redução do ritmo dos trabalhos, sem, no entanto, provocar a interrupção ou a descontinuidade do processo produtivo."
    A necessidade de diminuir os gastos neste ano e a situação decorrente da decisão de se fazer uma ampla reforma no PMM do São Paulo permite desacelerar o programa pela indisponibilidade do navio nos próximos 3/4 anos.

    E faz a Marinha poder estudar com mais atenção o desenvolvimento do Gripen Mar BR…

      • Para sua informação 3-4 anos é a previsão MÍNIMA para uma reforma simples para operar o A-4 Skhawk.
        Acontece que com a POSSIBILIDADE de que o Sea Gripen possa operar no atual São Paulo e a reforma possa ser AMPLIADA para que a unidade opere PLENAMENTE por mais 2 ou 3 décadas COM o Sea Gripen o conceito inicial de PMM tem de ser REVISTO para incluir os requisitos do Sea Gripen na unidade.
        Por exemplo deveria-a SERIAMENTE pensar em uma pequena ampliação do convoo ou a introdução de um pequeno angulo de elevação no lançamento para dar mais envelope de lançamento para o Sea Gripen.

        Como comparação tanto a India como a China demoram cerca de uma década para reformarem totalmente os cascos que compraram para fazer sua PRIMEIRA TENTATIVA de aprender como se constroem NAes.

        Sempre fui crítico do plano inicial de manter-se o São Paulo como Nae-Escola ou de manutenção de doutrina e a MB partir direto para construir dois NAes no ProNAe como previam os planos estratégicos originais, mas reconhecia que não havia no mercado uma aeronave aeronaval moderna que pudesse operar baseada no casco do Ex-Foch e eu não acreditava (e ainda desconfio um pouco) que o governo brasileiro possa financiar SOZINHO o desenvolvimento do Sea Griepen. Mas como foi divulgado SURPREENDENTEMENTE hoje por um site concorrente que adora um hangout com a Globo que o governo brasileiro integralizou TOTALMENTE o downpayment de 800 milhões de reais em janeiro para este ano com a SAAB e jogou a bola dos atrasos e problemas do programa no campo da SAAB.
        Parece que o governo está levando o Programa Gripen a sério e esta é a maneira a se impor como um parceiro desenvolvedor EXIGINDO QUALIDADE E PAGANDO POR ELA.

        Caro Troll Brazuca as coisas são MUITO mais complexas que um hahaha de trolagem…

        • Eu ia até ler o que você escreveu, mas dei sorte e na terceira linha tinha Sea Gripen e parei.

          Acoooooooooooooooooooooooooorda cara…

          A mentira do Brasil potência acabou, o teu Deus está na beira de ir pra cadeia e logo depois irá o poste dele.

          O SP não voltará mais, se brincar o Gripen não chega e a MB vai ficar com estes A4 meia-boca sem valor militar.

          Como você já disse várias vezes…

          A MB oPTou…

          E agora o padeiro sem dó diz que o SONHO ACABOU.

          • Sea Gripen será destinado a segunda frota, não seja tão discrente!

            Ps: sim, fui irônico…

    • Não vejo com bons olhos o Sea Gripen. Não é fácil navalizar uma aeronave e a informação propalada pela SAAB de que haveria apenas o aumento de 500 kg na célula, para mim, não passa de um desejo-delirante. O protótipo "engordou" muito, das 7 tons vazio, vai decolar com 8 tons…

  4. acredito eu que se bem armado até poderia ser uma boa aeronave de ataque,mas interceptador…eu não ponho minha mão no fogo.

    de qualquer modo da onde vão operar esse avião ? o A-12 mal saí do cais.

    off (mas nem tanto) – alguem saberia me dizer se já houve ou teve uma proposta de um F-5 naval ?

    sds !

  5. Eu entendi a ironia do "EXCLUSIVO"! KKKKKKKKK mto boa!!!

    Quanto aos fatos, creio que a melhor opção para nós seja realmente o Skyhawk (dentro das possibilidades). Os SEM franceses já estão bastante surrados, ficaria muito complicado para alguém comprá-los, uma vez que as células já acumulam muitas horas de voo. Até os argentinos recusam o material (exceto para desmontá-los e obter sobressalentes), uma vez que sua próprias células estão bem menos desgastadas. Penso que se os 'hermanos platinos' conseguirem prontificar 8 SE's e formar um bom estoque de peças, já estará de bom tamanho!!! Quem sabe, podem até correr atrás de alguma modernização, nem que seja leve.

    No mais, parabéns pela bela postagem Sr. LaMarca! 😉

    • Obrigado pelo elogio, AlmteTamandare!

      Seguramente esse artigo merecia um "EXCLUSIVO", em homenagem ao Roberto Lopes e suas anedotas.

    • Na coluna de comentários do Plano Brasil fiz a crítica exatamente neste sentido, alertando que as células francesas estavam muito usadas, desgastadas para operação embarcada (para dizer o mínimo), mas que serviriam como uma luva como fornecedoras de spare parts.

  6. De sites sensacionalistas querendo ganhar likes, a Internet esta cheia!… Parabéns CAVOK!

  7. Pessoal, é o seguinte:

    Sendo claro e objetivo com relação à nossa postura, nós não temos nada contra nossos concorrentes, até porque temos o nosso espaço, assim como eles também os tem.

    Defesa Aérea & Naval, DefesaNet, Poder Aéreo (e os demais do grupo)… Todos esses sites são profissionais e tratam a informação com responsabilidade. Não existe criação de estórias. Tudo é publicado com critério e se eventualmente ocorrer uma barrigada, quem nunca?

    Uma coisa é trabalhar com seriedade e eventualmente ser pego de surpresa tendo publicado algo que não se confirmou. Nós já passamos por situações assim e até por conta disso somos criteriosos com nossas fontes. No caso do Plano Brasil, eles abusam do bom senso, se é que o termo (bom senso) pode ser usado. O Roberto Lopes, então, é conhecido por suas artimanhas. É muito simples, ele criou uma situação tendo afirmado uma série de coisas, incitando uma discussão baseada em suposições mirabolantes. Até aí, tudo bem. O artigo é dele e ele faz como quer. Mas ao citar a Embraer e a Marinha do Brasil, o moço não deveria ser tão irresponsável. Não tenho nada contra a quem publica anedotas, mas desde que seja anunciada como tal. O que não pode é travestir uma anedota como se fosse verdade. Afinal, eu também sou leitor, apesar de não comentar lá, e mereço ser respeitado. Aliás, sou leitor de todos os sites, e tenho certeza que os demais Editores dos outros sites também o são.

    Eu resolvi ir atrás da informação, e já tinha dito que publicaria a resposta da MB qualquer que fosse o teor.

  8. Gostaria de dizer que quando da publicação da nota no Plano Brasil houve por parte dos comentaristas reclamações, eu estava dentre os reclamantes. Uma pessoa pode ser criticada no seu labor, ainda mais, quando este tem a capacidade inata de elevar a vaidade própria e com isto a possibilidade de vir a atingir terceiros. O jornalismo é uma destas profissões.

    A mídia eletrônica brasileira se aprimora a cada dia, principalmente neste nicho, os assuntos de defesa, bem como naqueles que versam sobre geopolítica e tecnologia. Isto é bom, pois se existe algo válido naquilo que a vida me ensinou, isto é a pluralidade. Pluralidade de opiniões, perspectivas, oportunidades, visões, entendimentos…

    Mas, no tocante ao processo de informar, aprendi com o tempo, mais vale a certeza objetiva, ainda que gere uma nota anódina, mas que em troca se mostre precisa, do que o tom ufanista, ou pessimista, acalorado, ou pretensamente explosivo, que pode emocionar o leitor, mas que não informa e leva a confusão. E o pior, é a mistura da vaidade, da pretensão de ter o poder de moldar a opinião alheia, com os preconceitos trazidos no interior do ser que adota a profissão de escrevinhador. Pode-se dizer que é o perigo da profissão, do exercício da especialidade. Manter a humildade, posso afirmar, é um ato difícil… Não por poucas vezes flagrei-me em verves de profunda arrogância. Quem me conhece sabe disso (e deve estar a rir com a confissão).

    O Sr. Roberto Lopes, algo que pode ser constatado na coluna de comentários do Plano Brasil não é tolerante às críticas dirigidas, para ser justo, tal intolerância é comum a maioria das pessoas. Costuma lançar notas apoiadas em informantes que exigem descrição. Isto acontece e é comum no jornalismo praticado no Brasil, mas, sou contrário ao jornalismo declaratório, termo que aprendi junto ao blog do jornalista Luis Nassif. Tal tipo de prática jornalística, apoiada em fonte anônima, em geral anunciada como de um órgão específico não contribui para a concretude da matéria, afinal, tal fonte pode ser qualquer pessoa, inclusive o copeiro…

    Por fim, gostaria de dizer que o Plano Brasil não possui na pessoa do Sr. Roberto Lopes o Editor único do espaço. Existem outros editores que possuem visão diferente daquela versada pelo jornalista em questão. É um bom espaço, com o qual tive oportunidade de colaborar diretamente e que por hoje reproduz artigos advindos do blog editado por mim: Debate Geopolítico. https://debategeopolitico.wordpress.com/tag/debat

    Sds.

    • Discordo em relação a fonte jornalística.

      É plenamente válida a fonte anônima. O que falta é a ética do jornalista ao avaliar a credibilidade dela.

      Isso é o de menos, pois quem não tem esse filtro compromete a sua própria credibilidade.

      O sr Luis Nassif não ensina nada de bom, nem sabe o que é jornalismo.

      • No Brasil pratica-se o jornalismo declaratório com o uso abusivo de fontes anônimas. É a forma que o jornalista tem de fugir da sua responsabilidade.

        Quanto ao Sr. Luis Nassif, pode-se gostar, ou não, dele. Todavia é um jornalista que se mostra objetivo.

    • O fato do Plano Brasil também reproduzir artigos advindos do blog editado por você só demonstra a péssima qualidade das fontes selecionadas por eles.

      • O César, replica os posts e textos deles igualmente em várias mídias..

        E quer ser metido a jornalista.

        Pelo menos de uns tempos para cá ele tem usado mais o nome dele, que os 500s nicks que ele usa por aí…

        • Não posso me esquecer de dizer que não tenho "500 nicks".
          Posso ser encontrado como "Ilya Ehrenburg" no Fórum Defesa Brasil e no Fórum Defesa Brasileira. Estou presente com este mesmo avatar no espaço portenho Zona Militar.
          No fórum Base MIlitar, posso ser encontrado como "Higgins".
          Hoje, por publicar, faço uso do meu nome pessoal.

          Em geral os textos que publico são meus, e o faço no meu espaço, o Blog DG: Debate Geopolítico.
          Colaborei com os sites Portal Defesa e Plano Brasil.

          Quando publico um "clipping", ou seja uma matéria de outro espaço, deixo-a devidamente informada, inclusive com o uso de um hyperlink.

          Agradeço, portanto, a deferência da sua prestigiosa pessoa para com o meu nome.

          Att.

          • Vai dormir cara…

            Já vi tópico no Plano Barril que você posta com 2 nicks diferentes para fazer volume.

            Coroa, com mania de garoto..

            Vê se cresce!

            • Acusação infundada da sua pessoa, que age como denuncia o nome: troll.

      • Agradeço ao elogio.
        Espero a sua visita, como retribuição à gentileza prestada.

    • César, justiça seja feita você foi um dos primeiros a contestar essa sandice.

      • Pelo que vejo nas respostas aqui postadas, parece-me, que pensam que estou a defender…

  9. LaMarca,

    Penso que vc devia deixar quieto…

    Esquecer que o PB existe…

    Preocupar-se em desmentir ou demonstrar os equivocos deles te diminui…

    O Cavok é maior do isso.

    E quantos outros mais fantasiosos do que o PB existem?

    É uma luta ingloria por uma causa perdida.

    Escolha as batalhas que vc quer lutar…

    No mais,
    Parabens pelo trabalho investigativo da verdade…
    Continue abrilhantando o Cavok.

    • Marcos,

      Não se trata de desmentir o PB, mas sim de esclarecer uma inverdade afirmada sobre um importante programa de Defesa do Brasil. Não fui eu quem desmentiu o PB, mas sim a Marinha do Brasil quem emitiu um posicionamento conflitante com o que o Plano Brasil já havia afirmado sobre o mesmo assunto. Se a nota da MB estivesse em consonância com o que fora outrora publicado, teríamos informado da mesma forma.

      Nossa batalha já foi escolhida há muito tempo: a verdade.

      • Quando essa turma usa o artificio "uma fonte me contou", pode saber, que é 99,9% opinião do editor, mas até aí, tudo bem, joga pra galera, mas quando o editor cita a fonte, como no caso a Embraer e a instituição Marinha do Brasil, automaticamente isso se torna "quente". Como tratamos de aviação e acompanhamos as instituições militares brasileiras, fomos atrás! Poxa! É um programa feito em casa, não do outro lado do mundo!

  10. Pessoal…..
    Peço licença aos moderadores pra abrir uma discução aqui. Recentemente teve um caso de um "turista" , que invadiu uma base do CIGS , era Russo , acabei de ver agora que um cara tentou entrar na BASP e ver o "estoque de armamentos" . Mano…..tem algo de muito estranho acontecendo , ou será mera coincidência ?

    • E tu acha que Russo com os Super Flanker vai querer ver F-5 enferrujado e Derby, Deivide? KKKKKKKKKK
      Brincadeira.

    • Eu estava lendo no FB…e este último se passou por um coronel e queria ir direto ao paiol. Quem serviu sabe que essa é a área mais proibida do quartel. Nem sobrevoar o paiol os pilotos podem. Sei não, essas ações tem cheiro de bolivarianismo no ar…

  11. Eu tenho dó de certos jornalistas da área e do Plano Barril, fala sério eu que não sou editor de sites especializado, ja vi entrevistas do comando da MB maravilhado com o A4"M", esse caça é tudo que a MB sempre sonhou, junto do Opalão!

  12. Não leio o plano barril, tenho coisa melhor pra fazer com meu tempo. Mas já ouvi de e li em outros locais que este programa dos A-4 está encontrando vários problemas e que a Embraer teve que pedir uma ajudinha pro "brimo" Jacó. Se vai continuar ou se vão desistir não faço ideia, mas que há/houveram problemas, não tenho dúvidas. Agora, esta "notícia" do senhor Roberto Lopes sobre os SEM, para mim não passa de ilação desse pseudo jornalista. Parabéns ao Cavok pela reportagem bem feita.

  13. Ué "eles" tiraram a matéria do ar? Fui dar uma zoiada e não achei nada!!!

  14. O grande problema do PB é que existem dois padrões deploráveis, um se aplicando às matérias e outro aos comentários. Quanto às matérias temos o padrão "Sputnice" ou seja, matérias sensacionalistas sem qualquer arrimo na realidade dos fatos. Para piorar possuem forte carga ideológica visto que se caracterizam pela russofilia histérica e ridícula sem qualquer senso crítico além do atávico e pueril antiamericanismo rastaquera.

    Quanto aos comentaristas em sua esmagadora maioria seguem o padrão "Pastel de vento", em alusão ao mais ridículo deles, onde desfilam um arsenal interminável de besteiras e teorias conspiratórias das mais estúpidas (quase todas elas botam a culpa de todos os males do mundo, inclusive a própria burrice deles, no "sionismo"). Basta lembrar que um comentarista escreveu com todas as letras que os pilotos de Super Hornets da USN estavam se borrando de medo dos nossos F-5…..para piorar esses mesmos comentaristas são invariavelmente bolivarianos e antissemitas, visto que como já afirmei eles colocam a culpa de tudo de ruim que ocorre no mundo no "sionismo" (que por sinal a indigência intelectual deles nem permite saber o que é).

    Não vai demorar para os editores do site serem interpelados pelo antissemitismo que eles deixam correr solto…

  15. Parabéns LaMarca, jornalismo responsável é isso! Infelizmente vivemos no Brasil um período de total leviandade com a informação. Chega ser engraçado, a primeira coisa que aprendemos nos cursos de Comunicação Social é ter responsabilidade com nossos conteúdos, justamente para evitar saias justas como essa.

    Mas aproveito o espaço para deixar a minha humilde opinião… A Briosa deveria tentar vender o projeto de modernização do AF-1, do jeito que está, para os Argentinos. Sinceramente, a situação da esquadra, seja dos meios de superfície ou dos aeronavais estão me lembrando um casamento falido, mantido apenas para não estragar as fotos no Facebook.

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