F-16_Israel_Defense_Forces_-_IAF_Flight_for_Israel's_63rd_Independence_DayCaças da Força Aérea israelenses foram enviados quatro vezes na data de hoje (7), quando aviões de combate sírios se aproximaram da fronteira com Israel nas Colinas de Golã.

Fontes da oposição síria informaram que a força aérea síria bombardeou a vila de El Rdir. No caminho para o alvo os aviões se aproximaram da fronteira com Israel.

A força aérea israelense – que está em alerta máximo por causa da situação na Síria – enviou caças F-16 da base aérea de Ramat David, no norte do país.

Realistic training with Red Flag

Até o momento, não houve nenhuma nota oficial israelense sobre o incidente, mas fontes dizem que a tensão decorre da possibilidade de que um piloto da força aérea síria poderia usar os ataques contra as forças rebeldes na Síria para realizar um “ataque pessoal” contra alvos israelenses perto da fronteira.

 

Fonte : Flightglobal.com – Tradução: CAVOK

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18 COMENTÁRIOS

  1. acho que restaurar o imperio Otomano esteja muito além da capacidade turca de agir e de seus vizinhos permitirem!

  2. Eles são o que a Polônia foi durante séculos, ficava no caminho entre grandes potências, sempre levando uma baita surra.

  3. Que piloto sírio seria tão suicida?

    Além dos helicópteros, testemunhas e suas filmagens já captaram, até abatidos, MiG-23 (ML ou MLD?), além de L-39 Albatross em inúmeras missões de bombardeio do tipo, dentro do país.

    Eu ainda não vi nada relatado sobre Su-24 ou mesmo os poucos e díspares Su-22 ou MiG-29 atacando, ainda mais perto da fronteira.

    Desses, só o Fulcrum faria alguma “graça” frente aos F-16…

    De qualquer forma, para Israel, nada é excesso de zelo mesmo.

  4. O Carlos Dorneles explica bem isso no excelente livro "Deus é inocente. A imprensa não".

  5. os F-22,35, 15, 16, 18, A-10 são monoplace eles também pensam diferente dos Israelenses!

  6. WolfpackVF1,

    Os biplaces em Israel são, em sua maioria, aeronaves especializadas em ataque ( embora ainda conservem naturalmente alguma capacidade de interceptação )… Trata-se de parte de uma doutrina específica, com grande ênfase em ataque ao solo ( com limitada capacidade de ataque estratégico ). Outras forças aéreas também utilizam variantes biplaces de seu caça principal como atacantes, mas em proporções diferentes…

    Há de se entender que Israel é um país pequeno, de modo que o tempo de reação é curto, e as ações em solo requerem uma poderosa força aérea voltada para ataque. Para eles, atacar com força no primeiro dia é fundamental, pois simplesmente não há espaço para manobras em seu próprio território… Missões de ataque aqui tem importância igual ou maior que a interceptação… E como as distâncias são relativamente curtas em relação aos adversários, então termina que essa estratégia essencialmente funciona, pois sempre as aeronaves irão operar mais próximas de suas bases, com um tempo de reação bastante diminuto… Além disso, o país é tão pequeno que é realmente possível manter integralmente uma cobertura com sistemas SAM, de modo que mesmo que não se consiga a superioridade aérea, a negação do espaço aéreo está ( teoricamente ) sempre garantida…

    No caso específico do Brasil, com suas enormes distâncias, já não é possível uma estratégia de defesa como a israelense… As bases operacionais são bastante distantes, de modo que nunca é possível operar as aeronaves a reação muito próximo dos prováveis pontos de invasão. O tempo de reação termina sendo naturalmente maior… Termina que seria extremamente difícil deter uma invasão num primeiro momento. Afinal de contas, as fronteiras ( tão extensas ), não poderiam ser defendidas como se faz em Israel, com poderosas forças que podem chegar ao ponto de invasão em questão de pouquíssimas horas ( exceto no sul do país )… Também é muito mais complexo obter um quadro tático da situação, devido as distâncias, que dificultam muito a operação de meios de inteligência. E como se já não bastasse, não creio ser possível conseguir uma cobertura SAM como se tem em Israel ( a menos que se invista pesado em sistemas realmente capazes e em grandiosa quantidade… ).

    A prioridade, portanto, torna-se a defesa do espaço aéreo de regiões consideradas estratégicas. Em caso de invasão, utilizar-se-ia o espaço do território nacional para movimentar o exército de modo a conseguir as melhores posições possíveis no espaço de batalha, para então lançar a contra-ofensiva. E para isso, aeronaves em CAP sobre a zona de combate, que impeçam a força aérea adversária de mover-se nas zonas de interesse ( e consequentemente bloquear as ações adversárias nesse determinado ), tem uma importância maior no primeiro momento dos combates, até que as forças em solo sejam todas mobilizadas a contento… E para fazer CAP, é necessário permanência no espaço aéreo com a maior capacidade ar-ar possível . E esse não é necessariamente o ponto mais forte dos biplaces ( que em geral carregam menos combustível )… Daí a necessidade maior de monoplaces.

    Veja que não estou dizendo que o Brasil não deva adotar biplaces de ataque. Pelo contrário. Um par a mais de olhos é fundamental para gerenciar as tarefas de um ataque ( ainda mais quando se necessita faze-lo a nível estratégico ) ou controle aéreo avançado ( tarefa essa que tenderá a ser assumida por drones ). Contudo, a prioridade maior ( no meu entender ) deve ser a capacidade de dominar o espaço aéreo…

    Creio que os dois melhores exemplos para nos basearmos seriam os chineses, os russos e os americanos… Pelos mesmos motivos, eles também dão enfase maior aos monoplaces. Seus problemas, aliás, são consideravelmente parecidos com os do Brasil no quesito defesa, mas eu diria que o caso brasileiro tem as suas peculiaridades…

    Por fim, nesse primeiro lote do Gripen NG, estariam previstos, salvo engano, oito biplaces; o que significa que está sendo dada atenção aos biplaces.

  7. WolfpackVF1,

    Continuando,

    A tendencia é que no futuro, a tecnologia venha a ampliar consideravelmente a consciência situacional do piloto no espaço de batalha e diminuirá a carga de trabalho, de modo a permitir um gerenciamento mais eficiente. Em outras palavras, a necessidade dos biplaces como armas tenderá a ser menor. O F-35, por exemplo, será uma aeronave dedicada prioritariamente ao ataque em profundidade, mas até onde sei, não terá versões biplaces ( e será a espinha dorsal da USAF e ponta de lança da força aérea de Israel )… Quanto aos caças mais pesados, muito provável que sejam substituídos por UAVs.

    Como aeronaves de conversão operacional, a necessidade dos biplaces também tenderá a ser menor, haja visto as inovações com simuladores.

    Um tipo de aeronave biplace que creio que ainda será muito utilizada serão as aeronaves de treinamento avançado, como o Yak-130, que possuem capacidades de "simular" o desempenho de aeronaves de caça, de modo a propiciar aos pilotos valiosa experiência.

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