As Forças de Defesa de Israel comunicaram que caças F-15 derrubaram um UAV sobre a Faixa de Gaza.

Os caças foram enviados para interceptar um alvo aéreo após os radares da defesa israelense captarem um objeto voando sobre a Faixa de Gaza. Quando os Eagles chegaram  os pilotos identificaram que se tratava de um veículo aéreo não tripulado (unmanned air vehicle – UAV), mas este estava voando a uma altura incomum sobre a Faixa de Gaza, fugindo aos padrões dos anteriores. O UAV voou 4 km sobre a Faixa. Um F-15 abriu fogo e derrubou o aparelho, que caiu dentro da Faixa de Gaza. Não foi revelado se o abate se deu a tiros de canhão ou por AAM.

UAV iraniano “Ababil”

Após a guerra de Gaza em 2014, o Hamas decidiu concentrar seus esforços na criação de uma “força aérea” baseada em drones , uma vez que o sistema de defesa antimísseis Iron Dome mostrou-se eficiente contra os foguetes lançados contra o território israelense. O Irã forneceu ao Hamas vários UAVs. Em uma demonstração de poder do Hamas, a organização apresentou um drone iraniano Ababil que pode ser lançado a partir de uma plataforma montada sobre caminhão.

No passado, o Hamas alegava possuir três tipos de UAVs para diferentes propósitos:

  • A1A para coleta de informações;
  • A1B para ataques;
  • A1C para missões de ataque “suicida”;

O Hamas estabeleceu uma unidade aérea que opera UAVs, principalmente para fins de inteligência. Houve infiltrações de drones em Israel a partir de Gaza, com alguns sendo interceptados e outros retornando a Gaza ilesos.

Drones foram vistos perto de Ashdod e Ashkelon e, em ambos os casos, o Exército israelense interceptou a aeronave com a ajuda de mísseis Patriot. No entanto, essas aeronaves não-tripuladas não são uma força significativa, mas para o Hamas a principal vantagem dessas aeronaves é o impacto na mídia.


Com informações de Haaretz

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6 COMENTÁRIOS

  1. Seria interessante Israel possuir alguns esquadrões com o Super Tucano, iriam economizar bastante recursos para derrubar drones (UAV).

    • Caças de alta performance como os F-16 e F-15 podem chegar rapidamente ao local, identificar e enfrentar as ameaças antes que elas tenham tempo de fugir ou mesmo causarem danos. Além do mais, ao sair em missões de interceptação, eles devem estar preparados pra enfrentar outros tipos de aeronaves além de UAVs, missão na qual o ST não se encaixa.

      • Na verdade se encaixa sim. O Super Tucano para espaços aéreos de baixa intensidade como aquele é como pinto no lixo.
        Se por um lado F-16 pode chegar rápido, por outro os ST ficam muito mais tempo no ar por um valor muito menor. Isso pra não falar na possibilidade de fazer ataques ao HAMAS igualmente com custo menor.

        • Acredito sim que o ST teria muito valor para a IAF em missões CAS, patrulhas e ataques de menor intensidade. Mas cada macaco no seu galho. Interceptação continua sendo missão para os caças de alta performance. Velocidade e capacidade de enfrentar outros tipos de aeronaves são essenciais. Poderia no caso não ter sido um UAV. Sds.

      • Não há essa necessidade de velocidade extrema.
        Em um território do tamanho de Israel, até de bicicleta se chega rápido em qualquer lugar.
        Eu também acredito que o ST seria bem adequado para esse tipo de ocorrência.
        Se fosse um caça de alta performance acredito que não se aproximaria em velocidade subsônica em um território tão defendido como o de Israel, mas se acaso isso acontecesse, ainda se teria a opção anti-aérea.

      • Os radares de controle de tráfego podem (até onde sei) plotar na tela altitude, velocidade de voo e talvez até dimensões da aeronave. Deste modo, o comando aéreo pode perfeitamente selecionar a aeronave interceptadora. Nas condições de um UAV, certamente um turbo hélice seria acionado (se houvesse tal aeronave, claro!).

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