Foto: Simón Blaise Olivera

O Chile terminou seu apoio à Missão das Nações Unidas para a Estabilização Multidimensional Integrada na República Centro-Africana (MINUSCA), retirando a Brigada de Aviação do Ejercito, AS532ALs, no processo. O exército chileno apóia muitas ‘misiones de Paz’ desde 1935.

O governo chileno concluiu a participação dos observadores militares por estimar que as operações de segurança não permitem desdobrar apoio na entrega de ajuda humanitária.

O sub-secretário de defesa, Cristián de la Maza, reuniu-se com integrantes da Comissão Unida de Relações Exteriores e Defesa do Congresso Nacional no final do mês passado para expor em detalhes os motivos da participação na MINUSCA.

“O Chile havia previsto ajudar em aspectos humanitários, porém neste momento as condições de segurança não permitiram fazê-lo e estávamos nos tornando em unidades de combate para forçar uma paz que não está acordada; então essa condição básica não nos permite prosseguir”, disse a autoridade.

Dois dos Cougars, força de pelotão, da Brigada de Aviação do Exército, Batallión de Helicopteros, estavam na República Centro-Africana em 2018. O H-286 era uma das aeronaves implantadas.

Foto: Ejército de Chile

6 COMENTÁRIOS

  1. http://www.operacional.pt/exercito-envia-blindado
    http://www.operacional.pt/na-republica-centro-afr

    Se alguém me puder elucidar tenho uma pergunta.
    Reparo que a operação da ONU na RCA tem pouco ou nenhum apoio na América Latina, porquê? Eu sou português e portanto, como se deve esperar, desconheço mais a opinião de outros povos ou governos por mais pesquisas que posso fazer, dai a pergunta.
    Pelas discussões que vejo aqui e em outros sites e fóruns a razão vai desde ser um teatro perigoso ao factor económico, outras opiniões defendem que a missão na RCA não tem sentido, seja porque está fora da área estratégica de países americanos seja pela futilidade da missão, não se prevendo um fim certo, claro ou em curto espaço de tempo.
    Enfim, se alguém me quiser enriquecer o conhecimento. ^^
    Na minha opinião a missão é importante para Portugal por exemplo, o país é obrigado a intervir devido aos seus compromissos e este teatro é um bom local para o fazer, as unidades têm experiência neste tipo de guerra citada e providencia não só uma nobre missão como uma oportunidade enriquecida de fazer soldados melhores num teatro complexo de opinião social instável e com um inimigo esperto e imprevisível que conhece os cantos a casa.
    Espanta me por completo, que sendo uma missão da ONU, a Minusca tenha tão pouca participação e também cobertura mediática (tirando a comunicação portuguesa e a Euronews). Acho que o único interesse mediático foi quando os soldados franceses para lá foram destacados e ainda mais quando os mesmos foram acusados de abuso dos direitos humanos.

    • Leopard, eu escrevi um monte de coisas. Ainda bem que fui pesquisar antes de publicar.

      Desde 1948, o Brasil participou de mais de 30 operações de manutenção de paz da ONU, tendo cedido um total de mais de 24 mil homens. Integrou operações na África (entre outras, no Congo, Angola, Moçambique, Libéria, Uganda, Sudão), na América Latina e Caribe (El Salvador, Nicarágua, Guatemala, Haiti), na Ásia (Camboja, Timor-Leste) e na Europa (Chipre, Croácia).

      Além de ter enviado militares e policiais a diversas missões ao longo da história da ONU, o Brasil empregou unidades militares formadas em cinco operações: Suez (UNEF I), Angola (UNAVEM III), Moçambique (ONUMOZ), Timor-Leste (UNTAET/UNMISET) e Haiti (MINUSTAH).

      Além disso, desde 2011, a Marinha brasileira comanda a Força-Tarefa Marítima da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FTM-UNIFIL). O Brasil lidera as operações que contam com a participação de aproximadamente mil oficiais, entre eles nacionais e não nacionais oriundos de Bangladesh, Alemanha, Grécia, Indonésia e Turquia.
      https://nacoesunidas.org/conheca/brasil-na-onu/

      • Exatamente. Bem colocado.

        Eu opino que a RCA precisa de uma missão de imposição de paz como participamos em 2013 com o General Santos Cruz na RDC comandando uma tropa de mais de 23 mil militares. Estes militares tinham autorização para ações proativas que eram combater, dominar e por fim pacificar áreas que necessitavam desse tipo de ações.