(Imagem: funker530.com)
(Imagem: funker530.com)

O HMDS (Helmet Mounted Display System) fornece ao piloto uma espécie de imagens do tipo visão de raios-X: ele pode ver através de qualquer superfície, com a simbologia do HUD sendo projetada na viseira através da linha de visão.

O HMDS sofreu de problemas, juntamente com problemas como turbulência e buffeting, que podem causar problemas de exibição (particularmente perigoso quando o caça está manobrando para se evadir a um tiro de míssil inimigo), diminuição da acuidade de visão noturna e problemas de link quando a informação é compartilhada com 3 ou 4 aeronaves voando juntas.

Ainda assim, o piloto Wilson,não está preocupado com tais problemas, uma vez que ele disse não usar muito o capacete: “É legal, mas eu não uso ele muitas vezes.

A razão para isso muito simples: “Se eu realmente quero ver o que está abaixo de mim, eu vou olhar para fora.”

04

De acordo com o piloto de F-35, apenas “olhar”, ele veria com muito mais clareza com seus próprios olhos do que apenas um símbolo através do banco, através de suas pernas. Os pilotos consideram isso como um “benefício adicional“, principalmente no voo noturno, aonde realmente parece ser o único momento em que o caríssimo HMDS é usado (pelo menos por Wilson e seus colegas da 61th Fighter Squadron).

Ainda assim, Wilson admite que ele é um piloto da velha escola, portanto, pode haver pilotos que vão usar o equipamento com mais frequência.

(Imagem: USAF)
(Imagem: USAF)

Mas e se você você precisar olhar para trás?, Pergunta um dos entrevistadores. “Com certeza eu vou usar meus olhos, porque eu preciso ver as coisas com meus próprios olhos para poder julgar minhas ações, principalmente à distância do inimigo e outros detalhes que você não pode basear usando uma câmera 2D.

O F-16, sem câmera, tem uma boa visibilidade: “Mas é como comparar maçã com laranja“, explica Wilson, destacando o fato de que o F-35, F-16 ou F-22 foram projetados para diferentes papéis.

Se você está voando corretamente e o jato está fazendo aquilo para a qual ele foi supostamente projetado para fazer, então o inimigo será abatido bem antes dele ficar atrás de você“, comenta Wilson, sugerindo, mais uma vez, que a capacidade de sobrevivência do F-35 em combate ar-ar é baseada em sua capacidade BVR (Beyond Visual Range) e nas suas capacidades de consciência situacional e furtiva, em vez de sua agilidade.

 

 

FONTE: The Aviationist – Tradução e edição: CAVOK

NOTA DO EDITOR: Buffeting neste caso é um termo utilizado para definir um golpe ou uma ação que ocorre repentinamente, como no caso de uma manobra violenta, puxando vários ‘g’. Esse tipo de problema não é exclusividade do F-35, é do capacete, mas muitos pilotos militares – inclusive de F-5 da FAB – já viram seus HUDs apagarem enquanto puxavam forte na manobra.


Anúncios

34 COMENTÁRIOS

  1. Acho que já disse isso por aqui…capacete de 400 mil dólares??? Perderam a noção da realidade totalmente.

  2. "" Os pilotos consideram isso como um “benefício adicional“, principalmente no voo noturno, aonde realmente parece ser o único momento em que o caríssimo HMDS é usado """

    Quem sou eu para saber mais que um piloto, mas achei que aeronaves furtivas preferissem voar a noite.

    O "único momento" deve durar umas doze horas por dia.

    • Mas isso é de atacar a noite é para bombardeio, combate aéreo é em qualquer horário.

      • Sim amigo.
        Mas a noite pode ter 10 ou 12 horas a cada dia.
        Não dá para dizer o "único momento".

        E se os estrategistas puderem escolher, provavelmente realizarão as missões à noite

    • JPC3, amigos,

      A tendência é que quaisquer missões de ataque sejam realizadas a noite.

      Não são todas as forças armadas que estão aptas a atuar a noite. Aliás, poucas forças armadas que de fato tem ramificações significativas dentro de si mesmas que podem atuar na escuridão.

      Ademais, quaisquer situações de risco devem ser minimizadas. Sempre existe a possibilidade de se ter que voar a baixa altura durante a noite ( helicópteros inserindo comandos ou outras missões especiais, misseis que tem que voar baixo, e por aí vai… ). Por tanto, quaisquer providências para se minimizar a localização visual devem ser tomadas.

      Há também outros aspectos. A atividade de qualquer população normalmente é reduzida durante a noite. Isso significa que normalmente as lideranças políticas, tanto na esfera local quanto regional ou mesmo macro, podem não estar todas presentes para tomar as decisões. Os cidadãos normalmente estão em suas casas, longe das fábricas, dos centros governamentais e instalações de infraestrutura ( que costumam ser alvos prioritários de qualquer campanha militar ), o que pode minimizar danos colaterais… Assim sendo, ataques noturnos podem ter o benefício adicional de pegar todo mundo, literalmente, com as calças na mão…

      Evidente que uma aeronave deve estar pronta para voar todo o tempo, mas voar durante o dia não é o usual pelos dias de hoje. As grandes operações são realizadas a noite.

  3. Estão reclamando muito, vem conhecer a fab, aposto que sairão fazendo juras de amor ao capacete ahaha;

  4. Do jeito que esse piloto fala, parece de uma má vontade enorme e sempre querendo deixar a atender que ele não gostou do novo equipamento e por isso ele não presta.
    Essa reportagem da The Aviationist parece com o programa do GUGU quando falava do chupa-cabra, um sensacionalismo que da nojo e escolhendo o piloto que mais repudiou essa nova tecnologia para dar a entrevista.
    Neste projeto existem muitas pessoas com o nome a zelar e tenho 100% de certeza que os EUA por mais rico que seja não ia ficar rasgando dinheiro à toa ainda mais com a segurança nacional que para eles isto é prioridade máxima, então esse HMDS como tudo que é novo ainda vai passar por muitas melhorias e sem dúvidas fazendo aquilo que foi planejado a fazer, com funções que nós nunca saberíamos quais sejam Acredito que os 400 mil dólares não seja somente para ver debaixo de sua saia.

    • Eu como amante do motociclismo, queria um capacete assim, que projetasse as informações no visor…

    • A Itália, nos anos 20 e até meados de 30, tinha uma formidável Força Aérea. Na segunda metade dos anos 30, os pilotos italianos rejeitavam o uso de canopy fechado, preferiam ele aberto. Tais manias, como canopy aberto, aviões com maior manobrabilidade em detrimento a menor velocidade, pois eles achavam que os combates seriam a menores velocidade, como na 1°GM, tornaram a Força Aérea Italiana atrasada frente as outras forças européias. Quando perceberam, correram atrás e criaram caças maravilhosos como o Mc 205, Re 2005 e Fiat G.55. Mas já era tarde demais.
      O que quero dizer, é que todos os profissionais tem uma certa resistência à algumas inovações. Isso é normal e compreensível. Mas desistir dessas inovações por causa da teimosia de alguns pilotos pode ser um erro fatal. Por isso acho que essa tecnologia HMDS deve e vai gerar bons frutos no futuro, e poderá se tornar referência para outras forças aéreas.

  5. Quanta ostentação , os caras dispenssando capacete de 400 mi obamis ? Ralei pra comprar um capacete de 40 conto e ainda cheguei pros meus amigos e fiquei me gabando…

  6. já falei antes… HMD não é coisa tão simples… quem pensa assim pensa em video game… esta coisa vai demorar algum tempo para estar "madura"… outra lenda é sua aplicação com mísseis WVR como se fossem a "última bolacha do pacote"… de poder lançar em qualquer ângulo com NEZ "mortal"… garantida… outra lenda… pode funcionar contra aviões defasados… contra Rafale, Typhoons, F-16B50.. o buraco é mais em baixo…

    • Francisco,

      Existem sim consideráveis problemas na concepção de um HMD, que vão desde a defasagem da visão em relação ao visor do capacete ( que exige uma boa ergonomia e um ajuste preciso para com a visão ), até mesmo o peso do mesmo ( que pode desequilibra-lo em manobras de alto g, sendo uma potencial causa de falhas… ). Mas por hoje já é tecnologia madura… Os pilotos da antiga Alemanha Ocidental que o digam, quando tiveram a chance de ver de perto os Mig-29 da ex-RDA… Aliás, sul africanos e russos ( sistema ZSH-5 ) já utilizavam HMD desde os anos 80 em caças, com os primeiros estudos tendo sido feitos, salvo melhor juízo, ainda nos anos 70… E a aplicação dessa tecnologia também vai muito além de mira montada em capacete, o que determinou uma rápida evolução a partir dos anos 90.

      A questão diz respeito unicamente a esse sistema do F-35, que é um salto quântico no que diz respeito a esse conceito, projetando praticamente todos os dados básicos de voo para o piloto ( o que por si só não é coisa simples ), além de imagens de outros sensores. Nesse caso sim pode se dizer que serão alguns anos até que a coisa fique mais madura a ponto das falhas serem mínimas…

      • RR, fosse madura, não veríamos mais caças das potências voando sem eles… o que não é o caso, pois as fotos das operações no OM continuam a predominar os capacetes convencionais… os capacetes da FAB, que seriam o padrão funcional de HMDs, não passam de um replique do HUD na viseira… precisamos desmistificar uma coisa: tem gente achando que com “qualquer” HMD o piloto vai olhar o alvo e travar seu míssil e aí já era… isso é balela! o HMD é aquela coisa “maravilhosa” que ninguém usa! se vai funcionar num futuro próximo, quem sabe, mas hoje, o fato é que ainda é imatura e não está madura sob nenhum aspecto… de tão complexa a tecnologia já foi abandonada por muitas empresas… ou, no mínimo, colocada em standby…

        • Caro Francisco,

          Concordo que nada é tão fácil… E realmente, a coisa vai além de olhar e apertar o botão, posto que a própria carga de trabalho do piloto, com outros instrumentos, limita muito sua atenção… Aliás, as propostas atuais visam justamente concentrar os dados na altura do olhar para proporcionar ao piloto maior consciência, para que ele tire os olhos do painel.

          Já li que alguns segmentos de forças aéreas reconhecem que o piloto deve adaptar-se para utilizar com maior acertabilidade essa tecnologia, e concordo com esse ponto. Isso implicará em um novo treinamento, para que ele possa utilizar o sistema com eficácia. Sinceramente, comparo o choque do HMD ao mesmo que aconteceu aos pilotos de caça quando deram de cara com as cabines fechadas… E hoje não se voa sem elas…

          Seja como for, não creio que uma tecnologia que já esteja presente a 30 anos e ganha hoje cada vez mais adeptos seja imatura…

          Praticamente todas as forças aéreas importantes usam HMD hoje, possuindo minimamente alguns destacamentos em unidades de elite que o tenham. Só a título de exemplo, não creio que há hoje uma única unidade de Apache americana que não empregue ( ou já não tenha empregado ) o IHADSS. E o Shchel-3um é amplamente utilizado em conjunto com o míssil R-73 nos Su-27 e Mig-29, sendo o sistema desse tipo de maior uso hoje, e aparentemente muito apreciado por sua simplicidade e confiabilidade.

          Ocorre que por hoje não é um equipamento essencialmente barato. Ele evoluiu e se tornou muito mais sofisticado, tornando-se um desafio realmente pra poucos. E integra-lo também é tarefa complexa… Contudo, existem modelos presentes hoje no mercado que oferecem opções para integração em várias plataformas. O JHMCS americano está integrado hoje a toda a família da série F-18, F-15 C/E e F-16 block 50. E o Scorpion francês já foi integrado ao A-10 e F-16 do block 30 e 40 ( salvo engano, também vai dotar o F-22 ).

          • RR, decerto que pode ser útil… mas, ainda, não passa disso… muitos acham que quem está equipado com um HMD está melhor do que um que não o tenha… e isso não é necessariamente verdade! é disso que falo… tem gente, inclusive, que confunde as coisas, acha que apenas por usar o capacete o piloto basta olhar para o alvo que tá tudo certo! … até mesmo pilotos, os da FAB, parecem não entender direito como a coisa funciona (sabem, mas nem sabem explicar), já li textos confusos, provenientes de fabianos, como este: "O HMD é dotado de uma unidade eletro-óptica que projeta dados e imagens diretamente na viseira do capacete. Assim, a mira acompanha a visão do piloto para onde quer que ele vire a cabeça. Na prática, o equipamento permite que o piloto se concentre no que se passa do lado de fora da aeronave e reduz a sua dependência em relação aos instrumentos do painel, como os parâmetros do armamento, da velocidade e da altura."… ao ler, parece que o HMD é um segundo sensor que, se vc estiver equipado com ele, poderá olhar para o alvo e travar sua "mira" nele… nada mais falso, na verdade o capacete somente mostra em sua viseira, para "leitura", os dados principais do sistema de controle/combate… dentre eles o seeker do míssil IR, por exemplo… e este que irá determinar se o alvo pode ou não pode ser travado! mas tem gente que acha que se o piloto olhar a 8oclock, é só disparar o míssil… sobre o apache, a coisa é bem diferente meu amigo, lá as velocidade são incomparáveis… os "segundos" são outros… os pilotos já treinam com o NVGs (que aliás tem muitas dificuldades, isso com eles) mas o conceito do APache já era pensado com um capacete "inteligente"…. agora, pegue este sistema e coloque num caça voando a 1000kmh, em combate aproximado, e vc perceberá que tudo é bem diferente e difícil…

  7. Só sei que a vida do F-35 será dura…Para abater um "mero" F-16 tem que ser em BVR, senão o jogo vira ( imagina o nervoso do piloto se tiver que ir a combate a curta distância)…Hoje sua capacidade de sensores e fusão de dados é seu maior trunfo, mas seus concorrentes (muito mais ágeis) logo estarão com capacidade semelhante…Carrega poucos misseis internamente (Pouca persistência em combate)…Usa um capacete de 400 mil dólares que ainda está em desenvolvimento (será que esta tecnologia (sintética) já está totalmente amadurecida para usá-la neste avião, que já possui tantas inovações?)….Só sei que, me parece, que o F-35 foi criado para ser o "The Best" dos caças, para ser o substituto não de um, mas de vários caças excelentes e PROVADOS EM COMBATE….E todos nós sabemos as diversas variantes em que operam um F-16, um F-18 e um A-10…O F-35 nem entrou totalmente em operação ainda e já se viu em maus lençóis para superar um F-16…quero ver quando tiver que fazer o que um A-10 faz…..

    • Para abater um mero F-16 não precisa ser em BVR, ninguém disse que precisa.
      Como você chegou a essa conclusão?

      Sobre a capacidade dos sensores, quando os outros tiverem a mesma capacidade o F-35 provavelmente já estará sendo modernizado.

      Também acho que não vai fazer o que um A-10 faz, mas nos exercícios faz coisas que um A-10 não pode fazer como, por exemplo, sobreviver às defesas aéreas.

  8. Manda ele pra Fab…já que gosta tanto dos métodos "antigos"….aqui ele vai sentir no paraíso….kkkkk

  9. O NOVO sempre causou desconforto ,medo e ansiedade , foi assim quando trocaram os cavalos por carros motorizados , quando trocaram os caças a helice por caças a jato , quando trocaram os enormes canhoes dos encouraçados por misseis , as reclamaçoes sempre partem daqueles que estao no meio da mudança , foram doutrinados no velho e sofrerao uma doutrinaçao no novo , as novas geraçoes que forem doutrinadas no NOVO , nao terao dificuldades extras (apego as tradiçoes de outrora ) , se concentrarao apenas em assimilar a doutrina vigente , nao haverah necessidade de passar corretivos , tico e teco ta em branco !

  10. Uma coisa útil para essas realidades aumentadas é algo no estilo do Iron-man que a Nasa está propondo, usar o hololens na estação espacial para mostrar os dados quando olha para os equipamentos, claro que essa joça só vai virar rotina quando reduzirem para algo como um óculos. Na aviação é bem interessante para voo noturno como diz o piloto da reportagem, mas não tenho certeza se isso da certo em um campo de batalha saturado de inimigos.

  11. A falta de potencia vai acabar por dar para o torto, conselhonde amador mas ainda assim, america, corrije isso!!!

Comments are closed.