Visita do Ministro da Defesa da Argentina ao Brasil reacende a esperança argentina numa possível aquisição do sistema de armas Gripen E.

Por mais de uma hora, o Ministro da Defesa Oscar Aguad e sua equipe se reuniu com o Ministro da Defesa do Brasil no Rio de Janeiro. As equipes debateram o planejamento de tarefas conjuntas entre os países, como o reforço do controle da fronteira norte da Argentina para combater o narcotráfico e evitar o terrorismo na Tríplice Fronteira.

Percebemos uma boa predisposição para complementar as tarefas de nossas Forças Armadas em muitas áreas“, disse Oscar Aguad ao noticioso Infobae.

Mas dentre os diversos assuntos, novamente veio a tona uma possível participação da Fabrica Argentina de Aviones S.A – FAdeA – na construção do futuro F-39 Gripen E da Força Aérea Brasileira. Seria algo como já acontece com o KC-390 da Embraer, onde a FAdeA fornece algumas partes, sendo assim também participaria na manufatura do F-39. Já outras fontes comentaram num hipotético acordo com o Brasil para a construção entre a FAdeA e a EMBRAER de um protótipo de um avião similar ao Saab Gripen NG.


NOTA DO EDITOR: Imaginemos uma hipotética situação: por algum motivo, o governo argentino resolve comprar o F-39BR para reequipar a sua Força Aérea. Como o acordo Suécia-Brasil prevê a transferência de tecnologia – o principal ponto dito pela FAB para a escolha ter recaído sobre o jato viking – e que todas as vendas no continente sul-americano seriam de responsabilidade brasileira, a EMBRAER vai poder vender o avião aos argentinos?

43 COMENTÁRIOS

  1. Só essa conversa nunca deveria ter acontecido, pois é absurda.

    1- os Argentinos não tem dinheiro para tal compra.
    2- os ingleses jamais autorizariam tal venda sem pressionar os americanos visto que o caça tem componentes ianques, ou seja a venda seria barrada.

    Concluindo… não será nessa vida que a Argentina irá operar Gripen, muito menos o E ou o F.
    Caso a Argentina ache um baú do tesouro só há duas maneiras dela recompor suas alas aéreas e isso é fazendo negócio com ou Chineses ou Russos.

  2. ''possível participação da FAdeA na construção do futuro F39 – Gripen E da Força Aérea Brasileira."
    Então a gente compra e paga caro pela transferência de tecnologia, mas os argentinos querem fabricar partes da aeronave lá, aí fica fácil. Já estão tirando proveito com o KC-390 sem se quer comprar uma unidade. Se pagarem para transferencia de tecnologia, até vai.

    • Prometeram comercializar o F-39 na região, mas os sábios da FAB não contavam com embargos e restrições dos fornecedores, que foi muito bem divulgado na época do FX2. O F-39 está amarrado a uma infinidade de restrições, pois é uma combinação de retalhos da França, Alemanha, Suécia, Inglaterra, Estados Unidos. E perguntávamos na época quem irá garantir transferência de tecnologia sobre tão vasta cadeia de fornecedores? Optaram pelo operacionalidade, a famosa doutrina.

      • Não entendi, o dono da porcada (min. defesa e cmd da força) ambos disseram perante o legislativo brasileiro e presidente da república que no pacote caríssimo estava a ToT para fazermos o caça, está tudo gravado.

      • Algo errado nessa argumentação acerca de "quem irá garantir transferência de tecnologia". Uma coisa é dizer que o F-39 não pode ser vendido para o país X por que o motor é do país Y que por sua vez tem treta com X. Outra coisa é a tecnologia transferida para o Brasil; nesse caso ela sempre pode ser embarcada em nossas vendas – a não ser que se trate de uma transferência parcial e com restrições. Nesse caso, não há como a FAB argumentar "eu não sabia"!

      • Para o Brasil a transferência de tecnologia esta garantida. O que o Brasil não pode fazer e retransferir essa tecnologia. Mesmo se comprometendo a não retransferir a tecnologia, os detentores dessa tecnologia podem barrar a venda e o Brasil tem que aceitar, como aconteceu no caso da venda dos ST para a Venezuela. Mesmo com esse grande problema, ainda acho que o Brasil acertou ao comprar o pacote com transferência de tecnologia. Vamos aprender muito e daremos um salto de uns 10 anos nessa área. E só lembrar o caso do MB-326 Xavante. Vamos aprender o conceito, vamos saber o caminho das pedras, e ai sim, podemos desenvolver uma tecnologia própria. Hoje em dia e impossível qualquer pais deter 100% de tecnologia de todos os produtos. Razão pelo qual imagino que, mesmo tendo assimilado a tecnologia, sempre vai existir uma peça, um componente que dependa da autorização de um terceiro pais.

  3. Seguidamente assisto alguns programas de debate da tv argentina sobre economia, política etc pelo you tube. Fico espantado que eles parecem que vivem ainda nos anos 70 com aquele saudosismo misturado com o passado e o patriotismo local. Recentemente começou a operar as empresas de aviação Low Cost lá, coisa que aqui no Brasil já é consolidado. Nos programas o debate eles debatiam a desconfiança que estas empresas poderiam trazer para o público argentino já que operam com baixo custo, e não chegariam aos pés da Aerolíneas Argentinas. Tipo quem vai voar em empresas que não servem comida, duvidavam se a manutenção seria boa que nem a Aerolíneas. Eu acredito que isso seja mais na questão da opinião da mídia e dos jornalistas. Não acredito que o público pense assim lá.

  4. Acredito que sim, o Brasil poderá vender aeronaves, pois este foi o acordo.

    Mas, porém, todavia, acretido também que deva existir alguma cláusula de barreira, uma condicionante, na qual a venda necessatiamente deverá passar pelo crivo dos países detentores das tecnologias em questão.

    Esquecendo os fatores econômicos (Argentina está falida e suas Forças Armadas servem mais os oficiais do que a tropa ou a população), existe a preocupação britânica em relação às Malvinas. O primeiro e maior aliado dos EUA certamente interfeririam em qualquer negociação.