Que a Internet é o principal meio de comunicação da atualidade, ninguém duvida, por isso, quando uma informação – verdadeira ou falsa – é disseminada, ela varre a rede. Pipoca na web a informação de que a Força Aérea de Israel teria utilizado o F-35I em combate sobre a Síria. Será?

Israel usar seus “aviões novos” em combate não é nenhuma novidade para quem conhece minimamente a história dessa poderosa Força Aérea. Tão logo o F-15 e o F-16 chegaram no país, em muito pouco tempo eles entraram em combate, seja no Vale do Bekaa ou no ataque ao reator iraquiano.

Pelo Twitter, Georges Malbrunot, do jornal Le Figaro, disse que os únicos dois F-35 de Israel “participaram de uma missão de bombardeio sobre a Síria na noite de 12 para 13 de janeiro”. Ele citou uma fonte da inteligência francesa para justificar tal. Os alvos estariam nas proximidades de Damasco.

Segundo a inteligência francesa, os alvos seriam baterias SAM do sistema móvel Pantsir-S1, fabricados pela Rússia. Para Malbrunot, Israel temia que essas baterias pudessem ser entregues as forças do Hezbollah que operam no Líbano. Um armazém atacado seria localizado em Mezzeh, uma base militar em Damasco.

Durante o ataque, a IAF (Israeli Air Force) também teria destruído uma bateria SAM S-300 desdobrada perto do palácio presidencial sírio, no Monte Qassioun. De acordo com a mesma fonte de inteligência francesa, um dos F-35 sobrevoou o palácio do presidente sirio Bashar al-Assad, antes de retornar a Israel. “Com o Pantsir, o Hezbollah deixaria a Força Aérea Israelense quase  que totalmente incapaz de operar sobre o Líbano“, disse a fonte francesa.

Há anos que a IAF opera “livremente” sobre a Síria, pois sua força conta com o que há de melhor em guerra eletrônica. Antes da atual guerra civil, as forças armadas sírias mal poderiam contrapor os jatos da IAF, tanto que um dos acordos Israel-Rússia foi justamente para limitar os vôos da IAF sobre a Síria.

Um ataque levado a efeito pela a IAF é possível? Sim. Que Israel será o primeiro operador a dar o ‘batismo de fogo’ do caça, não tenha duvidas. E este possível ataque vai totalmente de encontro a sua política de guerra, mas usar o F-35I Adir, aí fica difícil de acreditar.

Israel voa o F-35 somente há três meses. O datalink israelense ainda não foi integrado e numa missão tão complexa, os comandantes enviariam o caça? Eu acredito que não.

Vale lembrar que a Rússia deslocou para a Síria o S-400, portanto, a informação de que uma bateria S-300 poderia cair em mão erradas não procede. Pense, se o Mossad descobrisse uma bateria S-300 e destruísse ela com o Adir, a esta hora o mundo inteiro estaria sabendo. Pense na publicidade! O melhor sistema russo de defesa abatido pelo F-35!

Isto está parecendo aquela estória do F-22 que surgiu entre os dois Phantoms iranianos, se bem que neste causo, é bem mais plausível…


– Giordani –

Anúncios

8 COMENTÁRIOS

  1. A parte da história que fala de Pantsir para o Hezbollah já havia lido em fóruns gringos. Mas de resto, contrataram o redator da Sputink!

  2. Sputnice made in France! Atualmente os israelenses ainda estão integrando o F-35 à sua Força Aérea e descobrindo as potencialidades do mesmo dentro da sua doutrina de emprego.

    • Pois é, Israel nem ainda integrou seu sistemas personalizado de EW e ELINT no F-35I. Que seria essencial para missões SEAD/DEAD.

  3. Quer dizer que não é só o Sputnik que veicula besteiras.
    Um avião recém adquirido e que ainda esta sendo integrado, dificilmente seria usado em uma missão contra um sistema do calibre do S-300 que "não é operado pelas forças Sírias".
    Não que o caça não seja capaz, mas porque ainda é cedo e acredito que as tripulações ainda não dominam a máquina de maneira satisfatória.

  4. Verdade, e quem tava no comando do F-35 era o Coelho da Páscoa. Pra quem se comporta ele dá chocolates pra faz coisa errada bomba

  5. Comprar um F-35 e deixar guardado ! Este avião foi feito pra usar e bastante.

  6. Concordo que a turma da Cruz de Davi certamente vai ser a primeira a mostrar o valor do F-35 numa frente de batalha; afinal, eles normalmente foram os precursores no batismo de muitas aeronaves célebres.

    Mas ainda é cedo para declarar o F-35 plenamente operacional na Heyl Ha'Avir.. e a tinta da sua pintura ainda nem secou!

Comments are closed.