Exército Brasileiro receberá quatro aeronaves C-23B+ Sherpa do estoque excedente do Exército dos EUA.

O 4° BAvEx (Batalhão de Aviação do Exército Brasileiro), localizado no Aeroporto de Ponta Pelada, Manaus, receberá quatro aeronaves turboélices C-23B+ Sherpa do estoque excedente do Exército dos EUA (U.S. Army). Estas serão as primeiras aeronaves de asa fixa do Exército Brasileiro desde 1941.

Os quatro aviões de transporte bimotores estão sendo vendidos pelo Exército dos EUA como itens de defesa excedente (EDAs) e serão entregues provavelmente no primeiro trimestre de 2021, conforme solicitado pelo Exército Brasileiro.

A venda pelo Comando de Mísseis e Aviação do Exército dos Estados Unidos (AMCOM) para o Brasil foi anunciada no dia 13 de março de 2018, e é composta pelas aeronaves 93-1321 / SH3405 / AK05, 93-1334 / SH3418 / AK18, 93-1335 / SH3419 / AK19 e 94-0310 / SH3424 / AK24. Estas aeronaves foram estocadas entre 2014 e 2015.

Conforme observado na solicitação informada pela fonte para a venda proposta, e relatado pela publicação Jane’s, as aeronaves estão atualmente armazenadas no 309º Grupo de Manutenção e Regeneração Aeroespacial (AMARG) da Base Aérea de Davis Monthan, Arizona, elas agora devem ser preparadas novamente para condição de aeronavegabilidade, incluindo uma atualização com a iluminação compatível com NVG (Night Vision Goggle), bem como piloto automático, TAWS (Terrain Avoidance Warning System), TCAS (Traffic Alert and Collision Avoidance System), um transponder civil e um radar meteorológico.

Além de preparar e entregar as aeronaves, o contratado selecionado providenciará treinamento em voo e no solo a ser realizado antes da entrega da aeronave.

Uma vez em serviço, o Brasil estipulou que as aeronaves voem 200 horas por mês, ou cerca de 67 horas por aeronave, considerando que três aeronaves são capazes de missão total e uma aeronave de reserva devido à programação extra ou manutenção não agendada. É desejável uma taxa com capacidade de missão de 75% e também é solicitada assistência no país por um período de cinco anos.

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21 COMENTÁRIOS

  1. Essas aeronaves irão executar missões que atualmente Black Hawks, Caravans e os C295 executam?

    • Apoio logístico a regiões mais remotas, principalmente aos PEFs., mas a um custo consideravelmente menor do que a hora de voo de um helicóptero.

      • Sem falar que praticamente foram doadas, com valor simbólico, como "brinde" do acordo que não compreende apenas essas aeronaves.

  2. Ainda não entendi bem o motivo da compra por esse modelo especificamente.
    O que ele oferece a mais que um C-295 por exemplo?
    Melhor preço? Estamos falando de apenas 4 aviões..
    Além do que, com o C-295 haveria uma padronização com a FAB o que seria interessante.
    By the Way…
    Quero crer que o Exército teve seus BONS motivos para isso.
    Mas agora, quatro anos para se entregar 4 aviões já prontos?
    Tudo bem que tem a revisão etc… Mas mesmo assim, acho muito tempo para poucos aviões.

    • Inicialmente o EB deve desenvolver a doutrina com o uso de aeronaves de asa fixa.

      Ao que me parece, esses aviões são menores que os C-295 e consequentemente mais baratos de operar, além de exigirem uma manutenção menos "sofisticada".

      Devem se adaptar bem ao ambiente rústico da Amazônia.

      Sem contar que devem conseguir pousar num campo de futebol.

    • Na realidade essas aeronaves viram de "brinde" no acorde firmado via FMS, acordo este, firmado em 12 de setembro de 2017.

      A compra não foi da aeronave em si.

      Ela veio como um tipo de doação com valor simbólico, igual os M-16 de 1 dólar de Israel.

    • Também achei 4 anos – colocando para rodar novamente, instalando novos sistemas, testando, treinando, etc – muito tempo. Na iniciativa privada isso ai daria uma semana no máximo (eu acho, sou leigo nisso), 24 horas por dia, a base do chicote.

      • Só uma grande revisão check "D" de um avião que está voando leva no mínimo de 4 a 6 semanas na aviação comercial, este precisa de uma revitalização com modernização de sistemas e instalação de novos ítens e a Elbit que deve ser a contratada deve fazer o serviço em um de cada vez nas suas oficinas nos EUA.
        Quando vc quer urgencia o preço é outro pois tem que dedicar uma grande equipe em turnos para poder fazer o serviço nos 4 ao mesmo tempo e rápido.
        Como ja coloquei os pilotos de asas fixas o EB ainda serão formados.

    • Não é um esforço de guerra para se ter pressa e ainda vão ter que ser formados pilotos para estes aviões.
      Quem da manutenção nos EUA para os Short é a Elbit, deve ser ela que fará a revitalização.

  3. Só em 2021?! Putz!!! Eu pensava que viriam, pelo menos, já em 2019.

  4. Vou falar de um assunto que tem a ver com os Sherpa, no incio do ano um pelotão de fronteira foi informado que tal dia e local uma embarcação com traficantes passaria por um rio de fronteira, houve troca de tiros e alguns soldados se feriram, acho que dois o estado era grave.
    Dai vejo um video no canal do EB, mostrando que um médico de outra OM foi chamado para socorrer esses soldados e quem o transportou até o local foi um oficial aposentado do EB que é piloto e tinha uma aeronave particular (também não entendi essa parte).

    O comandante desse pelotão mesmo "planejando" a operação com antecedência não tinha um médico lá, não tinha recursos para transporte, ja que o médico só iria "ganhar tempo" até chegar com a vitima em um hospital.

    ps* Teve video mostrando o sucesso da operação, pode acreditar.

  5. Acredito que será sim, muito útil para áreas remotas de Amazônia. Seria interessante também para a região do Pantanal que faz divisa com países narcoprodutores. Sendo o custo operacional baixo, entendo que deveríamos buscar mais unidades. Até para que um volume justifique a formação de corpo técnico.

  6. A USFS(US Forest Service) ja recebeu os seus e está reconvertendo alguns para Short 360 de passageiros e colocando aviônica glass cockpit, a empresa Neptune Aviation foi escolhida para fazer o serviço.
    Artigo sobre a utilização do primeiro Sherpa operacional da USFS que foi doado pelo US Army.
    . http://fireaviation.com/2016/09/05/usfs-has-one-s

  7. A Neptune Aviation que é especializada em conversão e manutenção de aeronaves antigas para combate a incendios está convertendo dois Sherpa da USFS para o padrão Short 360 de contra incêndio, mas mantendo a cauda dupla. A conversão para um padrão certificado pela FAA facilita a manutenção e procedimentos.
    E a Field Aviation está instalando um cockpit Garmin 950 neles. A USFS tem grana para gastar nestes Sherpa.
    . http://fireaviation.com/2016/01/13/usfs-sherpas-t
    .
    . http://www.fieldav.com

  8. É sempre bom ver equipamentos novos, ou melhor dizendo, novos equipamentos sendo integrados às nossas forças! A inércia não está em zero, menos mal!

    • Foi exatamente o que pensei desde o inicio. Facilitaria a manutenção e a logística junto a FAB.

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